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Ecos do Sinai

Comentários e análises sobre as porções semanais da Torá
Autor: Berel Wein
Editora: Sêfer
SKU: 13061
Páginas: 261
Avaliação geral:

O rabino e historiador Berel Wein escreve semanalmente no Jerusalem Post sobre temas da "parashá" semanal da Torá e comenta o cotidiano de Israel. Este livro reúne alguns desses textos que mesclam conhecimento bíblico profundo, mas de leitura agradável, com insights para o homem moderno de qualquer religião.

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Descrição

O rabino e historiador Berel Wein escreve semanalmente no Jerusalem Post sobre temas da "parashá" semanal da Torá e comenta o cotidiano de Israel. Este livro reúne alguns desses textos que mesclam conhecimento bíblico profundo, mas de leitura agradável, com insights para o homem moderno de qualquer religião.

Trechos

REÊ

Enxergando com clareza

Ver significa também acreditar, e a primeira palavra desta parashá é reê - "veja". Evidentemente, a Torá é da opinião de que a crença pode ser obtida enxergando a vida e os acontecimentos. Há coisas que são evidentes, e o simples fato de vê-las nos permite fazer uma escolha correta - entre bênçãos e maldições, entre o bem e o mal, entre a vida eterna e a mortalidade humana.

O profeta Isaías dizia que os não crentes e os duvidosos eram cegos que não conseguiam enxergar a realidade da história. Especialmente em nosso tempo, as ideologias do século passado que desviaram do caminho tantos milhões de indivíduos e que tiveram um efeito desastroso também sobre o povo judeu como um todo, se mostraram sem valor, e fazem com que consideremos míopes aqueles que continuam acreditando nelas. Mesmo um rápido olhar para a história judaica revelará que a sobrevivência dos judeus como povo e uma força civilizatória no mundo está diretamente relacionada à sua fé e observância dos valores e estilo de vida da Torá.

E se alguém enxerga corretamente a situação de Israel e dos judeus no mundo de hoje deve se chocar com a precisão das predições para Israel, conforme registradas no Livro do Deuteronômio 3.300 anos atrás. Enxergando as coisas clara e corretamente, pode-se escolher para si bênçãos e vida eterna. E isto é verdade para a totalidade de Israel e para toda a humanidade.

A Torá nos informa que, no fim de sua vida, Moisés "viu" toda a Terra de Israel e anteviu todos os eventos que lá haveriam de ocorrer com o povo de Israel "até o último dia". É interessante notar que o Eterno achou adequado mostrar-lhe o futuro e deixou que ele o visse com seus próprios olhos, em vez de apenas descrever os acontecimentos. Enxergar imprimiu essa realidade nos olhos humanos de Moisés. Ele é o símbolo da visão profética na história judaica. Por isso, ele é o maior - o pai, por assim dizer - de todos os profetas.
Jeremias não foi avisado sobre a destruição do Templo de Jerusalém que se aproximava por meio de uma declaração formal do Eterno. Em vez disso, Deus lhe perguntou: "Jeremias, o que vês?" Ao ver a iminente catástrofe com seus próprios olhos, Jeremias foi capaz de colocar paixão na sua mensagem de alerta ao povo de Israel.

Entretanto, enxergar requer mais do que boa visão. Implica também na compreensão do que se está vendo. E é por isso que o estudo da Torá e a compreensão da história do povo judeu é tão vital em nosso tempo e nas circunstâncias atuais. A Torá se constitui em nossos óculos para corrigir a visão distorcida e os pontos fora de foco. Ela nos faz enxergar com clareza e corretamente. Seríamos sábios se usássemos sempre esses óculos e, dessa forma, escolhêssemos sempre as bênçãos e a vida eterna para nós.


Hipermetropia

 A palavra chave desta parashá é aquela com a qual ela começa - reê. Ela significa "veja!" de forma imperativa. Moisés precisa que o povo judeu compreenda que é não basta apenas compreender intelectualmente ou mesmo crer emocionalmente no papel de Deus em nossas vidas.

Numa de suas magníficas metáforas, o Talmud descreve uma cena nos Céus na qual, ao redor do Eterno -
  por assim dizer -, os justos apontam para a Shechiná ("Presença Divina") e a contemplam com perfeição. Também no milagre da abertura do Mar Vermelho, os judeus apontaram seu dedo para a Divina Presença que os estava salvando das hordas do Faraó e afirmaram: "Este é o meu Deus!". Na nossa existência individual - e certamente na experiência histórica judaica -, há momentos nos quais Deus pode ser "visto" em nosso mundo. Mas para enxergar é preciso focar e olhar bem.

Não basta apenas dar uma olhadinha. Uma visão perfeita exige certo grau de concentração, de apreciação dos detalhes e de se perceber a profundidade, a cor e a forma. E é aí que a ideia do ritual e dos mandamentos vem para o centro do palco da vida e da visão de vida judaicas. Os mandamentos da Torá têm o objetivo de atuarem como lentes corretivas para se "enxergar" as coisas adequadamente. Algumas pessoas têm visão física melhor do que outras. O mesmo se pode dizer sobre a visão espiritual.

Há pessoas que sofrem de hipermetropia e não enxergam as coisas que estão longe. Estão tão apegadas a enxergar as árvores que quase não se apercebem da floresta que essas árvores formam. Conhecer as minúcias dos mandamentos é importante, necessário e louvável. Mas se aperceber dos valores subjacentes e dos princípios do judaísmo também é importante, necessário e louvável. Há pessoas que sentem que enxergam ao longe, mas tropeçam em objetos que estão à sua frente.

Já o míope não enxerga bem de perto. Ao ignorar a observância dos mandamentos e possuir somente "valores judaicos", a probabilidade de pecar é muito alta. Deus falou a Caim que "na porta jaz o pecado, e" - assim que a pessoa sai de casa - "fazer-te pecar é o seu desejo". 
Na vida judaica, para se "enxergar" as coisas de modo correto e claro, não é suficiente ter visão só para o que está perto ou só para o que está longe. É preciso ter uma visão equilibrada e perfeita. Num mundo em que essa visão perfeita é rara, há muitos procedimentos físicos e clínicos que permitem restabelecer uma visão perfeita.

O próprio Moisés, por assim dizer, adverte sobre isso na parashá desta semana. A compreensão da necessidade do estudo e da observância dos mandamentos, combinada com uma apreciação dos verdadeiros valores judaicos, são as lentes corretivas que podem ajudar a restaurar nossa vista para que fique bem focada e equilibrada na vida judaica e na vida em geral. Na verdade, o judaísmo subscreve o aforismo de que ver equivale a crer.  

*  *  *

BO

Tragédia e triunfo

No conteúdo da parashá desta semana (Êxodo 10:1-14:31) consta não somente o que se refere ao Êxodo do Egito, há mais de 3300 anos, como também ao desenrolar da história do povo judeu. É uma história que está repleta tanto de tragédias como de triunfos. Há muito com que se regozijar nesta parashá. Finalmente, após séculos de escravidão e tortura, o povo judeu emerge como nação para a liberdade e a responsabilidade daí decorrente. Nesses acontecimentos, porém, há também uma grande dose de tragédia.

 

Um grande número de judeus que sobreviveu ao pior da escravidão egípcia morreu antes que o Êxodo final pudesse libertá-los. As razões para essa tragédia são discutidas no Midrash, mas a razão final, como a de outros eventos aparentemente inexplicáveis da nossa história, está nos Céus e não ao alcance da nossa compreensão. Mas não é esse o tema que quero abordar hoje. Em vez disso, quero falar sobre a estranha mas quase constante justaposição de tragédias humanas individuais, com momentos de triunfo nacional, vitória e alegria.

 

As tragédias de milhares de famílias cujos filhos e maridos foram mortos ou aleijados na Guerra dos Seis Dias são parte da extraordinária vitória das armas que encheu o povo de Isael de euforia. Aparentemente, nossas emoções e nossa história operam sempre em dois planos diferentes: um é a batalha nacional por sucesso e sobrevivência, e o outro é o custo pessoal e a dor individual dos judeus para alcançar a sobrevivência e a vitória nacional. Serão esses dois planos reconciliáveis num futuro próximo? Como devemos encará-los?

 

Nossa história começa com a Akedá - o quase sacrifício de Isaac por seu pai Abrahão. Essa quase tragédia se tornou a pedra fundamental da história e do mérito judaicos. É no mérito da Akedá que se baseiam nossas preces ao Eterno. O martírio de muitos judeus no decorrer dos séculos é constantemente lembrado por nós em nossos apelos para receber ajuda e misericórdia Divinas. É a tragédia pessoal que aparentemente alimenta e ajuda nosso triunfo nacional e nossa sobrevivência. Visto sob esse aspecto, a tragédia que se abateu sobre milhares de judeus no Egito, de alguma forma, fez com que o Êxodo fosse apressado.

 

Como os caminhos de Deus estão além da nossa capacidade de compreensão, ninguém pode oferecer uma razão lógica que possa servir de conforto. Mas não se pode negar que essa tragédia pessoal tem sido a forma de sobrevivência nacional e serve de modelo básico da história judaica ou, talvez, uma faceta básica da fé judaica. De fato, é difícil analisar o mundo judaico de hoje de acordo com esse aspecto.

 

Muitos afirmaram que o Estado de Israel é resultado do Holocausto. Jamais concordei com isso, pois se choca com as qualidades oniscientes do Eterno. Entretanto, somos testemunhas do sacrifício de muitos ou de poucos, conforme o caso, que levaram a cabo a salvação nacional do povo judeu. Portanto, ao relembrar o Êxodo do Egito devemos ter em mente também a memória dos judeus que ali morreram. É uma forma de lembrar como as coisas acontecem no mundo.

Prefácio

Prefácio

Venho escrevendo semanalmente comentários sobre a porção semanal da Torá, sobre assuntos correntes e tópicos da História Judaica por cerca de meio século. Sempre considerei que a tarefa principal de um rabino é ser um comunicador. O Eterno ordenava constantemente a Moisés que falasse ao povo judeu. Entretanto, o poder da palavra escrita se estende muitas vezes para mais longe e exerce mais influência do que a palavra falada. A própria Torá é composta pela Lei Escrita e pela Lei Oral, simplesmente porque ambas são necessárias para comunicar a mensagem do judaísmo ao povo judeu de forma perene.

Em nossa época atual, de comunicação instantânea, isso é ainda mais verdadeiro. Um livro tem valor permanente porque pode ser lido, estudado, revisto, analisado e discutido. Pode despertar nossa memória, melhorar nosso foco e despertar análise e pensamento. Pode provocar o surgimento de novas ideias e produzir grandes mudanças em nossa existência pessoal e comunitária.

Os livros sobre a Torá, assim como ela própria, têm uma qualidade eterna. Não afirmo isso em relação a este meu livro, que você tem agora em mãos. Contudo, ele contém ideias, conhecimento, pensamentos e comentários sobre a Torá que podem ser importantes e orientadores em nosso tão complicado mundo de hoje. Assim, fico muito contente por vê-lo editado.

Todo o conteúdo deste livro foi originalmente escrito em inglês. Infelizmente, não sou fluente em português... Este livro é, portanto, resultado da tradução de vários artigos que escrevi ao longo dos anos, sendo que alguns deles foram previamente traduzidos para o hebraico e para o russo. Embora as traduções nem sempre captem cada nuance do idioma original, estou convencido de que a luz da Torá brilha em cada linguagem humana. O Talmud ensina que Shemá Israel - "Ouve, Israel" - permite a compreensão da Torá e do serviço Divino em todas as línguas que os seres humanos são capazes de ouvir e compreender. Por isso, a Torá é a linguagem universal da humanidade porque fala não somente aos nossos ouvidos, como também ao nosso coração e alma. Assim, as ideias que são apresentadas neste livro, sejam elas expressas em inglês, hebraico, russo e agora português, transcendem todas as linguagens porque nelas estão encapsuladas a eternidade e a validade da Torá e o destino do povo judeu. E esses três elementos nunca foram limitados por idioma, lugar ou tempo.

Sou grato, para além do significado de palavras, ao meu caro amigo Allen Klein, a David Paves e a seu grupo de amigos por produzirem este livro. Agradeço a todos que trabalharam em sua tradução e produção, não poupando esforços e talentos para tornar este livro digno de ser incluído nas bibliotecas e lares judaicos dos que falam português. Possa o Eterno de Israel abençoar o trabalho de suas mãos em todos os seus projetos em prol da Torá e do povo judeu nos quais estão tão nobremente engajados. Aprecio verdadeiramente a amizade de vocês e suas realizações.

Com afeto, gratidão e as bênçãos da Torá,

Rabino Berel Wein

Jerusalém

Agosto de 2013, Elul de 5773

Sobre o autor

O Rabino Berel Wein é graduado pela Faculdade de Teologia Hebraica e pela Faculdade Roosevelt de Chicago. Recebeu o Juris Doctor Degree da Escola de Direito da Universidade De Paul e é Ph.D. em Língua Hebraica pela Faculdade de Teologia Hebraica.

Atuou como advogado por alguns anos e, em 1964, assumiu o púlpito da Beth Israel Congregation em Miami Beach, Flórida, onde permaneceu até 1972. Em 1973 tornou-se o rabino da Congregation Bais Torah, em Suffern, Nova York, cargo que ocupou por 24 anos. Em 1977 fundou a Yeshiva Shaarei Torah e permaneceu como seu Rosh Yeshiva até 1997.

Foi nomeado Vice-Presidente Executivo da União das Organizações Ortodoxas da América e, depois disto, Rabino Administrador da Divisão de Cashrut.

Há 25 anos tem divulgado a história judaica por meio de mais de 1.000 palestras disponíveis em CD que agora podem ser baixadas no formato MP3, e tem viajado por todo o mundo para realizar seminários educativos.

Seu primeiro livro de ensaios, Chikrei Halacha, foi publicado pelo Mossad Harav Kook, em 1976, e Iunim Bemassechtot Hatalmud foi publicado em 1989.

Wein é autor de 8 livros de História Judaica: Triumph of Survival - The Story of the Jews in Moderna Era, Herald of Destiny - The Medieval Era, Echoes of Glory - The Classical Era, Faith and Fate - The Story of the Jews in the Twentieth Century, The Oral Law of Sinai - The Illustrated History of the Mishnah e Vision and Valor - An Illustrated History of the Talmud, todos aclamados pela crítica e pelo público.

Em 2011, publicou Patterns in Jewish History, uma exploração temática da história do povo judeu. Em 2013, em conjunto com o Rabino-Chefe da África do Sul, Warren Goldstein, escreveu The Legacy - Teachings for Life from de Great Lithuanian Rabbis. Escreveu ainda um livro sobre sua experiência no rabinato, intitulado ?Tending the Vineyard?, e um livro sobre os valores, práticas e tradições do povo judeu, intitulado Living Jewish.

Ele também escreve e edita um jornal mensal impresso (e sua versão eletrônica) The Wein Press, uma fonte de informações e inspiração sobre tópicos de interesse judaico. Em Israel, além de ministrar palestras em várias instituições educacionais, tem se apresentado tanto nas rádios quanto na televisão.

Desde 1996 é o fundador e diretor da The Destiny Foudation, que trabalha no processo de transformar os artigos do Rabino Wein sobre história judaica numa série de filmes sobre personalidades judaicas. O primeiro, intitulado Rashi - A Light After The Dark Ages, foi lançado em 2000, e o segundo, sobre a vida do Rambam (Maimônides), em 2004. Ambos foram muito elogiados e causaram grande impacto no currículo das escolas judaicas em todo o mundo.

Atualmente, a Fundação está produzindo um documentário em 13 partes intitulado Faith and Fate - The Story of the Jews in the 20th Century-?, dos quais os episódios The Dawn of the Century, Implosion of the Old Order, The Miracle of Israel e A New Begining foram lançados simultaneamente nos Estados Unidos e em Israel. O sexto episódio, ?The Miracle of Israel?, foi escolhido pela Organização Sionista Mundial para ser apresentado na comemoração do sexagésimo aniversário da fundação do Estado de Israel. Esse filme recebeu a classificação máxima de 5 estrelas na avaliação do Jerusalem Post. O filme seguinte, produzido em 2010 e intitulado A New Begining, narra a dramática história da Guerra da Independência e a saga, até agora não contada, dos 850.000 refugiados judeus que vieram para Israel oriundos dos países árabes. A série terá também dois filmes sobre o Holocausto, sendo que o primeiro, Ominous Skies, foi lançado na New York's Lincoln Center Library, em 2012.

O Rabino Wein é membro da Illinois Bar Association. Recebeu os prêmios Educator of the Year Award, da Convenant Foudation, em 1993, e Torah Prize Award do Machon Harav Frank, de Jerusalém, por suas realizações no ensino da Torá e na divulgação do judaísmo ao redor do mundo.

O Rabino Wein reside atualmente em Jerusalém.

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