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Equilíbrio Delicado (NC)

Autor: Norma Cohen
SKU: 7504
Páginas: 256
Avaliação geral:

Hoje em dia, todos compartilham suas vidas nas redes sociais, fotos de férias, eventos, frases inspiradoras, quase sempre, todos aparecem sorrindo, aproveitando a vida em algum lugar paradisíaco e vivendo em alegria. Dificilmente alguém expõe fragilidades, incertezas ou feridas. Essa obra transforma posts reais em uma coletânea literária, eternizando o conteúdo honesto e humano que a autora decidiu dividir com seus amigos e também seus leitores.

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Descrição

Hoje em dia, todos compartilham suas vidas nas redes sociais - fotos de férias, eventos, frases inspiradoras... Quase sempre, todos aparecem sorrindo, aproveitando a vida em algum lugar paradisíaco e vivendo em alegria. Dificilmente alguém expõe fragilidades, incertezas ou feridas.

A presente obra transforma posts reais em uma coletânea literária, eternizando o conteúdo honesto e humano que a autora decidiu dividir com seus amigos do Facebook e, agora, com tantos outros leitores. Norma não se intimidou em compartilhar suas dores, questionamentos e reflexões. Muitos se identificaram com suas palavras e continuamente estimulavam que houvesse um livro capaz de traduzir seus pensamentos e emoções.

O título, Equilíbrio Delicado, refere-se à complexidade de manter-se em equilíbrio diante dos desafios da vida. O livro aborda aprimoramento pessoal, a visão da autora sobre o Brasil e sobre Israel - onde Norma reside atualmente - , judaísmo e outros temas que são caros a esta "mulher itinerante" que busca se reinventar a todo instante.

Os textos são curtos, de fácil leitura, mas dotados de mensagens valiosas. Aparentemente pessoais, as temáticas abordadas fazem parte da realidade de muitas pessoas que, assim como a autora, buscam compreender os momentos difíceis e utilizá-los para evoluir.

Trechos

Apresentação

Escrever é terapia.

Escrevo porque me liberta,  

porque coloca em palavras os sentimentos mais profundos,  

porque me organiza internamente,  

porque me faz respirar de novo,  

porque exercita as minhas engrenagens mentais. 

Palavras ditas são muito importantes, mas infelizmente voam ao vento e, quando reparamos, já não há mais como resgatá-las. As escritas, não; essas perduram, podem ser compartilhadas com mais gente, são capazes de unir pessoas tão distintas em tantas partes do mundo. Une porque fala dos nossos mistérios, medos, anseios. E tudo isso é o que nos torna humanos. 

Escrevo sem travas nem receio de ser mal interpretada porque o que sai é genuíno, portanto, acredito que acaba penetrando no coração de alguns, embora assuste outros. Gosto de ter coragem de dizer o que sinto. Isso me torna cada vez mais humana ? suscetível, frágil, porém intensamente humana. 

A tristeza, assim como a alegria, a raiva, o medo e tantos outros sentimentos, às vezes nos tomam e entendo que isso faz parte da dor e da delícia de viver. 

Desde que me entendo por gente, o mundo das letras me encanta. Sempre gostei de ler, de viajar pelas histórias escritas, entrar no universo particular das personagens, acompanhar seus medos, dramas, decisões e dilemas. Se o ditado ?Você é o que você come? é verdadeiro, gosto de pensar que sou tudo o que leio. Acredito que a leitura tenha embasado a minha escrita, além de ter contribuído para a minha forma de ver o mundo. Escrever, para mim, sempre foi algo bastante natural, em especial quando se trata de palavras espontâneas, que vêm de dentro, sentimentos e reflexões.

Em 2015, passei por uma crise pessoal muito profunda, e isso despertou em mim a necessidade de compartilhar de maneira sutil o que eu estava vivendo e sentindo através de posts no Facebook. Como já diria Rubem Alves: ?Ostra feliz não faz pérola?. De um momento muito delicado e doloroso, vieram à tona pensamentos profundos e latentes. A partir das reações que recebi, constatei que estes eram também inspiradores para quem estava do outro lado da tela. Nos meus posts, falo de dor, superação, dilemas, forças, fraquezas, desejos... Ou seja, tudo de humano que existe em cada um nós. Talvez seja isso que mexa com as pessoas, questões que muitos de nós vivemos, mas que nem todos conseguem expressar com clareza. Sinto-me, de certa forma, porta-voz de muitos, o que me deixa extremamente honrada.

Desde aquela crise, não parei mais de escrever, e o coro de amigos dizendo que eu deveria publicar minhas reflexões foi só aumentando. O que escrevo tem um cunho muito pessoal, mas se o conteúdo tocar, ajudar ou inspirar as pessoas, terá valido a pena publicá-lo. Antes deste livro, publiquei outros três, mas este, sem dúvida, é o mais autoral.

Minha trajetória de vida me levou a muitos lugares: Rio de Janeiro, São Paulo, Israel... Tantas mudanças trazem consigo complexidades, sustos, alegrias, surpresas, amigos com diferentes culturas e, sem dúvida, a ampliação de horizontes profissionais, pessoais e internos é riquíssima. Tudo isso traduziu-se também em muitas reflexões, constatações e encantamentos que se tornaram posts. Ser itinerante não é fácil. Repetidas adaptações e perdas de referências implicam em inúmeras reinvenções, coisa que para alguém menos nômade pode não acontecer nunca. Mas não me queixo, ao contrário, agradeço a Deus pela oportunidade de ter uma vida tão rica em experiências. Além das pessoas, apeguei-me aos lugares, e cada um deles passou a ter um cantinho especial dentro de mim. Portanto, alguns posts fazem referência ao meu ?período carioca?, outros falam do meu amor por Sampa e há também muitos dedicados ao Brasil e a Israel.

***

Brasileira judia ou judia brasileira? Acredito que todo judeu nascido na diáspora carrega consigo uma dupla identidade. O país em que nascemos é uma referência natural, é onde literalmente demos os primeiros passos e onde recebemos todo o alicerce cultural que carregamos vida afora. É impossível separar-se dessa herança, mesmo que passemos a morar em outro local. Por outro lado, tenho uma conexão muito forte, espiritual, e visceral com a terra de Israel. Mesmo não tendo nascido aqui, sinto uma identificação transcendental com o país e com tudo o que lhe diz respeito. Por algumas vezes, durante a minha trajetória, tentei morar em Israel, mas as coisas só podem dar certo quando estamos prontos e psicológica e emocionalmente disponíveis para que tudo flua da melhor forma. Sendo assim, tornei-me cidadã israelense em janeiro de 2017. Dessa vez, vim para ficar, encontrei o meu porto seguro nesse mundo tão conturbado. Acredito que, não importa quanto tempo passe, vou sempre me encantar e me surpreender com esse país tão dinâmico, único e apaixonante que é Israel, com suas contradições e certezas, com suas tensões e beleza. Sendo assim, não há como separar as minhas reflexões desses pedaços de terra que me são tão caros.

Ao longo da vida, cada um de nós desempenha inúmeros papéis. Ao escrever posts, vivi de maneira intensa alguns deles. Meus filhos ?bateram? asas, e com isso o ninho ficou vazio, tornei-me avó algumas vezes, separei-me após 29 anos de casada, minha mãe partiu deste mundo, fiz 50 anos... Enfim, foram muitos acontecimentos e sentimentos que permearam as relações mais próximas com a família e, em especial, comigo mesma. Casei bem nova e, cedo, tive meus filhos e constituí uma família. Minha segunda família, instintivamente, veio a ser a ?correção? de tudo aquilo que desejei ter na primeira e não tive. Apeguei-me com vigor ao papel de mãe, e este, talvez, tenha sido o meu mais importante e querido papel. 

Mas, o que fazer quando os filhos crescem e, de ?atriz principal?, a matriarca da família passa a ser a coadjuvante? Como preencher o gigantesco vazio que fica quando os filhos seguem com as próprias vidas? Como lidar com o fato de estar ficando mais velha, e todos os aspectos físicos e psicológicos que isso envolve? Como ser uma avó amorosa e presente sem esquecer que ainda há o que viver e curtir enquanto ?pessoa física?? Como lidar com a morte de uma mãe, em particular quando ficaram tantas lacunas na relação ainda a serem preenchidas? Como compreender e digerir que um amor e uma relação de 33 anos podem esvair-se e tornar-se apenas parte do passado? Muitas e muitas das minhas reflexões foram uma tentativa de elaborar tudo isso. Se fui bem-sucedida, não estou certa, mas não há dúvidas de que traduzir sentimentos em palavras ajuda bastante.

***

Quando surgiu a ideia de publicar este livro, para mim era mais do que evidente que a Editora Sêfer seria mais uma vez a escolhida como parceira nesse projeto. Eu mesma me questionei: ?Mas a Sêfer publica livros judaicos e meu livro não é, em sua essência, judaico...? Assim como a dúvida veio, ela logo se dissipou quando concluí que, não apenas alguns temas abordados são de fato judaicos, mas todas as minhas reflexões e minha forma de enxergar o mundo têm sim um cunho judaico muito forte. O judaísmo não é apenas um conjunto de regras que norteiam o meu fazer cotidiano (cumprir o shabat, seguir os preceitos da cashrut, rezar ao menos uma vez por dia). A minha conexão com Deus e com a religião é algo que está impregnado no meu ser, na minha forma de pensar de agir, de ver a vida e o mundo, e, portanto, tudo o que escrevo tem componentes judaicos que se manifestam de forma mais identificável, direta ou indireta. Sendo assim, mesmo em posts que falam sobre o Brasil, nas reflexões sobre a efemeridade do tempo ou em metáforas que trago, a visão judaica de mundo estará presente de uma maneira ou de outra.

Enfim, caros leitores, o livro está dividido por temas e lugares onde estive quando senti a necessidade de escrever, de publicar sentimentos, sensações, reflexões. Apesar do cunho pessoal, acredito que muito do que escrevi possa ser pertinente e relevante a várias pessoas. 

Espero que curtam a leitura e possam tirar daqui um pouco de luz e inspiração para uma vida mais feliz e significativa.

Boa leitura!

Sobre o autor

Norma Cohen

É educadora. Nascida no Rio de Janeiro, atuou em educação judaica e laica nas cidades de São Paulo e Rio. É professora de português no Centro Cultural Brasileiro em Tel Aviv. Também é autora das biografias O Dom da Coragem (Ed. Scortecci) e Fazendo a Diferença e do livro Eu e Você Mudaremos o Mundo, também lançados pela Editora Sêfer. É mãe de quatro filhos e avó de oito netos.

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