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Torá Interpretada (5 volumes)

À luz dos ensinamentos do Rabino Samson Raphael Hirsch
Autor: Samson Raphael Hirsch
SKU: 7141
Páginas: 3888
Avaliação geral:

Amplo, rico e profundo comentário sobre a Torá baseado nos ensinamentos do Rabino Samson Raphael Hirsch, destinado àqueles que já possuem algum conhecimento sobre o Pentateuco e desejam ampliá-lo de modo sistemático. O autor analisa as palavras, a etimologia delas e seus significados; o texto e o contexto; os personagens e seus sentimentos; as leis e suas razões; e temas pungentes são esclarecidos e confrontados com a realidade que vivemos.

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Descrição

Amplo, rico e profundo comentário sobre a Torá baseado nos ensinamentos do Rabino Samson Raphael Hirsch (1808-1888), destinado àqueles que já possuem algum conhecimento sobre o Pentateuco e desejam ampliá-los de maneira expressiva e sistemática. O Rabino Hirsch analisa as palavras, a etimologia delas e seus significados; o texto e o contexto; os personagens e seus sentimentos; as leis e suas razões e implicações; e temas pungentes são esclarecidos e confrontados com a realidade que vivemos.

Os 5 volumes vêm numa luva e não são vendidos separadamente.

Formato dos livros 16 x 23 cm.

Quem já conhece a obra "Torá - A Lei de Moisés" da Editora Sêfer e ansiava por um upgrade, eis que agora isso está disponível!

*  *  *

A Torá Interpretada (5 volumes) é uma adaptação da grande obra do Rabino Samson Raphael Hirsch (1808-1888) publicada em 1877 na cidade de Frankfurt, Alemanha, que, além da tradução da Torá ao idioma alemão, apresentava comentários que a complementavam. Esse "Chumash" se popularizou rapidamente e, tendo aliado clareza e profundidade, foi lido e estudado por todas as camadas da sociedade - iniciantes e versados, homens, mulheres e crianças. 

Em meados dos anos 1960, ele foi traduzido integralmente ao inglês e ao hebraico, e, muito bem recebido por diferentes vertentes do judaísmo, tornou-se o vetor de todo um legado espiritual que hoje vem se mostrando tão relevante e inspirador quanto foi urgente e inovador na sua época. 

A publicação desta obra em português tem o objetivo de proporcionar ao público brasileiro uma leitura rica e prazerosa que se inicia no texto sagrado da Escritura, bebe das fontes do judaísmo histórico e chega às belas interpretações do Rabino Hirsch, que orientam e encorajam aquele que pretende viver à luz da Torá num mundo secular e ocidental.

Número de páginas de cada volume:
Gênesis               656
Êxodo                 808
Levítico              976
Números            672
Deuteronômio   776







Prefácio

Prefácio da TORÁ INTERPRETADA

À luz dos Ensinamentos do Rabino Samson Raphael Hirsch

 

Não são poucas as razões que nos levam a afirmar que o 'Chumash (Pentateuco) do Rabino Hirsch' ocupa um lugar de destaque entre todas as obras escritas sobre a Torá no decorrer da história - seja por sua vocação de empregar diferentes propostas de interpretação que se complementam em diferentes camadas de profundidade, seja pelo contexto histórico em que foi publicado, sem se furtar de travar nas entrelinhas diversos embates ideológicos com os mais variados contendores. O fato é que estamos diante de uma obra cuja lacuna se fazia sentir no judaísmo brasileiro.

Além de apresentar toda uma riqueza de ensinamentos e significados das fontes do Talmud e da lavra do próprio Rabino Hirsch, este é um comentário que também expõe a forma como tais interpretações foram extraídas da Torá. Num tempo em que se assiste a um crescente interesse pela Torá e pelo judaísmo, quando muitos buscam saber o que o judaísmo diz sobre um ou outro assunto, poucos se dão conta de que o tesouro judaico não se constitui apenas dos conteúdos passados de geração em geração, como também o é dos meios interpretativos com os quais estes ensinamentos são apreendidos, e é justamente por meio deles que cada geração poderá estudar a Torá para atender as suas necessidades mais urgentes.

Ainda que o estudo da Torá tenha um papel fundamental no esclarecimento dos mandamentos religiosos, e os nossos sábios (TB Kidushin 40b) tenham dito que "grande é o estudo da Torá porquanto conduz à ação", os judeus sempre souberam que a Torá deve ser lida e relida como parte de um exercício contínuo e indispensável à sua condição judaica.

Sempre que um judeu se vê diante de um problema político ou ético, quando passa por uma crise de identidade ou existencial, e mesmo quando se vê impelido a vislumbrar o ideal de um futuro, este judeu retorna à Torá para fazer uma releitura dos textos e ideias de modo a encontrar a melhor saída para resolver suas questões, acomodar suas tensões e seguir adiante em seu caminho.

Este traço de comportamento tão característico do Povo do Livro não deixa de ser percebido em seu efeito sobre a Torá, ao menos como a entendemos em sua acepção ampliada. Uma vez que as interpretações escritas em cada geração também são estudadas por judeus de outras gerações, ocorre que a Torá passa por um processo de simbiose com o povo judeu: do mesmo modo que a vida judaica reflete os ensinamentos da Torá que a modulam como tal, os ensinamentos da Torá refletem a vida e os desafios dos judeus que condicionaram a sua formulação e motivaram o seu aprendizado.

Nesse sentido, a relação entre o povo de Israel e a Torá não se resume à influência de um sobre o outro, mas também pode ser vista como a relação de quem abriga e é abrigado pelo outro. Se por um lado os ensinamentos da Torá devem a sua existência ao povo que os recepciona e os aplica em sua vida, por outro lado é a vida do judeu que se passa no contexto das brechas e aberturas interpretativas proporcionadas pela Torá e por seus comentários.

Eventualmente, foi isso que os cabalistas sintetizaram ao dizer que "a Torá e Israel são um", visto que ambos se refletem mutuamente num jogo de espelhos e reproduções que impossibilita o apontamento de algum marco originário em que um se encontrava apartado do outro. Afinal, conforme Moisés respondeu aos anjos que se opunham à entrega da Torá ao povo judeu, (*) é impossível conceber qualquer ideia da Torá que não contenha a presença e o protagonismo do povo judeu, assim como não há como conceber o povo judeu sem a presença da Torá em sua vida.

 

(*) De acordo com o relato dos nossos sábios (TB Shabat 88b), Moisés citou o versículo (Êxodo 20:2) do primeiro mandamento "Eu sou o Eterno, teu Deus, que te tirei da Terra do Egito, da casa dos escravos" para questionar aos anjos: "Vocês desceram ao Egito e foram escravizados pelo Faraó? Por que a Torá deveria ser dada a vocês?"

 

No entanto, dadas as circunstâncias de sua história, ocorreu que, de tempos em tempos, verifica-se uma fissura que aparta a Torá de uma parcela do povo judeu. Seja pela ignorância que dificulta o acesso aos textos sagrados, seja pela aparição de novos problemas que desviam a atenção dos destinatários da Escritura, a Torá pode acabar se encontrando numa situação incômoda que demanda a imediata redenção de seu cativeiro. A preocupação para que a Torá não fosse esquecida de Israel motivou a redação da Torá Oral em seu tempo, e também fez surgir as obras do Rashi, do Maimônides e de tantos outros exegetas no decorrer das gerações. Tais momentos de escuridão e dificuldade sempre foram muito propícios para o aparecimento de luzes jamais vislumbradas anteriormente.

Pode-se dizer que o mesmo ocorreu com o Rabino Hirsch. Em seu tempo e em seu lugar - a Alemanha do século 19 -, a Torá demandava um novo tradutor que a aproximasse, interpretasse e iluminasse aos judeus que estavam rendidos num certo entendimento que esvaziava a Torá de seu caráter Divino e religioso, ao enxergá-la como uma riqueza cujo valor havia ficado no passado. Com a sua tradução da Torá ao alemão e o presente comentário, também escrito originalmente em alemão e mantendo a característica de uma tradução, o Rabino Hirsch pôde, como nenhum outro dos grandes comentaristas da Torá, dar vazão às perguntas e aos desafios do seu tempo.

Desta forma, mais do que acessar as respostas dadas pelo Rabino Hirsch às perguntas de outrora, o leitor contemporâneo poderá se inspirar neste comentário para fazer as perguntas pertinentes a seu tempo, que em grande medida são as mesmas, sob outras formas e roupagens, tratadas por ele à sua época. Em suma, o leitor desta obra poderá aprender as respostas e interpretações originais oferecidas pelo Rabino Hirsch, entender seus métodos de interpretação para aplicá-los em novas leituras e até desenvolver outras formas de interpretar a Torá na esteira do caminho aberto por este comentário.

 

A natureza da edição em português

 

Esta edição, denominada Torá Interpretada, é uma versão traduzida e adaptada da grande obra de autoria do Rabino Samson Raphael Hirsch publicada no ano de 1877 na cidade de Frankfurt, Alemanha. Em sua versão original, os comentários vieram como complemento à tradução da Torá ao idioma alemão realizada pelo próprio Rabino Hirsch.

O 'Chumash do Rabino Hirsch' se popularizou rapidamente entre os judeus de língua alemã, e tendo aliado clareza e profundidade, foi lido e estudado por todas as camadas da sociedade, iniciantes e versados, homens, mulheres e crianças. Apenas na Alemanha, esse Chumash foi publicado em 6 edições desde seu lançamento até o início do Holocausto.

Em meados dos anos 1960, este comentário foi traduzido integralmente ao inglês e ao hebraico, no que foi muito bem recebido por diferentes vertentes do judaísmo. Ao superar as fronteiras do judaísmo alemão do seu tempo, o 'Chumash do Rabino Hirsch' se tornou o vetor de todo um legado espiritual que hoje vem se mostrando tão relevante e inspirador quanto foi urgente e inovador na sua época.

A tradução desta obra ao português tem o objetivo de proporcionar ao público brasileiro uma leitura rica e prazerosa que se inicia no texto sagrado da Escritura, bebe das fontes do judaísmo histórico e chega às belas interpretações do Rabino Hirsch que orientam e encorajam aquele que pretende viver à luz da Torá num mundo secular e ocidental.

A dedicada equipe que abraçou a missão de trazer os ensinamentos do Rabino Hirsch ao português não continha ninguém que entendesse o idioma original dessa obra - o alemão -, de modo que não foi possível tirar um proveito direto da tradução da Torá realizada pelo Rabino Hirsch ao alemão. Portanto, esta edição ajustou e adaptou a tradução da Torá publicada pela Editora Sêfer em 2006 de acordo com as minuciosas observações dele enquanto linguista e tradutor. Para tanto, foram consultadas a versão em hebraico da sua obra, publicada pela Editora Feldheim em 2014, e a tradução para o inglês, inclusive do texto da Torá, realizada por Gertrude Hirschler, publicada pela Editora Judaica Press em 1986. Assim, esta edição acabou por propiciar uma nova e singular tradução da Torá para o idioma português.

A grande maioria dos comentários do Rabino Hirsch em seu Chumash foi traduzida integralmente na presente edição em português. No entanto, por uma questão de concisão e clareza, alguns comentários foram resumidos ou abreviados no processo de tradução, edição e adaptação desta obra, e também adaptados à linguagem contemporânea. Sempre que necessário, notas de rodapé foram acrescidas para esclarecer algum ponto que impedisse sua devida compreensão. E quando algum comentário era concluído com uma análise mais extensa sobre o simbolismo de determinado tema, optou-se por destacar esses textos no Apêndice, e assim permitir maior fluência ao texto dos comentários.

Mesmo sabendo que este trabalho poderia ser definido como a "tradução da tradução" - haja vista que a obra original é dotada do caráter do tradutor que visa criar uma ponte entre dois pontos mutuamente inacessíveis -, o objetivo desta edição não foi, em nenhum momento, retornar ao "original do original". Antes, colocou-se como objetivo continuar o trabalho iniciado pelo Rabino Hirsch e estender a sua tradução para mais um idioma, tendo em mente as particularidades e idiossincrasias do idioma português e do leitor brasileiro, que tende a se interessar mais por um assunto e menos por outro. Portanto, dada a vastidão desta obra, havia espaço - e muitas vezes, a necessidade - para que algumas intervenções fossem realizadas pela equipe de edição a fim de facilitar a experiência do nosso público-alvo.

Para citar alguns exemplos, optou-se por intervir nos casos em que o Rabino Hirsch buscou uma série de exemplos na Escritura para desvendar a raiz de uma palavra e/ou seu significado na maior parte de seus empregos. Em tais casos, selecionou-se os principais exemplos que o levaram a sua conclusão, poupando o leitor de ser exposto a todas as demais citações encontradas para corroborar o seu entendimento. Do mesmo modo, decidiu-se não incluir explicações que vagavam por outros versículos e tratados para acomodar eventuais contradições remotamente ligadas ao assunto em questão.

Igualmente, quando a explicação sobre determinado versículo se mostrava muito extensa para o padrão desta obra, não foram incluídas as citações e explicações que não diziam respeito ao entendimento do próprio versículo. Nos casos em que elas não podiam ser suprimidas, optou-se por resumi-las. Em outros casos, quando a explicação de todo um assunto foi disposta em apenas um dos versículos de uma passagem, preferiu-se desmembrar o comentário e reparti-lo entre os diferentes versículos ou sentenças ora explicados.

Por tudo isso, e devido à complexidade de algumas questões, fica registrado aqui o nosso humilde pedido antecipado de desculpas caso tenhamos entendido errado algum conceito e cometido algum engano, que é da nossa responsabilidade exclusiva - e não do Rabino Hirsch. A forma indicada de esclarecer eventuais desentendimentos é mediante consulta aos originais. Se isso acontecer, agradeceremos se o mesmo for encaminhado à editora, para que possa ser corrigido no futuro.

Que o reflexo dessa obra em português seja uma mínima fração do efeito dela em alemão e inglês em prol do autêntico judaísmo.

Os Editores

 

Nas próximas páginas será apresentada a biografia do Rabino Hirsch - fundamental para se entender o momento histórico no qual ele viveu e atuou -, e depois será traçado, na medida do possível, um resumo sobre as principais propostas e objetivos deste comentário, a metodologia adotada pelo autor e um apanhado dos grandes embates ideológicos discutidos ao longo de toda a obra.

 

Referências bibliográficas:

  • O Rabino Hirsch e seu Tempo, do Prof. Dr. Auro del Giglio, in "Dezenove Cartas sobre Judaísmo", Editora Sêfer, São Paulo, 2002.
  • O Rabino Hirsch e o Desafio da Modernidade, do Rabino Saul Paves, Editora Sêfer, São Paulo, 2019.
  • Cavim achadim beferushó latorá, do Rabino Yssachar Jacobson, in "Harav Shimshon Refael Hirsch - Mishnató Veshitató", Editora Ezra, Jerusalém, 1962.
  • Samson Raphael Hirsch: His Life and Work, de Gertrude Hirschler, in "The Pentateuch T'rumath Tzvi", The Judaica Press Inc., Nova York, 1986.
  • The Pity of It All: A Portrait of Jews in Germany 1743-1933, de Amos Elon, Metropolitan Books, Nova York, 2002.
  • Judaísmo para o Século 21, do Rabino Aryeh Carmell, Editora Sêfer, São Paulo, 2003.

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