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  • Se Deus é bom, por que o mundo é tão ruim?

Se Deus é bom, por que o mundo é tão ruim?

Autor: Benjamin Blech
Editora: Sêfer
SKU: 9000
Páginas: 224
Avaliação geral:

Este livro está disponível gratuitamente no link blog.sefer.com.br/se-deus-e-bom-por-que-o-mundo-e-tao-ruim/

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Descrição

Este livro está disponível gratuitamente no link blog.sefer.com.br/se-deus-e-bom-por-que-o-mundo-e-tao-ruim/

Nestes tempos turbulentos, as pessoas fazem perguntas muito difíceis sobre Deus e a fé:

* Por que Deus permite que a doença e o mal existam?
* Se eu sofro, isto significa que eu mereço sofrer?
* Por que pessoas inocentes, especialmente as crianças, morrem tragicamente?
* Deus intervém em tempos de dificuldade? Como explicar o Holocausto?
* Quem realmente dirige o mundo: Deus ou o ser humano?
* De que serve rezar para Deus?

Autor do best-seller O Mais Completo Guia sobre Judaísmo , o rabino Benjamin Blech admite: as respostas a essas perguntas não são simples. Não há uma explicação única que sirva para tudo. Na verdade, não apenas há muitas respostas, mas em situações diferentes podem ser aplicadas muitas explicações.

Essa análise fascinante da sabedoria judaica sobre o tema do sofrimento é fruto de milhares de anos de debate, exame e discussão. A sabedoria judaica ensina que há respostas ricas e inspiradoras à derradeira pergunta: Se Deus é bom, por que o mundo é tão ruim?

Este livro vai mudar seu modo de encarar a vida!!!

* * *

ÍNDICE

Introdução

PARTE 1:
POR QUE COISAS RUINS ACONTECEM ÀS PESSOAS BOAS?
1. O Dilema de Jó
2. Repreensão e Culpa
3. O Princípio da Maior Prioridade
4. A Resposta de Deus

PARTE 2: POR QUE MORREMOS?
5. O Preço do Paraíso
6. O Enigma da Morte
7. A Vida Após a Morte
8. Quando Morre uma Criança
9. As Dádivas do Envelhecimento, da Dor e da Doença

PARTE 3: POR QUE SOFREMOS?
10. Compreendendo o Sentido do Sofrimento
11. O Teste de Abrahão
12. O Fator de Equilíbrio
13. Não é Deste Mundo
14. A Punição de Moisés
15. A Fé Após o Holocausto
16. Um Encontro com um Místico
Posfácio
Notas
Sobre o Autor


* * *

"Benjamim Blech recoloca Deus no Seu devido lugar - no assento do motorista dos eventos humanos. Isto levanta todo tipo de perguntas fascinantes que o rabino Blech responde com clareza e sabedoria. Ao analisar séculos de ensinamentos judaicos, o rabino Blech nos deu um livro que conforta e inspira."
Ari L. Goldman, autor de The Search for God at Harvard ('A Procura por Deus em Harvard') e Living a Yar of Kaddish ('Vivendo um Ano de Cadish')

"O rabino Benjamim Blech merece reconhecimento como um sábio do século 21 - acolhedor, inteligente, espirituoso, autor de inúmeras reflexões e, no final das contas, inspirador. O seu maravilhoso livro é aumentado por seu retrospecto rico e fenomenalmente variado, como também por um estilo de prosa lúcido, forte e cativante. Em resumo, todo leitor - judeu ou não-judeu, religioso ou cético - irá se sentir enriquecido por uma obra que aumenta a nossa compreensão e envolvimento com algumas das questões mais persistentes e importantes da vida."
Michael Medved, entrevistador de programa de entrevistas no rádio e autor de 'Hollywood x America'

"O rabino Blech apresenta um novo livro revolucionário que irá literalmente mudar o modo como lidamos com os mais difíceis obstáculos. Neste, ele fornece respostas originais e inovadoras para os mais intrigantes problemas do ser humano. Leitura obrigatória para qualquer um que já contemplou os complexos temas da vida e da morte."
Jewsweek Magazine

"A nossa é uma geração na qual muitos de nós temos que lutar com traumas de natureza pessoal e global. O mais recente livro do rabino Benjamin Blech é uma leitura importante para aqueles que buscam reflexão e entendimento."
Rebetsin Esther Jungreis , autora de The Comiited Life ('A Vida Comprometida') e The Commited Marriage ('O Matrimônio Comprometido')

*   *  *

Um trecho:

“Rabino, como o senhor entende o sentido do Holocausto?”

Esta é uma questão da qual tenho medo, mas que não posso evitar. Não são apenas as plateias que ouvem as minhas conferências que perguntam isto; eu duvido que se passou um dia em que eu também não me perguntei o mesmo.

Perdi boa parte da minha família durante aquela época terrível, quando Deus parecia estar ausente. Meus pais felizmente fugiram para a segurança da América, junto com meu irmão, minha irmã e eu. Mas 6 milhões não tiveram a mesma sorte. Eles eram velhos e jovens, homens e mulheres, crianças de colo. Eu conheço pessoalmente o sentido de sentir-se “culpado por sobreviver”. Por que eu – e não eles? Por que eu estava entre os afortunados sobreviventes, e por que eles pereceram? Não posso acreditar que sou mais merecedor do que eles. Eu li as suas histórias; sei que entre as vítimas havia piedosos, devotos, religiosos e sábios. Lamentei quando li sobre os seus destinos. E gostaria de saber:Por que Deus também não lamentou? E se Ele o fez, como Ele pôde ter deixado de interromper a carnificina e de vingar o sangue dos Seus filhos?

Algumas pessoas acreditam que o Holocausto não é um desafio religioso maior do que quaisquer das situações pessoais de sofrimento sofridas por qualquer pessoa. Eliezer Berkovits,por exemplo, argumenta, de uma perspectiva teológica, que o genocídio de 6 milhões de pessoas não difere da situação de uma criança que sofre sem necessidade ou de uma pessoa que passa pela angústia de uma perda pessoal. O problema teológico, ele diz, é o mesmo – a injustiça; a quantidade não faria diferença alguma. A questão é: como um Deus bom e justo permite que ocorra na Terra algo injusto? O dilema de Jó e o dilema do Holocausto é o mesmo.

No entanto, muitos outros discordam. E eu sou um deles. O Holocausto, como um crime, permanece como algo sui generis – em uma categoria só para si mesmo. Sua crueldade, sua extensão, seus números e seu objetivo de aniquilação total do povo judeu – nada disso tem paralelos. O silêncio de Deus enquanto Hitler e seus comparsas davam seguimento à “Solução Final” é único como conduta Divina além da compreensão.

A extensão do mal perpetrado, o seu impacto sobre as vítimas, bem como sobre o mundo como um todo, não podem ser subestimados.

Anne Frank comoveu os corações do mundo; mas ela era somente uma. Multiplique isso por 6 milhões, e sua mente terá vertigens. Nós provavelmente somos incapazes de compreender. Some ao número de 6 milhões aqueles aos quais chamamos de “sobreviventes”, mas que jamais sobreviverão aos seus pesadelos diários e às suas lembranças constantes do inferno. Mais do que terem sobrevivido, eles seguiram vivendo para sempre assustados pelo mal que vai muito além da imaginação humana.

Por isso eu sustento que tratar o genocídio em paralelo com a dor de um simples indivíduo é minimizar e desvalorizar o Holocausto. Não há termo de comparação entre ambos; fazer isso é simplesmente ofensivo.

Eu sofro sempre que vejo a terminologia do Holocausto reduzida à linguagem do cotidiano. Lemos frequentemente a respeito de povos oprimidos sofrendo diversos graus de dificuldade, e a palavra “Holocausto” é utilizada como se o termo implicasse em nada mais do que privação econômica ou sofrimento físico. A coisa chegou a tal ponto que temos ambientalistas descrevendo o desaparecimento das florestas tropicais como um Holocausto Ecológico e grupos de “Salve as Baleias” advertindo para a possível extinção desses animais aquáticos como um Holocausto Oceânico.

Sem dúvida, outros grupos de pessoas têm sofrido terrivelmente e eu de modo algum pretendo minimizar a sua dor. Os croatas foram vítimas de campanhas de limpeza étnica pelos sérvios. Os armênios sofreram um massacre genocida perpetrado pelos turcos. Pol Pot foi amplamente bem-sucedido em exterminar a intelligentsia do Camboja. Mas nenhum desses eventos pode se aproximar do mal perpetrado durante o Holocausto.

Atualmente, nós lemos inclusive sobre o Holocausto Palestino, uma ideia popularizada por grupos palestinos para tentar acusar o Estado de Israel de tratá-los do mesmo modo como os nazistas trataram os judeus. Ainda que levemos em conta os piores crimes cometidos por judeus contra palestinos – tais como o massacre de 29 muçulmanos por Baruch Goldstein na Gruta dos Patriarcas –, não há nada que chegue nem perto dos crimes da Alemanha nazista, que tinha um regime governamental nacional (e mais tarde internacional) para exterminar um povo inteiro da face da Terra. Esse regime incluía a tortura, a fome e, finalmente, o massacre de crianças e adultos.

Eu não quero me estender sobre o tema, mas penso que a visão que prevalece entre os historiadores no mundo inteiro é que, dentro do amplo espectro de experiências do mal ao longo de toda a história, o Holocausto permanece algo separado, à parte, distinto e único. Não há nada como isso em termos de outros genocídios ou massacres do passado, nem mesmo em comparação com sofrimentos judaicos tais como a Inquisição na Espanha ou os pogroms na Rússia. O Holocausto foi a contribuição singular do homem “civilizado” do século 20.

É com respeito ao Holocausto que a nossa questão se torna, entre todas, a mais urgente, a mais enigmática e a mais relevante: onde estava Deus?

*   *   *

Em seguida, o autor desenvolve várias ideias e possíveis respostas a essa pergunta.
Ficou curioso?

Índice e trechos

Introdução 

PARTE 1: POR QUE COISAS RUINS ACONTECEM ÀS PESSOAS BOAS?
1. O Dilema de Jó 
2. Repreensão e Culpa 
3. O Princípio da Maior Prioridade 
4. A Resposta de Deus 

PARTE 2: POR QUE MORREMOS?
5. O Preço do Paraíso 
6. O Enigma da Morte 
7. A Vida Após a Morte 
8. Quando Morre uma Criança 
9. As Dádivas do Envelhecimento, da Dor e da Doença

PARTE 3: POR QUE SOFREMOS?
10. Compreendendo o Sentido do Sofrimento 
11. O Teste de Abrahão 
12. O Fator de Equilíbrio 
13. Não é Deste Mundo 
14. A Punição de Moisés 
15. A Fé Após o Holocausto 
16. Um Encontro com um Místico 

Posfácio 
Notas 
Sobre o Autor 

Prefácio

A jovem mulher com o rosto transtornado estava no fim da fila daqueles que aguardavam para conversar comigo. Parecia que ela queria ser a última. Com toda a certeza, quando chegasse a sua vez, a sala estaria praticamente vazia. 
“Rabino”, ela começou com um suspiro, “eu preciso falar com você.” Todo o modo de ela se comportar denotava dor, e eu a convidei para se sentar; então ela descarregou sua história.
Após muitas tentativas para engravidar e depois de muitos fracassos, ela finalmente dera à luz uma menina. Seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ela descrevia a sua alegria e a dor subseqüente ao se dar conta de que a criança tinha vários defeitos congênitos. Ela veio me falar sobre as desesperadas tentativas para salvar a vida da criança, que no final das contas fracassaram. Seu bebê morreu. 
“Na ocasião, alguém me deu este livro.” Ela exibiu um exemplar de Quando Coisas Ruins Acontecem às Pessoas Boas (Editora Nobel), o best-seller de Harold S. Kushner. “Ele me trouxe muito conforto. Ele me deu a certeza de que o que aconteceu não foi por minha culpa – que Deus não castigou a mim ou ao meu bebê.”
Ela fez uma pausa. “Mas agora isso me dá pesadelos.” 
Enquanto ela respirava profundamente, antecipei o que estava por vir. Eu já tinha ouvido isso antes. 
“Hoje eu tenho dois filhos saudáveis. Estamos muito contentes. Mas agora, a cada instante, eu fico esperando que algo terrível aconteça. Se Deus não dirige o mundo como este livro diz...”, a voz dela embargou e ela sentiu dificuldade em se recompor. “Rabino, eu não sei no que acreditar. Por favor, me ajude a entender o sentido de tudo isso!” 
Quantas vezes haviam me feito exatamente aquele mesmo pedido! Em minhas quase 4 décadas como rabino, com certeza nenhum outro problema foi levado a mim com tanta frequência quanto este: Por que sofremos? Por que morremos? Por que o meu filho? Por que a minha mãe? Por que eu? 
Desde o aparecimento do agora mundialmente famoso livro Quando Coisas Ruins Acontecem às Pessoas Boas’ um incontável número de pessoas me pediu para explicar: Deus dirige o mundo ou não? Coisas ruins acontecem fortuitamente, como sustenta Kushner, ou há um plano e um desígnio para os eventos de nossas vidas? 
Kushner, um rabino do Movimento Conservador, escrevera o livro como resultado da morte trágica do seu jovem filho. Nele, tentou compreender o sentido da terrível  doença do pequeno menino e do seu próprio sofrimento. Em sua autorreflexão, ele concluiu que havia sido uma pessoa boa, e nem ele nem seu filho haviam merecido aquela dor. Isto fez com que ele se confrontasse com um dilema terrível – se Deus desejara que isto acontecesse, Deus poderia ser bom? Kushner decidiu que Deus tinha que ser bom. Portanto, argumentou, uma coisa assim tão terrível só poderia ter acontecido a uma pessoa boa se o bom Deus tivesse sido impotente para evitá-la. Coisas ruins acontecem às pessoas boas porque Deus não está no controle do mundo. 
Em sua conclusão, Kushner se afastou de uns 3.000 anos de ensinamentos judaicos. Além disso, ele deixou claro que intitulou inten-cionalmente o seu livro de Quando Coisas Ruins Acontecem às Pessoas Boas’ e não de Por Que Coisas Ruins Acontecem às Pessoas Boas?.’Ele tem afirmado frequentemente – em seu livro e em suas conferências públicas – que somente está interessado no resultado: Quando acontece, o que você faz? Como você se recupera disto? O porquê é irrelevante e impossível de responder. 
Sem dúvida, muitas pessoas encontraram consolo no livro de Kushner. Todavia, ao longo dos anos desde a sua publicação – ele  ainda é impresso e largamente lido –, eu conheci um sem-número de indivíduos para quem esta abordagem está longe de ser satisfatória. Inicialmente, a sua idéia – de que Deus não dirige o mundo e que as coisas ruins não fazem parte do Seu plano – pode parecer atraente. Afinal de contas, isto nos permite acreditar que nós não somos responsáveis por aquilo que nos acontece; não carregamos qualquer fardo de culpa. Nós certamente não podemos nos culpar por nosso sofrimento, se até mesmo Deus é incapaz de tornar nossas vidas um pouco melhor. 
Mas, no fim, o sentimento de que o mundo está girando descontrolado nos deixa mais amedrontados do que antes. Nada importa. Não há um plano. O afortunado vence; o azarado perece. Trata-se de uma visão obscura e anárquica na qual a maioria das pessoas reconhece intuitiva-mente que não podem aceitar. Suas almas lhes falam que isso simplesmente não é verdade. 
Não importa o quão cruel a vida possa parecer, as pessoas ainda sabem de alguma maneira que Deus tem poder ilimitado – caso contrário Ele não seria Deus. Ele está no controle do mundo. “Então, por quê?” – as pessoas se questionam legitimamente. Por que o mundo parece tão terrível? Se Deus é bom, por que a vida é tão ruim? 
Felizmente, os antigos ensinamentos judaicos oferecem respostas. Afinal de contas, parece razoável que o povo mais perseguido do mundo deva ter os maiores especialistas em lidar com o problema do sofrimento. Os judeus têm sido afligidos, brutalizados, torturados e insultados ao longo dos tempos. Eles têm motivos para fazer esta pergunta mais do que qualquer outro povo. E foi o próprio Deus que ouviu o seu clamor e lhes deu a resposta por meio dos ensinamentos da Torá, bem como pelos escritos dos profetas e sábios. 
Não, as respostas não são simples. Nada tão desconcertante assim pode ser solucionado com uma explicação superficial. De fato, há muitas respostas, não apenas uma, e muitas podem se aplicar a diferentes situações. As variáveis são infinitas; a combinação de possibilidades é quase ilimitada. 
Todavia, eu acredito que o que você vai ler fará sentido para qualquer coração receptivo. Este livro emergiu de uma série de conferências que foram excepcionalmente bem recebidas. Em uma delas, um homem resumiu seus sentimentos ao dizer: “O que você fez por mim foi mais do que me fazer entender minhas dificuldades com maior clareza; você também me deu um remédio poderoso para minha alma.” 
Com toda honestidade, falar deste assunto não foi fácil. Certamente posso dizer que este foi o mais difícil de todos os temas com o qual eu já lidei em minhas conferências. Então, quando me sentei para escrever sobre isto, tive que fazer uma extensa reflexão de alma antes de enfrentar a tarefa. Eu percebo que, felizmente, fui poupado de maiores tragédias durante a minha vida. Embora eu tenha tido que lidar com as mortes do meu pai e da minha mãe, ambos faleceram com idades relativamente avançadas. O resto da minha família, minha esposa e filhos, são felizes e saudáveis. Algumas pessoas poderiam dizer: “Você não vivenciou sofrimento de fato. Você realmente não sabe o que é isso.” 
Há um pouco de verdade nisso. Entretanto, não tive a intenção de fazer deste um livro de auto-ajuda escrito por um sobrevivente, para aqueles que sofrem devido à perda de um ente querido ou que estejam enfrentando alguma doença grave. Em vez disso, escrevi este livro como uma compilação da sabedoria judaica sobre este assunto. Ao absorver as perspicácias dos grandes sábios do nosso passado – entre eles incontáveis vítimas de sofrimento incomparável, que foram, não obstante, capazes de sobrepujar suas provações ao mesmo tempo que mantiveram sua fé –, eu sinto uma necessidade enorme de transmitir o que eles têm para nos ensinar. O entendimento deles pode transformar nossas vidas. Suas observações podem tornar nossa dor suportável. Porque a coisa mais difícil de aceitar quando somos colocados para baixo por uma tragédia é que a vida, quando tudo foi dito e feito, não faz sentido. E o que os sábios de tempos antigos alcançaram com seu brilhantismo foi restabelecer nossa capacidade de acreditar em um mundo racional, mesmo quando este parece dolorosamente irracional. 
O que eu vou compartilhar com vocês são os frutos de milhares de anos de debate, reflexão e conflito espiritual. 
Dito isto, deixem-me esclarecer as fontes que usei. 
Basicamente, o material que eu examino aqui vem do Talmud. O Talmud é uma grande obra de mais de 60 volumes que expõe o comentário judaico a respeito do texto principal, a Torá (os Cinco Livros de Moisés), que se acredita ser a palavra de Deus. Além disso, o Talmud apresenta as lições do Midrash, uma forma de ensinar profundas lições por meio de histórias, ilustrações e parábolas. 
É muito fácil contar uma história; é uma maneira divertida e atraente de ensinar. Os estudantes de então podiam compreender verdades de difícil entendimento por meio da moral das histórias que ouviam. Mais tarde, depois que a arte de contar histórias caiu em desuso, filósofos judeus – tais como o famoso Maimônides – passaram a falar em condições mais abstratas. Qual modo de ensinar está mais correto? – Aquele que transmitir melhor a essência para o estudante, e cada estudante é diferente. Neste livro faremos uso de ambos, porque cada um tem seu lugar. 
Finalmente, gostaria de destacar que, embora o tema da morte e do sofrimento possam parecer depressivos, ao longo dos séculos os judeus – por mais estranho que isso possa parecer – têm considerado isto algo louvável e inspirador. O judaísmo é uma religião cuja principal oração de luto é um poema – não de lamento ou de tristeza, mas de louvor a Deus. Os judeus enlutados recitam uma oração conhecida como Cadish depois da morte de um ente querido. Ela começa assim: “Que o Seu grande Nome seja exaltado e santificado no mundo que Ele criou conforme Sua vontade.” 
Ao ouvir essa oração em um funeral, um participante não-judeu certa vez me fez uma relevante observação: “Se os judeus podem louvar a Deus até mesmo na presença da morte, eles devem saber algo que o resto do mundo não sabe.” 
É verdade. O judaísmo antigo nos ensina como reconhecer o grande nome de Deus e o Seu amor por nós até mesmo nos momentos mais terríveis. Este afirma que há respostas ricas e inspiradoras à derradeira questão: Se Deus é bom, por que a vida é tão ruim? 
Junte-se a mim ao iniciarmos a mais importante jornada espiritual que existe – a busca pela serenidade em face da adversidade. E saiba que na sabedoria acumulada ao longo das épocas há uma solução, testada pelo tempo, para transformar desespero em esperança e pesar em fé em um mundo melhor. 

Comentários

O encontro que mudou minha percepção
sobre o Estado de Israel

 

A oportunidade de um encontro com um místico mudou minha vida.

 

Há alguns anos eu estava em Israel em uma excursão congregacional quando um amigo compartilhou comigo algumas histórias notáveis a respeito de um mestre religioso da cidade de Safed. Aqueles que o conheciam bem estavam seguros de que ele era um daqueles conhecidos na tradição judaica como “os 36 homens justos” – aqueles 36 homens santos por cujo mérito o mundo inteiro é mantido.

Eu não podia ousar esperar que teria a oportunidade de realmente encontrá-lo, mas o acaso e o destino Divino nos reuniram de alguma maneira. Os detalhes do nosso encontro foram tão incríveis que eu preciso acreditar que o próprio Deus o promoveu. O que eu aprendi após passarmos horas memoráveis juntos alterou definitivamente o modo como agora eu entendo a Bíblia, a religião e, de fato, a própria vida.

Por que ele confiou em mim eu ainda não sei. Ele é um homem completamente imune às tentações da fama e da riqueza. Ele compartilhou comigo um “segredo” místico sob duas condições: que eu não o revelasse publicamente até que ele me informasse o momento adequado; e que eu nunca, jamais, divulgasse a sua identidade e perturbasse o seu propósito vitalício de anonimato.

Durante anos eu mantive o “segredo” comigo. Isso me permitiu ver coisas que ninguém mais via. Todavia, eu não podia dizer uma palavra por causa da minha promessa.

E então, num certo ano, ele ligou para mim e simplesmente me disse: “Agora é o momento.” Eu não tenho qualquer idéia do que mudou. Talvez seja porque o mundo atualmente está mais afinado ao místico e mais receptivo aos seus ensinamentos profundos. Talvez seja porque as pessoas já foram apresentadas ao conceito de códigos da Bíblia e não serão cínicas demais diante de uma abordagem de algum modo comparável a isto. Ou talvez seja porque há algo que esse segredo pode nos ensinar nos dias atuais que o mundo precisa desesperadamente para o seu esclarecimento, para a sua inspiração e para a sua própria sobrevivência.

Deixe-me então compartilhar isto com você exatamente do modo que eu o ouvi.

Nós havíamos falado de milagres. Ele me falou que aqueles eventos milagrosos não terminaram com os relatos bíblicos. Eles são contínuos, ao longo de toda a história, inclusive nos tempos modernos. Ele disse que, por exemplo, a criação do Estado de Israel aconteceu como uma expressão da vontade de Deus exatamente quando foi previsto para acontecer, segundo a Bíblia.

“Previsto exatamente quando foi suposto?”, eu perguntei. “Eu não me recordo da promessa de retorno para a terra identificada com um ano específico.”

Ele respondeu: “Então talvez esteja na hora de eu lhe revelar o segredo das sentenças.”

Eu não tinha qualquer ideia do que ele queria dizer. Sentenças? A qual segredo ele possivelmente estava se referindo?

“Deixe-me lhe mostrar uma coisa”, ele me falou. E então ele me confiou uma reflexão que havia recebido dos seus mestres que literalmente me deixou sem fôlego.

“O ano em que o Estado de Israel nasceu foi, no calendário secular, 1948. Segundo o nosso modo tradicional de contar, a data era 5708. Saiba que os versículos dos cinco livros de Moisés, a Torá, correspondem aos anos da história. Todo evento importante de todos os tempos deve ter alguma alusão a isto, direta ou indiretamente, no versículo conectado a ele pelo número. Você sabe”, ele me perguntou, “qual é o versículo número 5.708 da Bíblia?”

É claro que eu não tinha ideia.

Então ele me contou, e em seguida eu verifiquei isto após uma prolongada contagem. É Deuteronômio 30:3:

“E o Eterno, teu Deus, te trará com Ele de Teu cativeiro, e Se compadecerá de ti, e te fará voltar, juntando-te dentre todas as nações para onde o Eterno, teu Deus, te espalhou.”

Era impressionante! E parecia bom demais para ser verdade. Talvez fosse apenas uma notável coincidência, um desses acidentes que são mais divertidos do que instrutivos. Mas com certeza era algo intrigante: o versículo que fala do retorno à terra após séculos de exílio é, de fato, a sentença bíblica cujo número é o mesmo do ano no qual esse evento improvável ocorreu!

Então eu encontrei coragem para fazer a seguinte pergunta: “Você quer dizer”, perguntei hesitante, “que isto não é simplesmente um exemplo isolado? Este é um princípio que se relaciona igualmente a outros eventos importantes, e eu poderia encontrar uma referência comparável, por exemplo, ao Holocausto, do mesmo modo como fiz com relação ao momento da redenção nacional?”

“Por que você não tenta?”, ele respondeu com um sorriso. E assim eu contei os versículos para trás, tomando nota do número, bem como do ano correspondente. O capítulo anterior – capítulo 29 – era aquele cujas sentenças correspondiam aos anos do Holocausto, desde meados dos anos 1930 até o fim da Segunda Guerra Mundial em 5705/1945.

Com a respiração suspensa, li as frases que saltavam diante de mim:

“... todas as maldições da aliança... as pragas daquela terra e as suas doenças, com que o Eterno a terá afligido... toda a terra foi abrasada com enxofre e sal... como foi a destruição de Sodoma e Gomorra... vendo isto, dirão todas as nações: ‘Por que o Eterno fez assim a esta terra?’ ”  (Deuteronômio 29:20-23)

Era verdade! As sentenças estavam relacionadas aos anos do Holocausto e descreviam os horrores e aflições daqueles tempos terríveis – como se tivessem sido escritas no mesmo momento em que os eventos ocorreram.

Mas havia uma revelação ainda mais surpreendente que surgiu por meio dessa leitura. O versículo que corresponde ao ano 5705/1945 me atordoou com sua mensagem poderosa. Obviamente, trata-se da sentença que serve como a palavra final da Torá a respeito do Holocausto e o seu significado. É o resumo de Deus bem como a Sua “explicação”. E o que têm a nos dizer as palavras as quais estamos tão ansiosos para ouvir? Escute cuidadosamente o texto porque eu acredito que este é o melhor e o mais apropriado julgamento que os seres humanos possivelmente podem oferecer ao considerarmos os eventos daqueles dias:

“As coisas ocultas pertencem ao Eterno, nosso Deus. Porém, as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para cumprir todas as palavras desta Torá." (Deuteronômio 29:28)

Quando tudo está dito e feito, Deus é mais sábio do que nós. Ele entende mais do que nós. Nas profundas palavras do sábio do século 11, Bachya ibn Pacuda: “Se nós pudéssemos entender Deus, nós seríamos Deus.” Às vezes podemos captar alguns dos Seus modos. Ao buscarmos razões e explicações, podemos ocasionalmente compreender algumas verdades que iluminam o modo misericordioso como Deus guia nossas vidas. Nestes momentos nós somos subjugados pela Sua grandeza. E nestes momentos de confusão, quando somos incapazes de compreender como Deus possivelmente pode parecer tão imune ao nosso sofrimento, nós nos certificamos de que o amor de Deus por nós é a constante que nunca, jamais, mudará. A resposta bíblica para o Holocausto deve ser nossa resposta às nossas angústias cotidianas: “As coisas ocultas pertencem ao Eterno, nosso Deus.”

A nossa fé é mais forte do que os nossos infortúnios. A nossa crença pode sobreviver a perguntas que só têm respostas parciais. A História não pode validar o julgamento otimista de Anne Frank de que, “apesar de tudo, eu ainda acredito que as pessoas são realmente boas no coração”. Contudo, eu não tenho dúvida de que Deus é realmente bom no coração, e Suas “coisas ocultas” são os métodos Divinos que Ele usa para nos levar de volta ao paraíso que Ele originalmente criou para nós.

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