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Imortalidade, Ressurreição e Idade do Universo: Uma Visão Cabalística

Autor: Aryeh Kaplan
Editora: Sêfer
SKU: 3099
Páginas: 196
Avaliação geral:

Ao contrapor ensinamentos antiquíssimos às mais recentes descobertas científicas, o autor navega pelas águas profundas da Cabalá e mostra, por exemplo, como a idade do universo segundo a ciência moderna condiz com a cronologia da Criação relatada no Livro do Gênesis, e como a longevidade dos Patriarcas antes do Dilúvio e a ressurreição dos mortos podem ser explicadas em termos biológicos.

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Descrição

Um dos eruditos mais importantes, prolíficos e criativos da geração passada, o rabino Aryeh Kaplan escreveu sobre a Bíblia, as leis, o misticismo e o pensamento judaicos. Ao falecer, deixou uma série de trabalhos a serem publicados, entre eles a coletânea IMORTALIDADE, RESSURREIÇÃO E IDADE DO UNIVERSO: UMA VISÃO CABALÍSTICA.

Ao contrapor ensinamentos antiquíssimos às mais recentes descobertas científicas, o rabino Kaplan nos brinda com alguns de seus textos mais incisivos e estimulantes. Navegando pelas águas profundas da Cabalá, mostra, por exemplo, como a idade do universo segundo a ciência moderna condiz com a cronologia da Criação relatada no Livro do Gênesis, e como a longevidade dos Patriarcas antes do Dilúvio e a ressurreição dos mortos podem ser explicadas em termos biológicos.

A obra inclui ainda uma discussão sobre astrologia e judaísmo e uma visão mística sobre o relacionamento entre o homem e a mulher. Também faz parte deste volume a tradução ampliada do famoso artigo Or Hachayim, do rabino Israel Lipschitz, autor do clássico comentário Tifiret Israel sobre a Mishná. Escrito em 1845, foi a primeira abordagem judaica sobre a descoberta de fósseis de milhôes de anos à luz da Torá.

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Índice e trechos

ÍNDICE

Apresentação - por Judah Mansbach
Prefácio - por Pinchas Stolper

1. A  Idade do Universo
2. Longevidade e Imortalidade em Fontes Judaicas 
3. Sobre  a  Ressurreição
4. Astrologia: Estrelas e Anjos
5. Masculino e Feminino

Apêndice
Derush Or Hachayim do Rabino Israel Lipschitz - Traduzido e Anotado por Yaakov Elman
Reprodução da Primeira Edição do Derush Or HaChayim

Trechos

APRESENTAÇÃO

Menos de quarenta anos atrás, a própria noção de um cientista judeu ortodoxo ainda era considerada uma anomalia no meio judaico. Hoje em dia, o rabino, ou autoridade da Torá, requer do médico, engenheiro ou psicólogo praticante da observância religiosa, que explique os princípios científicos que o guiam na sua tomada de decisões haláchicas (concernentes à Halachá, o código de leis judaico). Os rabinos, confrontados com a necessidade de aplicar a Halachá a um mundo de tecnologia que muda rapidamente, acham mais fácil comunicar suas necessidades a estudiosos da Torá que sejam igualmente versados nas ciências.

O cientista judeu ortodoxo realmente evoluiu muito na síntese da Torá e da ciência. As teorias geral e especial da relatividade de Einstein, cuja confiabilidade foi comprovada pelos experimentos de dilatação do tempo dos pesquisadores J. Haefele e R. E. Keating, as teorias do "Big Bang" e da sequência, enfatizaram as palavras dos nossos Sábios, de abençoada memória: "Hafoch ba vahafoch ba dechula ba" ("Revise-a [a Torá] vezes e mais vezes, pois tudo está nela").

A Associação de Cientistas Judeus Ortodoxos (Association of Orthodox Jewish Scientists - AOJS) sempre foi um intermediário entre a Halachá e as novas tecnologias emergentes, e tem estado na linha de frente ao enfrentar o desafio à fé colocado pelas modernas descobertas científicas. Com convenções semestrais, conferências e palestras, os Proceedings of the Association of Orthodox Jewish Scientists, Intercom e seu boletim mensal, a AOJS tem ajudado físicos e engenheiros, profissionais da saúde e cientistas comportamentais obedientes à Torá a enfrentar as questões haláchicas reais do dia a dia da comunidade ortodoxa judaica.

Os cientistas judeus ortodoxos, que trabalham pela AOJS, tornaram-se uma importante fonte de informação científica confiável para a comunidade observante da Torá em todo o mundo, e são reconhecidos como provedores, de maneira muito prática, de importantes contribuições ao desenvolvimento da Halachá.

Em conformidade com esta prática, a Associação dos Cientistas Judeus Ortodoxos se orgulha de publicar quatro manuscritos inéditos do falecido Rabino Aryeh Kaplan, de abençoada memória.

O Rabino Kaplan, um escritor e pensador criativo e prolífico, que durante sua curta vida tanto contribuiu para a revitalização do judaísmo na América e no mundo, interessava-se particularmente pelos problemas suscitados pelas modernas teorias cosmológicas. O ensaio título desta coleção, "A Idade do Universo", foi proferido como palestra pelo Rabino Kaplan na convenção do inverno de 1979 da Associação. Embora entristecidos com a precoce morte do Rabino Kaplan, nos alegramos por ajudar a perpetuar sua memória e suas ideias através dessa publicação.

A Associação mostra seu reconhecimento à Sra. Toby Kaplan Seidenfeld por nos dar acesso aos manuscritos de seu marido. Gostaria de agradecer ao Dr. Yaakov Elman por assumir a tarefa de editar os manuscritos e por traduzir e anotar o Derush Or Hachayim do Rabino Israel Lipschitz. E, Acharon Acharon Chaviv ("por último, o mais querido"), gostaria de agradecer ao Dr. Neil Maron, Presidente da Associação dos Cientistas Judeus Ortodoxos, por perceber a importância deste projeto. Sinto-me grato por sua confiança em mim e por seu incentivo, sem o qual este livro não teria sido finalizado.

Judah Mansbach
Editor Chefe Comitê de Publicações da Associação dos Cientistas Judeus Ortodoxos

 

*   *  *

A Ressurreição dos Mortos e o Judaísmo

Sobre a ressurreição

Uma de nossas crenças fundamentais é a crença na ressurreição dos mortos. Acreditamos que virá um tempo em que todos os mortos serão trazidos de volta à vida, e corpo e alma serão reunidos. Assim, o último dos Treze Princípios de Fé (de Maimônides) reza: “Acredito com fé perfeita que haverá uma ressurreição dos mortos no tempo que aprouver ao Criador.”

A ressurreição é mencionada na Torá quando Deus diz: “Eu faço morrer e faço viver” (Deuteronômio 32:39). Esta crença é expressa de maneira mais explícita nas palavras do profeta: “Os teus mortos tornarão a viver, os teus cadáveres ressurgirão. Despertai e cantai, vós que habitais o pó.” (Isaías 26:19) Este conceito é expresso muito claramente no livro de Daniel (12:2): “E muitos dos que dormem no solo poeirento acordarão, uns para a vida eterna e outros para o opróbrio, para o horror eterno.”

Contudo, há duas opiniões relativas à ressurreição. A opinião da maioria, advogada por Saádia Gaon, Raavad, Ramban (Nachmânides) e todos os cabalistas, é que a ressurreição é o primeiro passo em direção ao mundo vindouro. Segundo esta opinião, os mortos ressuscitados viverão para sempre e o mundo vindouro existirá num plano físico, onde corpo e alma estarão reunidos.

Até certo ponto, a ideia por trás disso consta da seguinte passagem talmúdica:

Certa vez, [o romano] Antonino disse a Rabi [Judá, o Príncipe]: “O corpo e a alma podem ambos escapar do julgamento de Deus. O corpo pode se defender dizendo: ‘Foi a alma que pecou! Pois veja, desde o dia em que a alma me deixou, eu fiquei parado como uma pedra morta [e nada fiz de errado].’ A alma pode [analogamente] dizer: ‘Foi o corpo que pecou. Desde que deixei o corpo, tenho voado livre como um pássaro.’

Rabi respondeu-lhe: ‘Eu te darei um exemplo: Um rei humano tinha um lindo pomar, cheio de figos precoces. Ele designou dois guardas para o pomar, um aleijado e um cego. O guarda aleijado disse ao cego: ‘Vejo lindas frutas neste pomar. Carregue-me em teus ombros e poderemos compartilhá-las.’ Eles executaram o plano, com o guarda cego carregando o aleijado, até terem comido todas as melhores frutas do pomar.

Quando o rei voltou, perguntou aos dois vigias: ‘Aonde estão minhas melhores frutas?’ O guarda aleijado retrucou: ‘Acaso tenho pés [para poder ir atrás das frutas]?’ O guarda cego [analogamente] disse: ‘Acaso tenho olhos para ver [as frutas]?’

O rei, contudo, não foi enganado. Ele colocou o aleijado sobre os ombros do cego e julgou-os conjuntamente. De maneira similar, Deus trará a alma e a reunirá ao corpo, e depois julgará os dois conjuntamente. Assim está escrito: ‘Do alto Ele convoca o céu e a terra, para julgar Seu povo’

[Salmos 50:4]. ‘...Ele convoca o céu’ – isto é alma. ‘...e a terra’ – isto é o corpo. [A razão porque ambos são chamados é para que Deus possa ‘julgar Seu povo.’ ”

Assim o Talmud fornece uma razão profunda para a ressurreição. No fim dos tempos, o homem será julgado como uma pessoa completa, um ser humano total, com corpo e alma. Uma alma desencarnada pode ser capaz de uma aguda percepção do Divino, mas não é um ser humano total. Qualquer julgamento ou recompensa dada a tal alma nunca poderia ser completa.

Muitas pessoas acham difícil compreender isso. Uma vez que a recompensa do homem, em última instância, é espiritual, que necessidade haverá de um corpo material? Por que o mundo vindouro deveria ter uma dimensão material? Para entender isso, devemos introduzir uma questão ligada a esta: Por que Deus criou um mundo físico? Esta não é uma questão tão trivial quanto parece. Deus em Si é certamente espiritual, assim como o bem que Ele oferece a Seu mundo. É óbvio que o objetivo da Criação é essencialmente espiritual. Se é assim, então por que Deus criou um mundo físico?

Prefácio

PREFÁCIO

Vivemos uma época de ciência sofisticada, na qual muitos judeus praticantes da Torá adquiriram proeminência. Portanto, é surpreen- dente e decepcionante que relativamente tão poucos tenham usado seu conhecimento científico, talento e prestígio para demonstrar e defender a ausência de contradição entre suas vidas como cientistas e como judeus observantes da Torá. Isto é especialmente verdadeiro numa época em que a expansão explosiva do conhecimento científico desafiou de tal maneira o modo como os cientistas encaravam o universo, que, a cada dia, a barreira entre a ciência e a fé se torna menor. Em anos recentes houve muitos físicos, biólogos e astrônomos que descobriram a fé, convencidos de que o universo é produto de projeto e mente e não do acaso e acontecimentos aleatórios. Os novos recursos da ciência revelam um tal grau de complexidade e engenhosidade manifestas na concepção do mais simples dos organismos que o pensamento de muitos mudou.

O Rabino Aryeh Kaplan e a AOJS desempenharam ambos uma função chave ao chamar a atenção de grandes platéias para o legítimo papel que a Torá desempenha no mundo da ciência.

O Rabino Kaplan foi original, criativo, empreendedor e corajoso. Ele estava preparado para expressar pontos de vista que eram tentadores e controversos; ele possuía um entendimento único da Torá em todas suas facetas e uma espantosa habilidade para descobrir textos inéditos escritos pelos grandes de gerações passadas. Ele acreditava que o conhecimento científico era o escudeiro da Torá e que, pela exploração de ambos, ele poderia revelar a grandeza da Torá assim como a sabedoria do Criador e Mestre do universo. De maneira otimista, ele previu que os avanços do conhecimento científico iriam demolir as opiniões contrárias à Torá de muitas pessoas. Às vezes, ao invés de apresentar sua própria visão, ele sebaseava em textos não publicados que havia descoberto em suas infindáveis pesquisas.

Somente uma pessoa de reputação ilibada, elevada erudição e estatura excepcional poderia ter se aventurado a escrever sobre tópicos tão delicados e controversos. Acima de tudo, Aryeh Kaplan era um homem em busca da verdade, que vivia a convicção de que no final das contas a verdade é a Torá. Por ser um mestre tanto da Torá como da ciência, ele enxergava a harmonia no encontro dos dois mundos em contraste com outros que, ou setorizavam suas vidas em dois mundos hermeticamente selados, ou vagavam de um mundo ao outro, denegrindo um enquanto abandonavam o outro.

Quem mais senão o Rabino Aryeh Kaplan possuía o toque mágico para fazer com que complicados conceitos místicos, filosóficos ou religiosos viessem à vida com clareza, força e simplicidade? Somente ele foi capaz de mergulhar seu vaso profundamente nas fontes de nossa tradição, mais profundamente do que havia sido feito na língua inglesa até seu tempo, para nos trazer revigorantes e reveladoras abordagens da Torá.

Pessoa de grande sinceridade, persistência e dedicação, ele tinha a rara capacidade de se trancar em sua sala e trabalhar incessante- mente por dias a fio até resolver um problema ou produzir um manuscrito extremamente original.

Conceitos religiosos muitas vezes são de difícil entendimento e, para muitos, reservados e inatingíveis. O Rabino Kaplan possuía a rara habilidade de colocá-los em foco. Ele tinha os dons e talentos especiais que tornam possível conectar a ciência à Torá, a filosofia à ação e o misticismo à lógica. Ele sabia como tomar conceitos abstratos e lhes dar vida. Ele tinha o dom de restabelecer a fé, de trazer a mensagem viva de Deus a nossos corações e mentes. Apesar do fato de ser um estudioso profundo e prestigiado, um raro Talmid Chacham (erudito) que dominava todos os ramos da sabedoria da Torá, ele possuía o toque comum; ele entendia como as pessoas pensam e era capaz de expressar pensamentos profundos e complicados em linguagem do dia a dia.

Encontrei este extraordinário indivíduo pela primeira vez quando "por acaso" vi seu artigo sobre "Imortalidade da Alma" no Intercom, o jornal da Associação dos Cientistas Judeus Ortodoxos, e me surpreendi com sua espantosa capacidade de explicar um tópico difícil, normalmente reservado aos eruditos avançados, um tópico quase nunca abordado em inglês, com tal simplicidade que poderia ser entendido por qualquer leitor inteligente. Ficou claro para mim que seu talento especial poderia preencher uma importante lacuna da vida judaica em idioma inglês.

Um indivíduo despretensioso, de fala mansa, modesto apesar de seu imenso renome e popularidade, Aryeh Kaplan acreditava firmemente em apresentar à juventude judaica não afiliada e alienada sua herança cultural.

Ele foi um pioneiro do movimento de Teshuvá, o movimento moderno de retorno à observância judaica. "Através da história, os judeus sempre foram observantes", ele ponderou numa entrevista. "O movimento de Teshuvá é apenas uma normalização. O povo judeu está como que se reajustando novamente. Estamos fazendo o que devemos fazer." Realmente, seus livros refletem uma filosofia comum, similar. A mensagem que ele tentava transmitir era que "o judaísmo é um assunto vivo, em desenvolvimento. Uma pessoa buscando sentido na vida não precisa ir a nenhum outro lugar."

O excepcional calor humano, a sinceridade e a dedicação total à Torá de Aryeh Kaplan foram uma inspiração para milhares de pessoas que ele atingiu pessoalmente. As portas de sua casa estavam sempre abertas, sua mesa cheia de convivas de Shabat (o sábado judaico) e estudantes. Ele viajou por toda parte para compartilhar seu conhecimento e engajamento com jovens em seminários, retiros e campi universitários.

O Rabino Aryeh Moshe Eliyahu ben Shmuel Kaplan abandonou uma promissora carreira em física, decidindo, ao invés disso, dedicar- se totalmente à disseminação da Torá. Ele conseguiu a união de muitos elementos numa só personalidade, ele era o sábio talmúdico, o homem da Halachá, o mestre da civilização ocidental e o cientista, com um entendimento espantoso da Cabalá, do misticismo judaico e do pensamento chassídico.

No processo de levar a Torá às massas, o Rabino Kaplan revelou muito do que antes estivera oculto. Sua mente continha bibliotecas de livros esperando serem escritos. Foi a vontade do Eterno que ele tenha revelado tanto e nada além disso.

Rabino Pinchas Stolper
Vice-Presidente Executivo da União das Congregações Judaicas Ortodoxas da América

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