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Guia dos Perplexos

Obra completa
Autor: Maimônides
Editora: Sêfer
SKU: 14619
Páginas: 536
Avaliação geral:

O Guia dos Perplexos é a obra-prima filosófica daquele que é considerado um dos maiores sábios judeus de todos os tempos: o Rabi Moshe ben Maimon - o Rambam, também conhecido como Maimônides. Escrito há mais de 800 anos e contendo 178 capítulos divididos em 3 partes, está sendo publicado na íntegra somente agora em português, com base nas mais respeitadas fontes históricas, religiosas e acadêmicas, em linguagem acessível e criteriosamente anotado

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Descrição

O Guia dos Perplexos é a obra-prima filosófica daquele que é considerado um dos maiores sábios judeus de todos os tempos: o Rabi Moshe ben Maimon - o Rambam, também conhecido como Maimônides. Escrito há mais de 800 anos e contendo 178 capítulos divididos em 3 partes, está sendo publicado na íntegra somente agora em português, com base nas mais respeitadas fontes históricas, religiosas e acadêmicas, em linguagem acessível e criteriosamente anotado pelo Dr. Yosef Flavio Horwitz - um brasileiro formado pela Universidade Hebraica de Jerusalém e pela Universidade Bar-Ilan -, após muitos anos de intensa pesquisa e dedicação.

Esta obra se destinava a guiar pessoas versadas tanto nas disciplinas filosóficas como na Bíblia e no Talmud e mostrar o caminho profundo de estudar ambas - religião e filosofia - dentro de um modo de pensar racional.

Na época de Maimônides, a filosofia aristotélica disseminava-se livremente no seio dos territórios sob domínio muçulmano, ao contrário do que ocorria naqueles sob influência cristã. Neste contexto, Maimônides se preocupou em munir os judeus de sua geração com subsídios filosóficos que lhes permitisse enfrentar o profundo desafio às suas crenças judaicas mais genuínas, oriundo do estudo da filosofia aristotélica e que gerava uma perigosa situação de perplexidade.

Concordam os judeus e Aristóteles com a necessidade de uma causa primeira e, por conseguinte, única e eterna - que para os judeus corresponde a Deus. Etéreo e afastado dos destinos do homem comum para os filósofos, o Deus dos judeus é Quem lhes provê um caminho a seguir - a Torá - que, por sua vez, regulamenta todas as ações humanas e a Quem deve o ser humano se subordinar por completo.

Porém, um Deus tão envolvido com o destino dos seres humanos, mas muitas vezes apresentado na Bíblia por meio de uma linguagem antropomórfica, gerava dificuldades para aqueles iniciados em filosofia. Maimônides resolve estas dificuldades brilhantemente, explicando as expressões antropomórficas e elucidando que os atributos atribuídos a Deus são somente negativos ou de Suas ações.

Maimônides aborda com profundo rigor filosófico e em consonância com os ensinamentos da Bíblia, temas fundamentais para o judaísmo, como a Criação do Universo, a profecia, a Providência Divina, a ética e a natureza do bem, do mal e da virtude.

Talmudista, codificador, filósofo, matemático, médico e dono de um talento literário ímpar, Maimônides se tornou um dos maiores pensadores da Idade Média, e suas teorias exerceram influência significativa sobre filósofos e teólogos cristãos, muçulmanos e judeus de sua época, bem como em figuras como Tomás de Aquino, Espinoza, Leibniz, Newton, Kant e Emanuel Levinas, entre muitos outros, até os dias atuais, sendo estudado em universidades do mundo inteiro, e sua contribuição à humanidade de grande importância.

O leitor moderno ficará impressionado com a sabedoria de Maimônides e a profundidade de suas ideias, e lhe ficará clara a razão de os estudiosos se referirem a este grande sábio assim: "De Moisés (da Bíblia) a Moisés (filho de Maimon) não houve outro igual a Moisés."

 

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Índice e trechos

Sumário

Prefácio do tradutor 17
Bibliografia 22
Carta de Anuência 23

Parte 1
CAPÍTULO 1 - Sobre as palavras tsêlem (imagem) e demut (semelhança) 43
CAPÍTULO 2 - O estado de Adão antes e depois do pecado e o significado de seu pecado 44
CAPÍTULO 3 - Sobre as palavras tavnit e temuná (figura) 47
CAPÍTULO 4 - Sobre os verbos raá, hibit e chazá 48
CAPÍTULO 5 - Sobre o estudo das Ciências Divinas (Metafísica) 49
CAPÍTULO 6 - Sobre as palavras ish e ishá (homem e mulher) 50
CAPÍTULO 7 - Sobre o verbo ialad (gerar, dar à luz) 51
CAPÍTULO 8 - Sobre a palavra macom (lugar) 52
CAPÍTULO 9 - Sobre a palavra kissê (trono) 53
CAPÍTULO 10 - Sobre os verbos alá e iarad (subir e descer) 54
CAPÍTULO 11 - Sobre o verbo iashav (sentar) 55
CAPÍTULO 12 - Sobre o verbo kom (levantar-se) 56
CAPÍTULO 13 - Sobre o verbo amad (ficar de pé, cessar) 57
CAPÍTULO 14 - Sobre a palavra Adam (o homem) 58
CAPÍTULO 15 - Sobre os verbos nitsav ou iatsav (ser estável, constante) e a visão da escada no sonho de Jacob 58
CAPÍTULO 16 - Sobre a palavra Tsur (Rocha) 59
CAPÍTULO 17 - Não somente a Metafísica deve ser ocultada da multidão, mas também a maioria das ciências naturais 60
CAPÍTULO 18 - Sobre os verbos carav, nagá e nigash (aproximar) 60
CAPÍTULO 19 - Sobre a palavra male (cheio) 62
CAPÍTULO 20 - Sobre as palavras ram e nissá (elevado) 62
CAPÍTULO 21 - Sobre o verbo avar, a expressão vaiaavor, o pedido de Moisés e a resposta recebida 63
CAPÍTULO 22 - Sobre o verbo bá (vir) 66
CAPÍTULO 23 - Sobre o verbo iatsá (sair) 67
CAPÍTULO 24 - Sobre o verbo halach (andar, ir) 68
CAPÍTULO 25 - Sobre o verbo shachan e seus usos, e quando ele é usado em relação à Shechiná 69
CAPÍTULO 26 - Explicação de conceitos que são ditos em relação a Deus, especialmente o movimento. A Torá utilizou a linguagem dos seres humanos 69
CAPÍTULO 27 - Os conceitos de Onkelos para evitar qualquer tipo de materialização a respeito do movimento em relação a Deus 71
CAPÍTULO 28 - Sobre a palavra rêguel (pé, perna) 72
CAPÍTULO 29 - Sobre o verbo etsev no sentido de irritar-se 75
CAPÍTULO 30 - Sobre o verbo achal (comer) e seus diversos significados, inclusive em relação à sabedoria e ao estudo 76
CAPÍTULO 31 - Os limites da inteligência humana 77
CAPÍTULO 32 - Assim como os sentidos se enfraquecem por meio de esforço extremo, assim também o intelecto 79
CAPÍTULO 33 - O estudo da Metafísica 81
CAPÍTULO 34 - Cinco razões que impedem uma pessoa de se dirigir de imediato ao estudo da Metafísica 83
CAPÍTULO 35 - Da necessidade de ensinar à multidão que Deus é incorpóreo e que transcende qualquer passibilidade 88
CAPÍTULO 36 - Antropomorfismos 90
CAPÍTULO 37 - Sobre a palavra panim (face) 92
CAPÍTULO 38 - Sobre a palavra achor (atrás) 94
CAPÍTULO 39 - Sobre a palavra lev (coração) 94
CAPÍTULO 40 - Sobre a palavra rúach (vento, espírito) 95
CAPÍTULO 41 - Sobre a palavra nêfesh (alma) 96
CAPÍTULO 42 - Sobre a palavra chai (vivo) 98
CAPÍTULO 43 - Sobre a palavra canaf (asa) 99
CAPÍTULO 44 - Sobre a palavra áyin (olho) 100
CAPÍTULO 45 - Sobre o verbo shamá (ouvir) 100
CAPÍTULO 46 - Sobre as metáforas usadas em relação a Deus 101
CAPÍTULO 47 - Sobre as metáforas dos sentidos 106
CAPÍTULO 48 - Como Onkelos traduz os verbos ouvir e ver em relação a Deus 108
CAPÍTULO 49 - Os anjos são incorpóreos e inteligências separadas 110
CAPÍTULO 50 - A crença deve se basear no que é concebido na mente por meio de estudo e conhecimento 112
CAPÍTULO 51 - Sobre a necessidade de se negar atributos em relação a Deus por constituírem materialização 113
CAPÍTULO 52 - As cinco classes de atributos afirmativos 115
CAPÍTULO 53 - O sentido literal sem a devida interpretação causou a crença nos atributos 119
CAPÍTULO 54 - Os pedidos de Moisés a Deus e o sentido alegórico dos atributos citados na Bíblia 122
CAPÍTULO 55 - A necessidade de negar qualquer traço que implique corporeidade, passibilidade e mudança, privação ou semelhança com algo criado a respeito de Deus 126
CAPÍTULO 56 - A negação de semelhança e dos atributos essenciais 127
CAPÍTULO 57 - Sobre os atributos, com mais profundidade, nem mesmo unidade e eternidade podem ser aceitas; os atributos negativos 129
CAPÍTULO 58 - Os atributos negativos, com mais profundidade 131
CAPÍTULO 59 - Quanto mais se nega de Deus qualquer atributo afirmativo, mais nos aproximamos de conhecê-Lo 134
CAPÍTULO 60 - Mais explicações sobre os atributos negativos 138
CAPÍTULO 61 - Todos os nomes de Deus nas Escrituras são derivados de Suas ações, com exceção do Tetragrama 141
CAPÍTULO 62 - Sobre o Tetragrama, o nome de 12 letras e o nome de 42 letras 144
CAPÍTULO 63 - Sobre os nomes de Deus (continuação) 146
CAPÍTULO 64 - Sobre o Nome de Deus e a glória de Deus 149
CAPÍTULO 65 - O significado da "fala" a respeito de Deus 151
CAPÍTULO 66 - Sobre "escrita" em relação a Deus 152
CAPÍTULO 67 - Sobre os verbos shavat e nach (repousar) 153
CAPÍTULO 68 - Explicação sobre o que dizem os filósofos de que Deus é o Intelecto, o Inteligente e o Inteligível 155
CAPÍTULO 69 - Em que sentido os filósofos denominam Deus como a "Causa" 157
CAPÍTULO 70 - Sobre a palavra rochev (montar) em relação a Deus como o Primeiro Motor ou Governador do Universo 161
CAPÍTULO 71 - A origem do Kalam 164
CAPÍTULO 72 - Descrição do Universo de modo geral e o ser humano 171
CAPÍTULO 73 - As doze proposições do Kalam 179
CAPÍTULO 74 - A Criação segundo o Kalam 196
CAPÍTULO 75 - A unidade de Deus segundo o Kalam 203
CAPÍTULO 76 - Incorporeidade segundo a doutrina dos kalamitas 206

Parte 2
Introdução 
25 proposições com as quais os filósofos aristotélicos provaram demonstrativamente a existência e incorporeidade de Deus, e a 26ª, que não aceitamos 213
CAPÍTULO 1 - A existência, unidade e incorporeidade de Deus e o primeiro motor do Universo 219
CAPÍTULO 2 - A existência, incorporeidade e unidade de Deus são provadas sendo o Universo criado ou eterno 226
CAPÍTULO 3 - As hipóteses de Aristóteles e a tradição rabínica 228
CAPÍTULO 4 - As esferas e as causas de seus movimentos 228
CAPÍTULO 5 - Aristóteles e a tradição rabínica 231
CAPÍTULO 6 - Os significados da palavra ?anjo? 233
CAPÍTULO 7 - As Inteligências e as esferas são cientes de suas ações 236
CAPÍTULO 8 - Os sons relacionados ao movimento das esferas 237
CAPÍTULO 9 - As dúvidas relativas aos números das esferas 238
CAPÍTULO 10 - A influência das esferas 239
CAPÍTULO 11 - Parte da Astronomia é baseada em hipóteses. Sobre as Inteligências, as esferas e os corpos abaixo da esfera lunar 242
CAPÍTULO 12 - A emanação Divina 244
CAPÍTULO 13 - Três teorias sobre Criação ou eternidade do Universo 247
CAPÍTULO 14 - Argumentos dos que sustentam a eternidade do Universo 251
CAPÍTULO 15 - Aristóteles sabia não haver demonstrado a eternidade do Universo 254
CAPÍTULO 16 - A Criação ex nihilo também não é demonstrável; o objetivo é mostrar que ela é possível 256
CAPÍTULO 17 - Refutação dos argumentos de Aristóteles sobre a eternidade do Universo 257
CAPÍTULO 18 - Refutação de três métodos pelos quais os filósofos tentam provar a eternidade do Universo 261
CAPÍTULO 19 - Argumentos que podem fortalecer a Teoria da Criação ex nihilo 264
CAPÍTULO 20 - Argumentação de Aristóteles de que o Universo não é consequência do acaso 271
CAPÍTULO 21 - A origem do Universo e o significado de ?necessidade? segundo Aristóteles 273
CAPÍTULO 22 - A doutrina da necessidade está distante do entendimento e acarreta várias objeções que não são respondidas, mas que desaparecem mediante a premissa de que Deus criou o Universo do nada absoluto 275
CAPÍTULO 23 - Como se deve comparar duas ideias contrárias e as condições para um pensamento rigoroso 278
CAPÍTULO 24 - Dificuldades da Astronomia que pressupõem os epiciclos e que não estão de acordo com a Física e a Astronomia aristotélica 279
CAPÍTULO 25 - Não é por causa do que está escrito na Torá que acreditamos que o Universo foi criado, pois os versículos que expressam isso podem ser interpretados de forma não literal 284
CAPÍTULO 26 - Exame de uma passagem do Pirkê de Rabi Eliezer 286
CAPÍTULO 27 - A crença de que o Universo foi criado não contradiz a crença de que ele não será destruído no futuro 287
CAPÍTULO 28 - O Rei Salomão não pressupôs que o Universo fosse eterno, mas que permaneceria 288
CAPÍTULO 29 - Não há nas Escrituras nenhum versículo que fale sobre a destruição do Universo no futuro, e nem tudo que é dito no Relato da Criação deve ser entendido de forma literal 290
CAPÍTULO 30 - Segredos e alusões no Relato da Criação e na história de Adão e Eva 300
CAPÍTULO 31 - O Shabat vem estabelecer a Criação do Universo e a memória do Êxodo do Egito 308
CAPÍTULO 32 - Três opiniões sobre a profecia: a primeira do povo simples, a segunda dos filósofos e a terceira da Torá 309
CAPÍTULO 33 - A Revelação do Monte Sinai 312
CAPÍTULO 34 - O anjo que não é revelado ao povo e a profecia 314
CAPÍTULO 35 - A profecia de Moisés difere totalmente da profecia dos outros profetas 315
CAPÍTULO 36 - Definição geral da profecia e a diferença entre sonho justo e profecia 317
CAPÍTULO 37 - A emanação Divina e os níveis da profecia 320
CAPÍTULO 38 - As faculdades necessárias aos profetas 322
CAPÍTULO 39 - A Torá de Moisés é única e jamais será substituída 324
CAPÍTULO 40 - O ser humano é um ser social. Diferenças entre a legislação feita pelos seres humanos e a Torá transmitida pela profecia 326
CAPÍTULO 41 - Definição de visão profética e sonho profético 329
CAPÍTULO 42 - Toda vez que é dito na Bíblia Hebraica que alguém viu um anjo trata-se de um sonho profético ou visão profética 332
CAPÍTULO 43 - A linguagem dos profetas 334
CAPÍTULO 44 - As formas de recepção profética 336
CAPÍTULO 45 - Onze graus de percepção: dois de rúach hacódesh e nove de profecia 337
CAPÍTULO 46 - Os atos alegóricos que os profetas realizam numa profecia 343
CAPÍTULO 47 - O estilo figurado dos escritos proféticos que não podem ser entendidos literalmente 346
CAPÍTULO 48 - Todas as coisas do mundo têm origem numa causalidade cuja primeira causa é Deus 348

Parte 3
Introdução 353
CAPÍTULO 1 - As quatro faces das chaiót na visão de Ezequiel 354
CAPÍTULO 2 - As chaiót e os ofanim da visão de Ezequiel 355
CAPÍTULO 3 - Explicação de alguns versículos da segunda visão de Ezequiel 358
CAPÍTULO 4 - A explicação de Ionatan ben Uziel sobre os ofanim 359
CAPÍTULO 5 - Três percepções distintas na visão de Ezequiel 361
CAPÍTULO 6 - A visão de Ezequiel e a visão de Isaías 362
CAPÍTULO 7 - Algumas expressões dos capítulos da Mercavá 363
CAPÍTULO 8 - O perecimento está relacionado somente à matéria; a forma, que é a essência verdadeira, não perece 365
CAPÍTULO 9 - A matéria é como um véu que impede a nossa inteligência de perceber o que é possível da existência de Deus e das Inteligências Separadas (os anjos) 370
CAPÍTULO 10 - Sobre o mal e a privação 371
CAPÍTULO 11 - A origem dos males que os seres humanos causam a si e aos outros 373
CAPÍTULO 12 - A existência não existe para o ser humano; ela existe pela vontade do Criador 374
CAPÍTULO 13 - Não se pode descobrir a finalidade do Universo 379
CAPÍTULO 14 - O ser humano deve estar atento à sua pequenez em comparação à enormidade dos corpos celestes 385
CAPÍTULO 15 - Sobre a natureza do impossível 388
CAPÍTULO 16 - Sobre a Onisciência de Deus 389
CAPÍTULO 17 - Cinco teorias sobre a Providência Divina 392
CAPÍTULO 18 - A opinião de que a Providência ao indivíduo é conforme a sua inteligência 400
CAPÍTULO 19 - O que fez com que algumas pessoas duvidassem da Onisciência de Deus foi o que lhes parecia ser uma falta de justiça nas situações humanas 402
CAPÍTULO 20 - O significado de conhecimento de Deus e de conhecimento humano são completamente diferentes 405
CAPÍTULO 21 - Conhecimento e essência são o mesmo a respeito de Deus 408
CAPÍTULO 22 - O Livro de Jó explica as opiniões sobre a Providência 409
CAPÍTULO 23 - As opiniões de Jó e seus amigos são diferentes visões sobre a Providência 413
CAPÍTULO 24 - O significado de "prova" 419
CAPÍTULO 25 - Divisão das ações humanas em quatro categorias. As ações de Deus possuem uma finalidade boa e importante, mesmo que não a conheçamos 422
CAPÍTULO 26 - Todos os mandamentos possuem uma razão 426
CAPÍTULO 27 - O objetivo geral da Torá é o aperfeiçoamento da alma e do corpo 429
CAPÍTULO 28 - Os mandamentos possuem uma razão 431
CAPÍTULO 29 - Muitos mandamentos têm como objetivo erradicar as práticas idólatras 432
CAPÍTULO 30 - A Torá veio erradicar a idolatria 439
CAPÍTULO 31 - Há quem acredite na irracionalidade dos mandamentos Divinos. Esta é uma enfermidade em suas almas, pois todos os mandamentos possuem uma utilidade 440
CAPÍTULO 32 - Os mandamentos estão relacionados ao aprofundamento do conhecimento da existência de Deus, de Sua unidade e da Criação do Universo. Os sacrifícios vieram para cancelar a idolatria e limitar tais práticas 441
CAPÍTULO 33 - O domínio das paixões e o aperfeiçoamento das virtudes 447
CAPÍTULO 34 - A Torá, está direcionada ao bem geral 448
CAPÍTULO 35 - Quatorze classes de mandamentos 449
CAPÍTULO 36 - Primeira classe: As ideias verdadeiras 453
CAPÍTULO 37 - Segunda classe: Mandamentos que têm por objetivo a erradicação da idolatria 454
CAPÍTULO 38 - Terceira classe: Mandamentos que têm por objetivo o aperfeiçoamento das virtudes e das relações sociais 461
CAPÍTULO 39 - Quarta classe: A caridade e outros mandamentos 462
CAPÍTULO 40 - Quinta classe: Danos e mandamentos relacionados 465
CAPÍTULO 41 - Sexta classe: Crimes e punições 468
CAPÍTULO 42 - Sétima classe: Legislação monetária 477
CAPÍTULO 43 - Oitava classe: O Shabat e as Festas 479
CAPÍTULO 44 - Nona classe: Amor a Deus, oração, Shemá e outros mandamentos 482
CAPÍTULO 45 - Décima classe: O Templo, os utensílios e mais 482
CAPÍTULO 46 - Décima primeira classe: Os sacrifícios 487
CAPÍTULO 47 - Décima segunda classe: Pureza e impureza 497
CAPÍTULO 48 - Décima terceira classe: Mandamentos relacionados com alimentos e outros mandamentos 502
CAPÍTULO 49 - Décima quarta classe: Relações proibidas e outros mandamentos 505
CAPÍTULO 50 - Nenhuma passagem da Torá é supérflua 514
CAPÍTULO 51 - O verdadeiro conhecimento e o serviço a Deus 518
CAPÍTULO 52 - Reverência e amor a Deus 527
CAPÍTULO 53 - Sobre as palavras chêssed, tsedacá e mishpat - benevolência, justiça e equidade 529
CAPÍTULO 54 - Chochmá - sabedoria e ética 530

Prefácio

Prefácio do tradutor


Sobre a vida de Maimônides

Maimônides - bendita seja a sua memória! -, o RAMBAM, acrônimo de Rabi Moshe, filho de Maimon, (1138-1204), nasceu em Córdoba na Espanha e faleceu no dia 20 do mês de Tevet, e de acordo com a tradição está enterrado na cidade de Tiberíades, em Israel. Seu mestre principal foi seu pai, o Rabino Maimon, filho de Iossef Hadaián, discípulo do Rabino Iossef ibn Migash. O RAMBAM é a maior das autoridades haláchicas (poskim) de todas as gerações, um dos mais importantes filósofos da Idade Média, líder das comunidades judaicas do Egito e arredores, cientista e médico, que influenciou todas as gerações desde então.

Após Córdoba ter sido conquistada pelos almóadas, uma seita islâmica fundamentalista que invadiu a Península Ibérica a partir do ano 1148, Maimônides teve de abandonar a cidade com sua família e fugir para o Norte da África. Dezessete anos mais tarde, Maimônides foi morar na Terra de Israel. Naqueles dias, ela era governada pelos cruzados e, aparentemente, por causa do perigo, Maimônides teve de sair de Israel, indo morar em Fostat, a cidade antiga do Cairo, no Egito. Rapidamente Maimônides ocupou uma função central entre os judeus do Egito. Maimônides faleceu em 1204.

Em todos esses lugares - Espanha, Norte da África, Egito, Israel e suas vizinhanças -, o idioma usado pelos judeus era o árabe-judaico (árabe escrito com caracteres hebraicos). Apesar de os judeus falarem em cada um desses países um dialeto específico, eles escreviam na língua árabe judaica literária que era entendida por todos os judeus que viviam nos países nos quais a cultura árabe era preponderante. Nesta língua era feita a correspondência internacional e até mesmo escritos sobre o pensamento (hagut). Maimônides escreveu suas obras neste idioma, com exceção do Mishnê Torá, que foi escrito em hebraico. 

 

Sobre o Guia dos Perplexos

Em sua introdução ao Guia dos Perplexos, o Rabino Kapach - bendita seja a sua memória! - indica que, após Maimônides haver terminado o Mishnê Torá, ele iniciou a redação do Guia, que tem 178 capítulos e se divide em três partes: a primeira contém 76 capítulos; a segunda, 48, e a terceira, 54.

 

Traduções

Escrito originalmente em árabe-judaico, o Guia dos Perplexos foi traduzido para o hebraico pelo Rabino Shemuel ibn Tivon - bendita seja a sua memória! - ainda durante a vida de Maimônides. Foram feitas outras traduções para o hebraico, e as modernas, de grande importância, são as do Rabino Iossef Kapach (1917-2000) e do Prof. Michael Schwartz (1929-2011) - benditas sejam suas memórias!

Já em tempos antigos esta obra foi traduzida para vários idiomas. A tradução para o francês de Salomon Munk (1803-1867) com seus comentários é datada de 1856 e é de enorme importância até os dias de hoje.

O Guia dos Perplexos foi comentado por vários sábios judeus e sua influência no pensamento judaico é incomensurável.

 

Sobre esta tradução

Esta é a primeira tradução integral feita para o idioma português. Os livros utilizados nesta tradução são principalmente três: (1) a tradução do Professor Michael Schwartz; (2) a tradução do Rabino Iossef Kapach; e (3) a tradução para o francês de Salomon Munk - benditas sejam suas memórias! Foi consultada também a tradução do Rabino Shemuel ibn Tivon (~1160 ~1230), bem como as traduções ao inglês de Michael Friedlander, ao espanhol de David Gonzalo Maeso e das partes traduzidas ao português por Uri Lam.

A tradução foi feita de modo a facilitar a leitura sem alterar o texto original. Às vezes foi necessário abdicar das regras estritas do português com o intuito de facilitar a fluência da leitura. As notas de rodapé têm como função facilitar ao leitor e não intentam comentar ou interpretar o livro. A maioria das notas, incluindo as referências bibliográficas a outros livros, foram tiradas das notas do Prof. Schwartz e do Rabino Kapach. 

Às vezes foi colocada na nota outra possibilidade de traduzir determinada palavra, ou que ela está diferente na tradução de Munk ou em outra tradução. 
A transliteração foi feita de modo a facilitar o leitor, sem usar o formato acadêmico que não é conhecido pela maioria das pessoas. A inclusão de termos hebraicos entre parênteses ao longo do texto tem caráter pedagógico e visa permitir ao leitor identificar certos conceitos para maior aprofundamento sobre eles.

Os títulos dos capítulos e seus intertítulos foram acrescentados a esta edição (e não se encontram no texto original) e baseiam-se nos textos do Rabino Kapach, do Prof. Schwartz e de Salomon Munk.

 

Agradecimentos

Agradeço a Deus. 
Agradeço ao meu mestre e rabino, Rabino Dr. Smadja - que tenha longa vida! 
Agradeço ao meu mestre e meu rabino, Rabino Dr. Arussi - que tenha longa vida! 
Agradeço ao meu amigo Yonatan Smadja.
Agradeço ao amigo prof. Jairo Fridlin todo seu esforço para a publicação deste livro.
Agradeço ao Prof. Dr. Moacir Amâncio.
Agradeço a toda a minha família.

A Maimônides, dedico esta tradução.


Jerusalém, Tamuz de 5777. 
Julho de 2017.


Yosef Flavio Horwitz



Yosef Flavio Horwitz nasceu no Rio de Janeiro em 1970. Imigrou para Israel em 1988 e reside desde então em Jerusalém. 
Graduou-se em Filosofia Judaica e Filosofia Geral pela Universidade Hebraica de Jerusalém e concluiu seu mestrado e doutorado pela Universidade Bar-Ilan, ambas em Israel.
Seus estudos judaicos - incluindo O Guia dos Perplexos - iniciaram-se desde sua chegada a Israel, tendo se aproximado do caminho ensinado pelo Rambam por meio do Rabino Dr. Smadja, conforme transmitido a ele diretamente pela tradição dos rabinos da Tunísia, tanto em relação à halachá (lei judaica) quanto ao pensamento judaico. 


Sobre o autor

Maimônides

No ano de 1166, aos 31 anos, desembarca em Alexandria, no Egito, Moisés, filho de Rabi Maimon, o homem que viria a ser conhecido como o "Moisés do Egito" e respeitado pelo mundo todo como uma das mais relevantes figuras do pensamento judeu.

"De Moisés a Moisés não houve outro igual a Moisés": é assim que os estudiosos costumam se referir a este grande sábio, cujo legado foi decisivo para a manutenção da convicção judaica e da união do povo judeu no século XII. Sua glória se estendeu aos círculos não judeus, e nos meios eruditos de Bagdá ele passou a ser considerado como um dos mais eminentes homens da época. Maimônides foi o responsável, entre outros feitos, pela subordinação do valor moral ao valor teórico e pela análise contemplativa abstrata como objetivo final, em vez do julgamento concreto dos atos, se bem que a introdução da inteligência no espírito religioso já houveste aparecido na época tanáica e que o valor religioso da compreensão talmúdica já fosse conhecido pelo povo há muito tempo. A superioridade da contemplação sobre o rito e a moral constitui o pilar central do seu pensamento e, embora o Talmud ensine que não são as pesquisas e sim o fato o que importa, Maimônides insiste nas pesquisas porque tem a profunda convicção de que o amor de Deus é tanto maior quanto mais desenvolvida e aperfeiçoada for nossa inteligência.

Talmudista, codificador da Bíblia, filósofo, místico, matemático, médico e dono de um talento literário ímpar, ele viria a transformar a comunidade judaica do Egito, traria uma nova ordem para os judeus do mundo e se tornaria o único pensador da Idade Média cujas teorias exerceram influência significativa sobre filósofos e teólogos cristãos e muçulmanos de sua época, além de seus contemporâneos judeus. Sua obra foi também frequentemente citada por figuras como Tomas de Aquino; Alberto, o Grande; Roger Bacon; Inácio de Loyola; Alexandre de Halle; Nicolas de Coves, Leibniz, Baruch de Espinoza e muitos outros.

Homem de personalidade densa e complexa, Maimônides estabeleceu para si mesmo uma conduta estrita, mas soube simplificar o que desejava transmitir de forma tal que seus leitores pudessem compreendê-lo facilmente. Fanático pela brevidade, preocupou-se sempre em construir parágrafos claros, sem nenhum interesse em engrandecer seus pensamentos nem glorificá-los com uma retórica exagerada. São suas estas palavras: "Se me fosse possível resumir o Talmud inteiro numa frase, eu não quereria fazê-lo em duas". Enquanto algumas de suas obras são bastante eruditas, outras são escritas de maneira muito fácil e são de compreensão extremamente simples. Quando interpelado sobre o porquê da diferença entre uma obra e outra, respondeu: "O pão e o leite são para as crianças, e a carne e o vinho são para os adultos". Fiel a esta filosofia, Maimônides conduz seu aluno, o leitor, fazendo-o crescer em suas mãos, e levando-o a passar primeiramente por vários estágios de "pão e leite", para que ele possa chegar a compreender e a apreciar "a carne e o vinho" da metafísica, a ciência superior que abriu seus olhos para os caminhos que percorreu em busca da sua verdade.

Ele acredita que todos os homens devotos, sem exceção, homens que vivam de acordo com a virtude, sigam os mandamentos bíblicos e mantenham sempre a boa conduta serão recompensados no mundo vindouro, independentemente de seu credo ou religião. Respeita e tem amigos no mundo islâmico, e costuma afirmar que a doutrina crista não tem nenhuma contradição com o judaísmo, pois ela também reconhece a força e a necessidade dos mandamentos e da moral bíblica, e que seus adeptos, se quiserem aprofundar-se no estudo contemplativo dos textos, descobrirão a verdade.

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Avaliação dos Clientes

    • Fantástico
    • 01 de fevereiro de 2023
  • Adel
  • recomendo este produto
  • Um dos melhores livros que já tive o privilégio de ter em mãos. Muito aprendizado. Esclarecedor e revelador sobre a profundidade e o respeito ao ler a Torah sabendo interpretar corretamente seus segredos e ideias.

    • Livro Perfeito
    • 11 de janeiro de 2021
  • Gilson Arruda
  • recomendo este produto
  • Excelente livro, deveria ter comprado muito antes, realmente é uma obra rica e abre a mente para entender mais sobre a santa Torah. Obrigado editora e Livraria Sefer. Gilson/Journal Mitzvah.

    • O Guia dos Perplexos
    • 04 de outubro de 2018
  • Maria Inês Cerantola
  • recomendo este produto
  • O trabalho de tradução foi de excelência e um presente ímpar para leitores de língua portuguesa.