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D. Pedro II na Terra Santa

Diário de Viagem - 1876
Autor: Reuven Faingold
Editora: Sêfer
SKU: 566
Páginas: 216
Avaliação geral:

Este livro aborda um grande tema, guardado a sete chaves no Museu Imperial de Petrópolis: a inesquecível viagem de D. Pedro II à Terra Santa em 1876. Cavalgando uma égua branca e acompanhado da Imperatriz e de uma comitiva de 200 pessoas, o monarca brasileiro examina os lugares mais recônditos da antiga Terra de Israel e registra suas impressões no "Diário de Viagem à Palestina". O relato de Sua Majestade é fascinante.

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Descrição

1876. Após visitar os Estados Unidos, Europa, Escandinávia e Rússia, o Imperador D. Pedro II concretiza um dos maiores sonhos de sua vida: conhecer a Terra Santa. Cavalgando uma égua branca como as neves do monte Hermon, e acompanhado da Imperatriz Teresa Cristina e comitiva de 200 pessoas, o monarca brasileiro examina os lugares mais recônditos da antiga Terra de Israel.

O percurso teve momentos de fortes contrastes: alegrias e tristezas, religiosidade e devoção. Todas as impressões do roteiro foram registradas no "Diário de Viagem à Palestina". O relato de Sua Majestade é fascinante.

Este pequeno livro aborda um grande tema, guardado a sete chaves no Museu Imperial de Petrópolis. Junte-se à caravana imperial nesta inesquecível viagem pelo túnel do tempo!

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Que o 2º  monarca brasileiro era um amante do hebraico e tinha visitado a Terra Santa, alguns já sabiam.
Mas com a riqueza de detalhes e informações que D. Pedro II na Terra Santa revela, o tema D. Pedro II ganhou novo enfoque e foi destaque na imprensa brasileira.
A Revista VEJA (17/03/1999) dedicou duas páginas à obra. No Jornal do Brasil, o jornalista José Maria Mayrink fez uma análise intitulada A Grande Marcha do Imperador.
A obra foi comentada ainda no O Estado de São Paulo, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Globo News, Caras e na imprensa judaica em geral.
Segundo o jornalista Alberto Dines, "o trabalho do prof. Reuven Faingold... revela por inteiro a curiosidade intelectual do soberano, sua sensibilidade artística, seu empenho em desvendar a humanidade em toda a sua extensão".
O livro reproduz o diário de viagem do Imperador e sua comitiva à Terra Santa, em 1876, acompanhado de minuciosos comentários que o atualizam, e de uma rica iconografia, que o torna atraente e fascinante.
A 1ª edição esgotou-se rapidamente, demonstrando o grande interesse do público pelo segundo e último Imperador do Brasil, cujo papel histórico começa a ser reavaliado e valorizado. Se você ainda não leu, junte-se à caravana imperial nesta inesquecível viagem pelo túnel do tempo!

Índice e trechos

ÍNDICE

Prefácio à 2ª edição ampliada
Agradecimentos
Prefácio
Introdução
A Comitiva Imperial
Entrada Triunfal em Baalbeck
Damasco e as Tradições Islâmicas
Chá com Gostinho de Hortelã-Pimenta
O Charme de Lady Ellenborough
Visita a Damasco - A Família Lisbona
Quem foi Frei Liévin de Hamme?
Os mestres de hebraico
Cadernos de hebraico
A Bíblia - A Obsessão de Traduzir
O Mecenas Educador
O Manto Azul do Genezaré
O Pentateuco dos Samaritanos
Beduínos e Peregrinos
Jerusalém - Oásis Celeste
Crítica aos Monges de Saint Sabbas
A Missa do 51o  Aniversário
Caminhando pelos Campos de Boaz
O "Áquila Imperial" Abandona a Terra Santa
O Desapontamento dos Judeus
Palavras Finais

"Diário da Viagem do Imperador D. Pedro II à  Palestina"
com notas explicativas ao texto

Anexo
Bibliografia
Lista de Ilustrações

Prefácio

Prefácio à 2ª edição ampliada

Passados 23 anos desde a publicação de meu livro "D. Pedro II: Diário de Viagem - 1876", texto em que apresentei pela primeira vez, de forma sistemática, a profunda relação que Sua Majestade D. Pedro II manteve com o judaísmo, numerosas descobertas foram realizadas. De lá para cá, o interesse pelo imperador foi aumentando, motivando-me a desencavar mais e mais documentos que trouxeram nova luz sobre diversos episódios vividos por Pedro d´Alcântara.

Descobertas históricas e arqueológicas despertaram enorme interesse não apenas no mundo acadêmico, mas também no amplo público, sedento por aprender a cada dia sobre o monarca brasileiro. Naturalmente, essa segunda viagem internacional, empreendida pelo imperador e sua comitiva na segunda metade do século XIX, gerou uma atmosfera repleta de sofisticação, santidade e mistério.
 
No tenho dúvida de que a região do Oriente Médio e a Terra Santa, territórios desabitados e abandonados pelo Império Turco-otomano, serviram de pano de fundo para que surgissem relatos inacreditáveis, dignos das "Mil e uma Noites".
 
Gostaria de destacar um momento marcante acontecido durante estes 23 anos. No domingo 2 de setembro de 2018, o Museu Nacional do Rio de Janeiro foi atingido por um incêndio. Uma Torá (Bíblia) estava ali guardada. Dias depois, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) confirmou que nove rolos de pergaminhos da Torá haviam escapado intactos do sinistro que devastou por completo o museu. A Torá estava entre as mais de 200 milhões de peças que faziam parte do acervo cultural da instituição.
 
Esses manuscritos milenares, conhecidos como "Pergaminhos Ivriim", datam de 400 a 1.000 anos atrás e haviam sido tombados pelo Iphan em 1998, em razão de sua importância arqueológica e bibliográfica. As peças do acervo acabaram escapando das chamas porque, antes do incêndio, foram transferidas para a seção de obras raras da Biblioteca do Horto, localizada nas proximidades do Museu Nacional. 

Esta 2ª edição que hoje apresentamos ao leitor visa incorporar boa parte das matérias que fui publicando durante mais de duas décadas, causos sobre figuras que desfilavam ainda de forma discreta na 1ª edição. Para isto, decidimos ampliar consideravelmente a nossa introdução e inserimos na bibliografia textos já lançados, tanto em revistas acadêmicas como naquelas de difusão cultural. 

Quatro figuras mencionadas na 1ª edição ganharam maior visibilidade nesta nova: o emir Abd- El-Kader, a lady britânica Jane Digby Ellenborough, o guia franciscano Frère Lièvin de Hamme e o segundo mestre de hebraico do monarca, Karl Friedrich Henning. Na companhia destes quatro importantes personagens podemos também entender a forma pela qual os jornais da Terra Santa divulgaram a visita de Pedro II e sua comitiva, todos destacando seu amor em estudar o hebraico numa época em que esse idioma era considerado uma mera língua litúrgica utilizada apenas no culto da sinagoga. 
Finalmente, gostaria de agradecer a todos aqueles que me ajudaram na obtenção de novas fontes nos acervos e bibliotecas, ao meu editor e amigo Jairo Fridlin e à minha querida família, sempre participando e me alentando na busca de novas descobertas. 

Prof. Reuven Faingold

Kfar Saba, Israel.
Novembro de 2021.
 

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Extrato dos AGRADECIMENTOS

Este livro, fruto de pesquisa realizada durante três anos, surgiu com a própria descoberta do texto original do Diário da Viagem do Imperador D. Pedro II à Palestina (Diários 18 e 19, Maço 37v, Doc. 1057), guardado a sete chaves no Museu Imperial de Petrópolis.  

Este trabalho pretende contribuir duplamente: primeiro  lançando mais luz sobre um episódio inédito da historia brasileira e, segundo, abordar um capítulo desconhecido da história de Eretz Israel (Terra Santa) sob domínio turco-otomano, na segunda metade do século XIX. 

O texto estudado é relativamente curto e se caracteriza por uma linguagem narrativa, baseada em parágrafos descritivos e de simples leitura. O número de "estrangeirismos" (expressões em outras línguas, especialmente em francês) é pequeno. A narrativa alterna, de forma arbitrária, a primeira pessoa do singular e a primeira pessoa do plural. Nesta edição, tomou-se a liberdade de corrigir a grafia de determinadas palavras, a acentuação e a pontuação, visando facilitar a leitura do mesmo. Em alguns casos, foram inseridas, entre colchetes, palavras omitidas ou elipsadas. 

Somente depois da primeira metade do seu reinado, agitado por  revoltas, pela luta no Prata e a Guerra do Paraguai,  d. Pedro II empreendeu suas três viagens: a primeira viagem à Europa se estendeu de 25/05/1871 a 30/03/1872; a segunda de 26/03/1876 a 25/09/1877 e a terceira, já doente, começou em 30/06/1887 e terminar em 22/08/1888.

A segunda viagem de d. Pedro, em 1876, ficou memorável pela repercussão amistosa  na imprensa internacional. O interesse e a simpatia despertados pelo monarca ficaram gravados através de uma série de episódios vividos com grandes figuras da época, entre eles o inventor do telefone, Graham Bell.  Durante 18 meses (540 dias), Sua Majestade visitou os Estados Unidos, para as comemorações do Centenário da Independência, Escandinávia,  Rússia,  Grécia e o exótico Levante (Líbano, Síria e Palestina). Voltou à Europa pelo Egito, e finalmente atravessou o Atlântico em direção ao Rio de Janeiro.
Esta expedição à Terra Santa revela atribulações de uma viagem prolongada e difícil: momentos de alegria e tristeza, de temor e segurança, de euforia na chegada e de saudades na inevitável hora da partida. Estudar o Diário de Viagem à Palestina  permitiu descobrir um perfil diferente de d. Pedro II. Mais do que o monarca preocupado em resolver situações sociais, políticas ou econômicas do país, permanentemente abalado com os problemas da escravidão, conflitos de fronteiras, implementação de recursos financeiros (internos ou vindos do exterior), tudo em benefício de um Brasil Império que pretendia iniciar sua lenta marcha rumo à modernidade, ao longo da pesquisa descobrimos a intimidade de um d. Pedro diferente: estudioso, ávido de conhecimento, curioso e versado em arqueologia, tradutor, educador, pedagogo, culto e erudito.   

Concluído o trabalho, pode-se afirmar categoricamente que o maior sonho do Imperador do Brasil era realizar uma viagem de devoção à Terra Santa. Lá, ele comemorou mais de meio século de vida. Somados a estes desejos, o amor pelo hebraico e sua paixão pela Bíblia. Assim, esta viagem de 1876 foi um dos momentos espirituais mais elevados na vida de nosso soberano.

Prof. Reuven Faingold


São Paulo, Erev Rosh Hashaná 5759.
Setembro de 1998. 

Sobre o autor

O Prof. Reuven Faingold é um historiador e educador nascido na Argentina em 1957. Morou 15 anos em Jerusalém e lá completou seu bacharelado, mestrado e doutorado em História e História Judaica pela Universidade Hebraica de Jerusalém.

Sua tese de doutoramento intitulada "O debate público sobre os cristãos novos na sociedade portuguesa entre 1496 e 1640", traz novas descobertas ao tema da Inquisição e dos conversos em terras lusitanas. Dentre suas áreas de especialização: Judeus e cristãos novos na Península Ibérica, genealogia judaica, Judaísmo na História da Arte, os judeus no Brasil durante o reinado de D. Pedro II e o Holocausto do Povo Judeu.

Desde 1984 Faingold é membro do "Congresso Mundial de Ciências Judaicas". Em 1993, já em São Paulo, junto com outros estudiosos da comunidade; fundou a "Sociedade Genealógica Judaica do Brasil".

O Prof. Reuven ministra cursos há quatro décadas; ele tem 150 artigos publicados, um livro, dois catálogos de exposições iconográficas na qual se desempenhou como curador (MASP e SESC), e uma introdução ao "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes", publicado em 2003.

Durante 22 anos lecionou História Judaica no Colégio Iavne em São Paulo, e coordenou ainda o Departamento Educacional do "Memorial da Imigração Judaica e do Holocausto" em São Paulo.

Sua obra "D. Pedro II na Terra Santa: Diário de Viagem - 1876", 1ª edição, foi lançada pela Editora Sêfer em 1999.

 

Para conhecer as publicações e cursos ministrados pelo Prof. Reuven Faingold,
acesse www.reuvenfaingold.com

Comentários

D. Pedro II merece este revival, a onda de redescobertas e espanto. Foi o responsável pela verdadeira Idade de Ouro do Brasil, um dos períodos mais estáveis e fecundos da nossa história. Estadista com um projeto institucional e cultural muito definido, nosso segundo e último imperador começa a ser reavaliado e valorizado. O reencontro com o passado só pode ser salutar num país onde as discussões sobre o futuro relegam nossa história ao círculo fechado dos historiadores ou, quando não, servem para alimentar sátiras e galhofa.

Conhecida era a faceta de hebraísta deste Rei-Filósofo, erudito que tanto impressionou seus contemporâneos no exterior. Mas este trabalho do Prof. Reuven Faingold ao desencavar e comentar o seu diário de viagem ao Oriente Médio e à Terra Santa no final de 1876 é decisivo. Revela por inteiro a curiosidade intelectual do soberano, sua sensibilidade artística, seu empenho em desvendar a humanidade em toda a sua extensão.

Neste fascínio do monarca pelo hebraísmo não pode ser esquecido o fato de que a Inquisição foi abolida de Portugal e do Brasil apenas 50 anos antes e que seu antepassado, D. João V (1689-1750) foi um dos seus mais esforçados operadores.

Ao revelar estes Diários inéditos, o prof. Faingold indica também um caminho aos pesquisadores: o de sujar os dedos com poeira, investigar fontes primárias. Continuam soterradas grandes porções do nosso passado à espera de historiadores diligentes e competentes, capazes de fazer com que os historiados sintam-se atraídos pela História e pela Historiografia.

Acompanhado de minuciosos comentários que o atualizam e de uma iconografia que o tornam matéria viva, o carnê de viagem do imperador é um documentário palpitante onde se combinam geografia, história, literatura e, sobretudo, biografia.

Alberto Dines

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