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Luz Infinita

O antigo caminho da Cabalá rumo ao amor, crescimento espiritual e força pessoal
Autor: David Aaron
Editora: Sêfer
SKU: 10518
Páginas: 182
Avaliação geral:

Busca, à luz da Cabalá, a tradição mística do judaísmo, responder questões básicas como: "Quem sou eu? Qual é o propósito da vida? O que preciso fazer para amar e ser amado?" Diferente de outras obras, que muitas vezes são acadêmicas, abstratas e sem qualquer ligação com os desafios e as preocupações do dia a dia, este livro é um guia prático e intelectualmente instigante que ilumina o caminho.

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Descrição

Quem sou eu?
Qual é o propósito da vida?
O que preciso fazer para amar e ser amado?

Após anos de estudos profundos, o rabino David Aaron nos ajuda a encontrar respostas a essas perguntas, conforme reveladas na Cabalá, a tradição mística do judaísmo. Diferente de outras obras sobre Cabalá, que muitas vezes são acadêmicas, abstratas e sem qualquer ligação com os desafios e as preocupações de todo dia, Luz Infinita é um guia prático e intelectualmente instigante que ilumina nossos caminhos.

Rico em relatos interessantes e histórias pessoais, Luz Infinita nos oferece uma consciência mais profunda de nós mesmos, de nossos conflitos internos e do modo como entendemos e recebemos os presentes generosos da vida. Explorando os ensinamentos profundos e eternos dos antigos assim como as suas próprias reflexões contemporâneas, o rabino David Aaron ajuda gente de todas as fés a ter uma vida melhor, a fé fortalecida e relacionamentos mais significativos.

* * *

Ao estudar com David Aaron, sempre me surpreendo com sua capacidade de entreter e inspirar, ao mesmo tempo em que traz à vida os lindos e antigos mistérios da Torá e da Cabalá.
Kirk Douglas

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Este livro não trata somente de como aproveitar mais a vida; é sobre receber a vida como um presente; a arte de receber os presentes da vida amor, crescimento espiritual, consciência, criatividade, liberdade, paz interior, felicidade e santidade. Dominar a arte de receber não é apenas uma questão pessoal de cada um de nós. Tanto a Cabalá quanto a Torá ensinam que as nossas vidas particulares refletem um processo universal. A psicologia dos homens é, na verdade, um tipo de manifestação da cosmologia. Toda a realidade compartilha de nossas lutas, sente nossa dor, celebra nossas alegrias e nos incentiva a viver pletamente. De forma recíproca, toda a realidade dói quando causamos dor a outras pessoas e a nós mesmos. Estamos todos conectados uns aos outros: pessoal e coletivamente, estamos conectados com o universo e com tudo o que existe. Saber que não estamos sozinhos nos dá força, esperança, coragem e energia.

Espero que este livro o ajude a entender o significado mais profundo da vida, e também a receber suas alegrias. Acredito que ensinamos o que mais queremos aprender. Então, vamos percorrer juntos essa jornada.

David Aaron

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Hoje em dia, muitos jovens perderam o prazer pela leitura... O principal motivo está relacionado à falta de uma mensagem clara que os toque. Com o advento da televisão e da internet, eles se acostumaram a receber conteúdos com vibração e sensibilidade.

Nessa obra genial e por meio de uma somatória de sentimentos e histórias vibrantes, o Rabino David Aharon consegue atingir justamente esse ponto, o que despertará nos leitores uma enorme vontade de conhecer melhor e com mais profundidade o que é o judaísmo realmente.

Estou certo de que LUZ INFINITA é um grande passo para se iniciar um caminho que, com certeza, mudará a vida de muitos.

Rabino Shlomo Safra

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Obras do Rabino David Aaron publicadas em português:

Luz Infinita

Enxergando Deus

A vida secreta de Deus

O amor é minha religião - ESGOTADO

e

Trio Místico David Aaron (Luz Infinita, Enxergando Deus e A Vida Secreta de Deus)

Trechos

Qual é o Propósito da Vida? 


Não faz sentido começar pequeno.

A grande pergunta tem que ser feita logo de saída: qual é o propósito da vida? Sem a resposta, não podemos dar o primeiro passo seguro no caminho espiritual. Sem a resposta, apenas tropeçamos, com a esperança de estarmos na direção correta.

Para viver uma existência significativa - construir, aprender, educar, curar... - temos que entender o objetivo da existência, o propósito da vida. Caso contrário, como podemos saber se o que estamos fazendo contribui para o progresso ou para o retrocesso do mundo? Como saber se o que estamos fazendo constrói ou destrói?

Imagine que você veio de alguma terra primitiva, chegou a um país civilizado e está hospedado na casa de um amigo. Quando chega a hora de lavar as roupas, você pergunta onde é o rio mais próximo e seu amigo lhe diz que, "neste país, as pessoas não lavam as roupas no rio, mas numa grande máquina, que tem uma roda dentro e uma porta de metal." Nos fundos da casa, você encontra mesmo uma grande máquina, que tem uma roda dentro dela e uma porta de metal, e joga todas as suas roupas sujas lá dentro. No momento em que está tentando descobrir como colocar água dentro da máquina - afinal de contas, mesmo naquele louco país civilizado, precisa-se de água para lavar ?, você avista uma mangueira. Você sabe para quê serve uma mangueira, por isso a liga numa torneira e começa a encher a máquina de água, muito orgulhoso de si mesmo por ter descoberto como essa ?coisa estranha? funciona.

Então, seu amigo vem correndo, gritando, porque essa máquina, que tem uma roda e uma porta de metal, não é uma máquina de lavar; é um carro. E você está destruindo o estofamento dele.

É um absurdo, não é? No entanto, todos os dias as pessoas operam a "máquina da vida" sem saber se ela é um carro ou uma máquina de lavar. Se não sabemos a função de alguma coisa, não podemos saber se a estamos usando corretamente. Do mesmo modo, se não sabemos para que serve a vida, não podemos saber se o que fazemos nos ajuda ou nos atrapalha.

Portanto, primeiro temos que responder à pergunta "qual é o propósito da vida?" E, já que a Cabalá e a Torá são os nossos guias nessa jornada espiritual, naturalmente é nelas que procuraremos a resposta.

Mas ainda há uma questão importante a se considerar: tanto a Cabalá quanto a Torá reconhecem a existência de Deus. Por isso, antes de mais nada, temos que abordar essa concepção e seu significado. Muitas vezes, choco meus alunos quando lhes falo que, apesar de ser rabino, não acredito em "Deus". Não acredito em Deus, mas chamo de Deus aquilo em que acredito.

É muito difícil colocar em palavras a minha crença na existência de Deus, mas, às vezes, pode-se captar essa crença numa vivência. À noite, quando entro no quarto do meu bebê, por exemplo, olho aquele rostinho repleto de doçura e paz, e fico observando sua respiração, seu peito pequenino se mexendo para cima e para baixo. Vejo os dedinhos alcançarem e coçarem a orelhinha. Tenho vontade de pegá-lo em meus braços e abraçá-lo, e sinto que o quarto inundou-se de uma presença calorosa. É mais que uma experiência; é um encontro. Nesse momento, a expressão mais natural e espontânea do que acredito - do que sei - é: "Que presente incrível! Obrigado, Deus." 

Apesar disso, sinto uma certa decepção quando digo a palavra "Deus". Usar a palavra "Deus" para descrever a presença que acabei de sentir é totalmente inadequado. A palavra "Deus" é tão pequena e tem sido tão maltratada ao longo da história, que parece não "caber" naquela vivência.

A mesma coisa acontece quando ando por um bosque, e os raios do sol nascente "se afinam" para passar por entre os galhos e as folhas das copas das árvores. Vejo a luz iluminando as gotas brilhantes de orvalho, ouço os pássaros e sinto a necessidade de corresponder a esse magnífico presente da natureza. Quero proteger aquilo que é tão frágil e tão precioso; sinto-me comovido e digo: "O que posso fazer, Deus?"

Mas, novamente, hesito. Nesse contexto, a palavra "Deus" parece até um tanto simplória. A presença que acabei de sentir merece muito mais. A presença que acabei de sentir é maior do que aquela palavra, maior do que qualquer palavra que eu conheço; e ainda assim, quero expressá-la de alguma forma, descrevê-la de algum modo.

O famoso filósofo Georg Hegel disse uma vez que "a tarefa da filosofia é descrever aquilo que é. Quando trato desse assunto em meus seminários no Instituto Isralight, às vezes peço aos participantes para fecharem os olhos. Depois, entrego a cada pessoa um objeto desconhecido e peço o descrevam. O objetivo desse exercício é experimentar a diferença entre "aquilo que é" - nesse caso, o objeto - a nossa descrição dele. Quando você segura um objeto, sabe que esse objeto é, mas não sabe o que é. Tudo que você pode fazer é descrever o que sente nas mãos da melhor maneira possível.

A procura pela verdade é a tentativa de encontrar as melhores palavras para descrever a nossa experiência daquilo que "é". Quando abraço o meu filho ou quando me sinto abraçado pelo sol, sei o que sei por meio daquelas experiências, e as experiências vão além das palavras. Por isso, digo que não acredito em Deus. Deus é apenas uma palavra. Acredito no que "é". Acredito na realidade que vivencio.

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