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Cálice para kidush de aço com pires

Editora: Importado
SKU: 11503
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Cálice prateado sem pé em aço inoxidável com pires, escrito em hebraico "borê pri hagafen". Mede 8 cm de altura e 6 cm de diâmetro.

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Descrição

Cálice prateado sem pé em aço inoxidável com pires, escrito em hebraico "borê pri hagafen". Mede 8 cm de altura e 6 cm de diâmetro.

Trechos

DO LIVRO
JUDAÍSMO PARA O SÉCULO 21


CELEBRANDO O SHABAT E O IOM TÓV


"Proclamarás estes festivais como convocações para a santidade." Como? Comendo, bebendo e vestindo roupas limpas.
Sifra, sobre Levítico 23:25 

E te alegrarás na tua festa - tu, teu filho, tua filha, teu servo, tua serva, o Levita, o peregrino, o órfão e a viúva, que estão nas tuas cidades.
Deuteronômio 16:14

Se fizerdes estes quatro membros da Minha família rejubilarem-se [o Levita, o estrangeiro, o órfão e a viúva], farei os mesmos quatro de tua família rejubilarem-se - assim disse o Eterno.
Midrash Tanchuma, Reê 18

Se te apartares do sábado o teu pé e não prosseguires as tuas empresas no Meu santo dia, se ao sábado chamares deleitoso, santificado pelo Eterno e digno de honra; se o honrares, não seguindo os teus caminhos, nem te ocupando nas tuas empresas, nem falando as tuas palavras; então te deleitarás no Eterno. Eu te farei subir as alturas da terra e te alimentarei com a herança de seu pai Jacob; porque a boca do Eterno falou.
Isaías 58:13-14

(1) A alegria na prática   

A celebração do Shabat e do Iom Tóv e sua prática são dois conceitos essencialmente diferentes e, não raro, confundidos. Como vimos no capítulo 41, o Shabat é marcado pelo cessar de toda atividade criativa no mundo físico. Esta prática é simbólica. Sua função é nos conscientizar de que Deus é o Criador. É Ele quem dimensiona os objetivos da existência do universo. Este simbolismo e esta idéia constituem a própria essência do Shabat.
Mas este modo único de observância, embora absolutamente essencial ao conceito de Shabat segundo a Torá, não encerra toda a história. A Torá quer que nós desfrutemos da experiência de devotar todo um dia aos propósitos sagrados de Deus e por isto nos invoca a celebrar e honrar este dia de modo único. 
 
(2) Como honrar o Shabat e o Iom Tóv

Honramos a chegada do Shabat e das Festas da Torá mostrando que as vemos como santuários do corpo, da mente e do espírito. "São convocações para a santidade", diz a Torá. "Como expres-samos a santidade destes dias?" perguntam nossos rabinos. Sua resposta: "Com boa comida e vinho, roupas limpas, residências limpas e asseadas, uma imaculada toalha de mesa branca e muita luz." Já sabemos que ser santo, de acordo com a Torá, não significa ficar em estado de tristeza e melancolia, mas de júbilo, vivacidade e alegria. Santidade significa devoção e, se uma refeição festiva contribui com nosso sentimento de dedicação aos admiráveis objetivos da Torá, esta refeição será por si só um ato de santidade.
Além disso, as refeições festivas do Shabat e Moadím são sagradas porque ajudam a fortalecer as relações familiares. A esposa é honrada como rainha do lar, as crianças recebem a atenção que buscam e merecem ter, suas faces brilham com o calor da atmosfera e das palavras de Torá e canções de louvor. Refeições como estas cultivam as sementes de um produtivo futuro espiritual.
Existe um aspecto adicional segundo o qual podemos afirmar que comer e beber são atividades sagradas e não somente atos físicos, especialmente em relação aos Moadím. Quando convidamos outras pessoas a participarem de nossas refeições festivas, certamente estamos cumprindo uma Mitsvá. Se nossos convidados são pessoas carentes - não necessariamente no plano físico, mas necessitadas de apoio emocional, estímulo e companhia - estas refeições transformam nosso deleite de um ato de tomar em um ato de dar. Estamos proporcionando alegria a outras pessoas, e isto é sagrado aos olhos de Deus.


UMA PESSOA DIFERENTE
Mostramos que valorizamos o Shabat e os Moadím com nossa aparência e conduta. Um conhecido rabino de Israel relata que em seus tempos de calouro na Ieshivá de Mir, na Polônia, antes da guerra, estava convencido que o rabino que entrava na sinagoga a cada Shabat não era o mesmo que encontrava durante os dias da semana. O brilho do Shabat transformava sua tez, sua atitude, toda a sua personalidade e era difícil acreditar que se tratava da mesma pessoa. 

Halachá 
 É mandamento rabínico acender velas no lar antes do início de cada Shabat e Moêd, incluindo Iom Kipúr. Este ato santifica os dias sagrados.
 Este privilégio e dever de acender as vela pertence primordialmente à dona da casa.  


(3) Guardando nossas energias

A necessidade de não fazer Melachá (atividades produtivas, mesmo que sem esforço) no Shabat, tão intimamente relacionada com o significado conceitual desse dia, foi largamente discutida no capítulo 41. Uma proibição similar, embora não idêntica, com relação ao Iom Tóv foi examinada no capítulo anterior. Alguns tipos de atividade, no entanto, podem em teoria ser realizadas nestes dias, como por exemplo, mudar a mobília de um cômodo a outro da casa, o que de modo algum envolve o conceito de Melachá. Contudo, honramos o Shabat evitando impor-nos quaisquer esforços adicionais. A proibição de "trabalhar" no seu sentido mais usual, freqüentemente confundida com a proibição de fazer Melachá durante o Shabat, revela aqui seu significado verdadeiro. Apesar de certos tipos de atividades serem permitidos, como mudar móveis da casa de lugar, por exemplo, não devemos exaurir nossas energias no Shabat e Iom Tóv, mas reservá-las para as tarefas mentais e físicas destes dias.
Estas tarefas incluem participar do serviço Divino com a comunidade, ouvir as majestosas palavras da leitura da Torá, a retumbante voz dos profetas de Israel (veja capítulo 65/9). Isto inclui absorver o espírito do Shabat e dos Moadím com o estudo das porções relevantes de Torá, ao lado de nossas famílias e de outros membros da comunidade. Abordamos assuntos de Torá durante as refeições festivas, dando uma oportunidade a nossas crianças de repetirem o que aprenderam durante a semana. Nas comunidades religiosas, o Shabat certamente não é um dia ocioso. A mente e o espírito estão constantemente ocupados neste dia.
Nestas datas invocamos e fomentamos a paz de espírito e a alegria que herdamos da Torá.  

(4) Kidush e Havdalá

Nossos Sábios nos disseram que não é suficiente recebermos o Shabat e o Iom Tóv em silêncio. É necessário reunir nossos amigos e familiares para proclamarmos com palavras a santidade e o propósito destes dias, na cerimônia chamada Kidush, ou santificação, quando declaremos nossa fidelidade a Deus, que nos escolheu como arautos dos Seus propósitos. Para adicionar solenidade ao Kidush, a declaração é feita pelo chefe da família sobre um cálice de vinho cheio até a borda, seguida por uma refeição festiva.
À conclusão do Shabat e do Iom Tóv, após o serviço noturno (Tefilá Arvít), tem lugar a cerimônia da Havdalá (separação entre o sagrado e o secular), quando pronunciamos uma bênção sobre um copo de vinho (ou outras bebidas Casher), não necessariamente se-guida de uma refeição. Segundo um costume antigo, adicionamos à bênção pronunciada sobre o vinho durante a Havdalá, uma bênção sobre fragrâncias (para "restaurar a alma" após a partida do Shabat) - veja capítulo 41/5, "Pacto de Bênçãos") - e outra bênção sobre uma nova chama, acesa especialmente para este propósito (como significado de uma nova entrada no mundo das atividades produtivas).       

(5) Chol Hamoêd (dias intermediários das festas)

A Torá designa sete dias para Pêssach e oito dias para Sucót (somando seus sete dias com o dia de Sheminí Atséret), mas somente nos primeiros e últimos dias somos proibidos de fazer Melachót. Por um lado, os "dias intermediários" são sagrados, por serem parte integral destes Moadím; mas por outro, são "dias comuns", por não portarem a proibição de fazer Melachá. Daí receberem o nome de Chol Hamoêd - dias comuns pertinentes ao Moêd. Nossos Sábios decretaram que devemos torná-los mais parecidos ao Moêd do que aos dias comuns, evitando trabalhar durante estes dias. Nestes dias não devemos nos ocupar com grandes esforços físicos, exceto para impedir algum prejuízo de ordem financeira. Atividades que servem para dar mais brilho e sentido ao Moêd estão permitidas. 

(6) Aspectos sociais

"Comerás, beberás e te jubilarás na cidade sagrada, onde repousa o Nome de Deus, e com isso aprenderás a reverenciar a Deus todos os teus dias."
Aos olhos da Torá, reverenciar a Deus está intimamente associado à alegria. Em nenhuma outra ocasião este princípio tem maior aplicação do que nos Moadím. Nossos lares e nossas comu-nidades estão em estado de júbilo. As pessoas ficam felizes ao alegrarem umas às outras Um ambiente de Torá assegura que este júbilo não é um ato de diversão egoísta, mas o desdobramento do ato de espalhar alegria. 
"Onde repousa o Nome de Deus" refere-se aos locais onde a Torá é estudada em profundidade e sua sabedoria está ao dispor de todo aquele que a procura. No capítulo 64/4, abordaremos a influência benéfica do estudo da Torá em todos os níveis da comunidade. Os Moadím prestam-se a difundir o estudo da Torá em escala nacional. "A Israel foram dadas as festas sagradas para que possam comer, beber e ocuparem-se com o estudo da Torá." Num Estado regido pela Torá, o lapso de tempo ocupado pelos Moadím apresenta uma oportunidade para elevar o nível intelectual e espiritual da população. O enriquecimento espiritual que vem do estudo da Torá melhora a vida dos cidadãos. 

DESPESAS DE UM CASAMENTO
Nossos Sábios dizem que tudo o que despendemos com o cumprimento do Shabat e Iom Tóv nos será restituído por Deus. Isto se aplica somente quando boa comida e vinhos são adquiridos em honra a estes dias santos e não em dias comuns. Quando convidamos a "família de Deus" para celebrar estas datas à nossa mesa, mostramos que tudo o que adquirimos, o fazemos em honra às Suas festas. E quem é a "família de Deus"? Os menos privilegiados, as viúvas, órfãos e jovens que se afastaram do judaísmo sem terem culpa disto. Se confinarmos a celebração estritamente para nosso deleite e o de nossos familiares mais próximos, não estaremos honrando a Deus, mas o próprio estômago.
O Maguid de Dubnow, famoso elaborador de parábolas (século 18), relata que havia um judeu próspero, cujos dois filhos, David e Efraim, viviam numa cidade distante. David era um homem de finanças razoavelmente bem-sucedido, ao passo que Efraim sustentava sua numerosa família com dificuldade, vivendo na parte mais pobre da cidade. 
David recebera uma carta de seu pai informando-o que seu irmão mais novo se casaria dentro de três meses. Toda a família estava convidada e ninguém deveria poupar despesas para honrar o casamento, pois seriam ressarcidas pelo pai. "Por favor, avise também teu irmão Efraim", terminava a carta. "Sei que o correio não é de muita confiança no bairro onde ele reside, por isto deixo a teu encargo avisá-lo de que tudo o que disse a você se aplica também a ele."
Era grande o entusiasmo na casa de David. Costureiras foram chamadas por suas filhas, alfaiates pelos rapazes. "Não economizem", disse-lhes o pai. "Vovô está pagando todas as nossas despesas". Os meses se passaram rapidamente e no dia da partida estavam todos vestidos da maneira mais refinada possível, dentro das carruagens que os levariam à boda do irmão. Estavam prestes a viajar quando David bateu na própria testa. "O tio Efraim!" clamou. "Esquecemos do tio Efraim!" Neste momento, David pediu ao cocheiro que se dirigisse ao outro lado da cidade para apanhar seu irmão Efraim e sua família.
"Como podemos ir vestidos desta maneira?" perguntou Efraim. "Só temos estas roupas velhas. Não temos nada mais para vestir." 
"Não se importe com isso", disse David. "Não podemos fazer nada numa hora destas e papai ficará desapontado se você não for. Deve vir do jeito que está." 
Pode-se imaginar que o aspecto de Efraim e sua família era degradante, mas a tudo se esquecia com a alegria do casamento, para onde acorreram quase todos os habitantes da região. Alguns dias depois, David veio ter com o pai.
"Gostaria de ficar mais um pouco", disse, "mas tenho de voltar ao meu escritório, o senhor sabe como é."
"Compreendo perfeitamente", disse-lhe o pai. "Bem, entendo então que isto seja uma despedida." 
"Não há algo que tenhamos de resolver antes disto?" disse-lhe David.
"Resolver? Não sei a que se refere."
Depois de muito hesitar, David mostrou-lhe as notas das despesas que havia feito para o casamento.
"Não tenho nada com isto", disse-lhe o pai. "Por que deveria pagar as contas de teu alfaiate?"
"Mas papai, você escreveu..."
"Não escrevi nada deste teor", disse o pai. "Escrevi que ressarciria as despesas para honrar o casamento. Se quisesse honrar o casamento, deveria ter se preocupado que teu irmão Efraim e a família dele estivessem vestidos condignamente. Isto só vem a provar que você não estava realmente preocupado com o casamento e comigo, mas consigo e com sua família."

O mesmo acontece com o Iom Tóv, segundo o Maguid de Dubnow. Podemos saber o que realmente motiva uma pessoa a celebrar estas datas quando vemos quem mais está sentado à sua mesa. 

Modo de Usar

EXTRAÍDO DO ZEMIRÓN COMPLETO

 

KIDUSH PARA A NOITE DO SHABAT

Quando um Iom Tov cai no Shabat, recita-se o Kidush para Iom Tov (pág. 115 ou 118). 
Enche-se uma taça de vinho (ou suco de uva), suspende-se-a um pouco e recita-se:

Iom hashishi: Vaichulú hashamáyim vehaárets vechol tsevaám. Vaichal Elohim baiom hashevií melachtó asher assá, vayishbót baiom hashevií micol melachtó asher assá. Vaivárech Elohim et iom hashevií vaicadesh otó, ki vó shavat micol melachtó asher bará Elohim laassót.

Savri maranan, [Sefaradim: Todos respondem: Lecháyim!]
Baruch atá Adonai, Elohênu mélech haolam, borê perí
Ashkenazim: hagáfen.              Sefaradim: haguêfen.     (Todos: AMEN)

Baruch atá Adonai, Elohênu mélech haolam, asher kideshánu bemitsvotáv verátsa vánu, veshabat codshó beahavá uv'ratsón hinchilánu, zicarón lemaasê vereshit, techilá lemicraê códesh, zécher litsiat Mitsráyim, [ashkenazim: ki vánu vachárta veotánu kidáshta micol haamim,] veshabat codshechá beahavá uv'ratsón hinchaltánu. Baruch atá Adonai, mecadesh hashabat.       (Todos: AMEN)

O oficiante bebe (sentado) mais da metade da taça e serve aos demais presentes.

*  *  *

IOM HASHISHÍ - Sexto dia: E assim foram acabados os céus, a terra e todo seu exército, e Deus terminou no sétimo dia toda a obra que fez e cessou de fazê-la no sétimo. E Deus abençoou o sétimo dia, e santificou-o, porque nele cessou toda Sua obra, que Deus criara para fazer.
SAVRI - Com a permissão dos senhores!
BARUCH - Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do universo, que criaste o fruto da videira.
BARUCH - Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do universo, que nos santificaste com Teus mandamentos e nos quiseste, concedendo-nos com amor e agrado o Teu santo dia do Shabat, em recordação à obra da Criação, que é a primeira das datas santas, em memória da partida do Egito. (Porque Tu nos escolheste e nos santificaste dentre todos os povos,) e o Teu sagrado Shabat, com amor e agrado, nos deste de herança. Bendito sejas Tu, Eterno, que santificas o Shabat.

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