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Meditação e Cabalá

Teoria e Prática
Autor: Aryeh Kaplan
Editora: Sêfer
SKU: 5111
Páginas: 364
Avaliação geral:

Apresenta a metodologia dos antigos cabalistas e suas técnicas meditativas derivadas dos profetas da Bíblia, e brinda os leitores com relevantes trechos do "Zôhar", de "Os Grandes Hechalot" (texto básico da escola da Mercabá), de "Vida do Mundo Futuro" de Abraham Abuláfia, de "Portões da Santidade" de Josef Gikatalia, e alguns dos "Portões da Inspiração Divina" da escola luriânica, textos secretos de grandes cabalistas.

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Disponibilidade: Imediata

Descrição

Meditação e Cabalá demonstra claramente como muitas técnicas meditativas consideradas hoje avançadas já eram usadas pelos antigos cabalistas judeus. A obra as apresenta detalhadamente e explora seu desenvolvimento com rara profundidade.

A Cabalá está dividida em 3 áreas distintas: a teórica, a meditativa e a mágica. Enquanto inúmeros livros exploram seu aspecto teórico, é praticamente impossível encontrar alguma obra em português que fale dos métodos meditativos desta escola milenar, quase secreta.

Este livro revela, pela primeira vez, a metodologia dos antigos cabalistas com ênfase nas técnicas meditativas desses gigantes espirituais da humanidade.

O Rabino Aryeh Kaplan (autor dos livros Sefer Ietsirá - OLivro da Criação e Imortalidade, Ressureição e Idade do Universo - Uma visão cabalística) oferece uma lúcida apresentação dos mantras, mandalas e demais dispositivos usados por esses grupos, assim como interpretações profundas sobre seus significados à luz das pesquisas contemporâneas sobre a meditação.

Além disso, Meditação e Cabalá brinda os leitores com relevantes e amplos trechos de obras cabalísticas milenares, entre eles o lendário "Zôhar - O Livro do Esplendor", "Os Grandes Hechalot" (texto básico da escola da Mercabá), "Vida do Mundo Futuro" de Abraham Abuláfia, "Portões da Santidade" de Josef Gikatalia, alguns dos "Portões da Inspiração Divina" da escola luriânica, textos secretos de grandes cabalistas e os mais relevantes textos dos mestres chassídicos sobre devoção e meditação - todos inéditos em português!

O livro investiga a intrigante possibilidade - sugerida pelo Zôhar - de que as técnicas meditativas orientais seriam derivadas das técnicas místicas dos profetas da Bíblia.

 

Veja outras obras deste grande mestre disponíveis no site:

Sêfer Ietsirá
Imortalidade, Ressurreição e Idade do Universo: uma Visão Cabalística

Índice e trechos

ÍNDICE

Prefácio do Tradutor 
Introdução 

Parte 1: MEDITAÇÃO
1. As Escolas 
2. Métodos  
3. Vocabulário 

Parte 2: MÍSTICOS TALMUDICOS 
1. Os Talmudistas  
2. O  Zôhar 
4. A Escola dos Hechalot 
5. O Texto dos Hechalot 

Parte 3: RABINO ABRAHAM ABULAFIA
1. O Homem 
2. O Crescimento de um Profeta  
3. Escritos  
4. Ensinamentos 
5. O Éden Escondiso
6. Luz do Intelecto
7. Vida do Mundo Futuro
8. Portões da Retidão 
9. A Escada de Ascensão 

Parte 4: OUTRAS ESCOLAS ANTIGAS
1. O Portão da Cavaná  
2. Portões de Luz  
3. Rabino Isaac de Aco 
4. A Publicação do Zôhar 
5. Escolas Ocultas  
6. Quadrados Mágicos 

Parte 5: SFAT
1. O Ramac  
2. Cores  
3. Rabino Chayim Vital  
4. Portões da Santidade

Parte 6: O ARI
1. Um Anjo Humano 
2. O Sistema  
3. Cavanot  
4. Yichudim 
5. Portão da Inspiração Divina 

Parte 7: OS CHASSIDIM 
1. O Baal Shem Tov 
2. Meditação 
3. Um Yichud 
4. Estados de Consciência
5. O Caminho da Oração
6. Ascensão Espiritual
7. O Nada 
8. O Caminho de Rabi Nachman 

Notas 

Prefácio

Introdução 

É com grande ansiedade que alguém, que conhece os riscos envolvidos nesta tarefa, começa a escrever um trabalho como este, envolvendo alguns dos mais bem guardados (e ocultos) mistérios da Cabalá. Muitos questionariam se é sábio e correto colocar tal informação em um livro impresso, especialmente em uma tradução para o vernáculo. Mas tanta informação errada já foi publicada que é verdadeiramente imperativo que um relato autêntico e autorizado torne-se disponível. E é por este motivo - ainda que, por outro lado, eu esteja ligado a um voto de segredo - que os grandes mestres vivos da Cabalá deram sua aprovação para que um livro como este viesse à luz.

A ciência da Cabalá está dividida em três áreas básicas: a teórica, a meditativa e a prática. 

A teórica lida com a forma dos mistérios, ensinando a estrutura dos domínios angelicais como também das Sefirot, ou Emanações Divinas. Com grande sucesso, ela  trata de problemas focados por muitas escolas de filosofia e provê um padrão conceitual no qual todas as idéias teológicas podem ser ajustadas. O mais importante para esta discussão é que ela também provê uma estrutura através da qual o mecanismo da Cabalá meditativa e prática pode ser entendido. 

Existe cerca de três mil textos impressos de Cabalá, sendo que a maior parte deles trata da Cabalá teórica. Nesta categoria estão os mais conhecidos trabalhos cabalísticos, como os livros Zôhar e Bahir, que são quase totalmente teóricos. É o caso também dos escritos do Rabino Isaac Luria, o Ari, considerado por muitos como o maior de todos os cabalistas. Com o passar do tempo, esta escola sondou cada vez mais profundamente as ramificações filosóficas dos conceitos dos cabalistas originais, produzindo um sistema filosófico extremamente profundo, auto-consistente e satisfatório. 

Por outro lado, a Cabalá Prática era um tipo de magia branca, que tratava de técnicas que poderiam evocar poderes sobrenaturais. Ela envolvia o uso de Nomes Divinos e encantamentos, amuletos e talismãs, como também quiromancia, fisiognomonia e astrologia. Muitos cabalistas teóricos, guiados pelo Ari, desaprovaram o uso de tais técnicas, rotulando-as de perigosas e espiritualmente desrespeitosas. Como resultado disso, apenas um número muito pequeno de textos sobreviveu, principalmente na forma de manuscritos, e só um punhado dos mais inofensivos destes foi publicado. 

É significativo notar que várias das técnicas aludidas nestes fragmentos também parecem ter sido preservadas entre as escola de magia não judaicas (sem nenhuma ligação com o judaísmo) na Europa. A relação entre a Cabalá Prática e estas escolas mágicas constituiria uma interessante área de estudo. 

A Cabalá meditativa está entre estes dois extremos. Alguns dos métodos meditativos mais antigos são limítrofes à Cabalá Prática e seu uso foi desencorajado pelos mestres posteriores, especialmente os da escola do Ari. Nesta categoria, os poucos textos que sobreviveram são do período talmúdico. O mesmo ocorreu em relação aos ensinamentos do mestre do século 13, o Rabino Abraham Abuláfia, cujos trabalhos meditativos nunca foram impressos e só sobreviveram em manuscritos. 

É notável a declaração que finaliza a obra Shaarê Kedushá (Portais da Santidade), que é essencialmente um manual de meditação. A parte mais importante e explícita deste texto está na quarta seção que, de fato, provê instruções sobre a meditação em si. Quando este livro foi impresso pela primeira vez em 1715, o editor omitiu a última e mais importante seção da obra com a seguinte justificativa:

"O impressor declara que esta quarta seção não será copiada ou impressa pois consiste completamente de Nomes Divinos, permutações e mistérios ocultos, e não é apropriado trazê-los ao altar da máquina de impressão."

Realmente, ao examinar esta seção, vemos que os "Nomes Divinos e suas permutações" têm um papel relativamente pequeno, e ela poderia facilmente ter sido omitida. Mas, além disso, esta seção também apresenta instruções explícitas para as várias técnicas de meditação cabalística, e até mesmo isto foi considerado uma doutrina muito secreta para ser publicada para as massas. 

O Ari também fez uso de um sistema de meditação que envolvia Yichudim (unificações), e isto foi incluído no corpo principal de seus escritos, particularmente no Sháar Rúach Hacodesh (Portal da Inspiração Divina). Mas é importante notar que, embora o Ari tenha vivido no século 16, este texto só foi impresso em 1863. Durante mais de trezentos anos ele esteve disponível somente em manuscrito. 

Com a expansão do movimento chassídico no século 18, várias técnicas meditativas tornaram-se mais populares, especialmente aquelas centradas em torno do serviço de oração formal. Isto alcançou seu zênite nos ensinamentos do Rebe Nachman de Breslav (1772-1810), que discutiu sobre a meditação em uma extensão considerável. Ele desenvolveu um sistema que poderia ser usado pelas massas e foi principalmente por esta razão que os ensinamentos do Rebe Nachman enfrentaram forte oposição. 

Um dos problemas em se discutir sobre a meditação - tanto em hebraico como em outro idioma - é o fato de existir somente um vocabulário limitado com o qual expressar seus vários termos "técnicos". Na busca por clareza, vários destes termos, como "mantra" e "mandala", foram emprestados dos vários sistemas meditativos do Oriente. Isto não significa insinuar, em hipótese alguma, que há qualquer conexão ou relação entre estes sistemas e a Cabalá. Termos como estes são usados apenas porque não há nenhum equivalente ocidental. Considerando que eles são familiares à maioria dos leitores contemporâneos, eles têm a vantagem de fazer o texto ser mais facilmente compreendido. 

Muitas pessoas expressam surpresa pelo fato da tradição judaica conter um sistema meditativo formal que, pelo menos em suas manifestações externas, se assemelhe a alguns dos sistemas orientais. Esta semelhança foi observada primeiramente no Zôhar, que reconheceu o mérito dos sistemas orientais mas advertiu contra o uso deles. 

O fato de sistemas diferentes se assemelharem reflete unicamente a veracidade da técnica, que visa principalmente a liberação espiritual. O fato de outras religiões fazerem uso disto não traz maiores consequências, como o fato delas também usarem a oração e a adoração. Isto não faz da adoração e da oração judaica menos significante ou única, e o mesmo é verdade em relação à meditação. Ela é basicamente uma técnica para libertar-nos dos grilhões de nossa própria natureza física. Aonde a pessoa vai daí por diante depende muito do sistema usado. 

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