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  • Breve História do Judaísmo

Breve História do Judaísmo

Autor: Isidore Epstein
Editora: Sêfer
SKU: 11076
Páginas: 368
Avaliação geral:

Descrição concisa e inteligente da origem e desenvolvimento dos ensinamentos, práticas, pensamento filosófico e doutrinas místicas da religião e moral judaicas ao longo de 4.000 anos de história dos judeus.

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Disponibilidade: Imediata

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Descrição

Breve descrição da origem e desenvolvimento dos ensinamentos, práticas, pensamento filosófico e doutrinas místicas da religião e moral judaicas ao longo de 4.000 anos de história dos judeus

* * *

Este breve mas compreensivo estudo do judaísmo é apresentado contra um fundo de 4.000 anos de história dos judeus, que vai desde as migrações de Abrahão, o progenitor do povo judeu, até o estabelecimento do moderno Estado de Israel.

O livro narra o nascimento, crescimento e desenvolvimento das crenças, dos ensinamento e das práticas do judaísmo, assim como as suas esperanças, aspirações e ideias. São expostos também os movimentos espirituais e as influências que têm moldado a religião judaica nas suas variadas manifestações.

São descritas as várias contribuições feitas por profetas, legisladores, mestres, salmistas, sábios, rabinos, filósofos e místicos através dos quais o judaísmo veio a se tornar a força viva religiosa que é hoje. No tratamento destes temas é mantido o equilíbrio entre os fatos e a interpretação, com clareza e simplicidade.

* * *

"O saudoso Rabino Dr. Isidore Epstein foi um dos mais destacados acadêmicos da comunidade judaica britânica; um homem de vasta erudição cujo trabalho se estendeu sobre quase todas as áreas do judaísmo história, legislação, literatura e filosofia. Suas obras, sempre magistrais, permanecem atuais até os dias de hoje."

Jonathan Sacks , Rabino-Chefe da Grã-Bretanha e Comunidade Britânica


PROMOÇÕES ESPECIAIS:

Breve História do Judaísmo e Uma História do Povo Judeu (1 e 2)

Breve História do Judaísmo e A Filososofia do Talmud

Índice e trechos

ÍNDICE

 

Biografia do autor

Prefácio

1. Os Começos

2. A Escolha de Israel

3. A Torá

4. A deserção de Israel

5. Desagregação Nacional e Religiosa: O Trágico Reino de Israel

6. O Reino de Judá: Ascensão e Queda

7. Os Profetas

8. Sacerdotes e Salmistas

9. Os Sábios

10. O Estado Teocrático Judeu

11. A Segunda Comunidade Hebraica

12. O Centro Espiritual Nacional Judaico

13. O Talmud em Execução

14. Judaísmo Talmúdico: A Sua Fé

15. Judaísmo Talmúdico: Ética e Virtude

16. Judaísmo Talmúdico: Costumes Religiosos

17. A Consolidação do Judaísmo Talmúdico

18. Filosofia Judaica

19. O Misticismo Judaico: A Cabalá

20. A Contribuição do Rabinismo Medieval

21. Os Movimentos Judaicos Modernos

22. O Estado Judeu e o Judaísmo

 

*  *  *

A Escolha de Israel


No terceiro mês da sua partida da terra do Egito, os israelitas chegaram ao Sinai, que, na opinião de muitos eruditos, localiza-se exatamente a leste do golfo de Ácaba. Esse deserto ardente, com as suas falésias escarpadas e montanhas vulcânicas, foi a cena da sempre memorável Aliança que fez do Eterno o Deus de Israel e de Israel o povo do Eterno. A Aliança do Sinai teve as suas raízes na aliança de Deus com Abrahão, a qual por seu turno teve antecedentes na aliança Divina com Noé. Esta última, como se verá mais adiante, constitui um importante momento no processo da história universal, tal como se desenrola nos primeiros capítulos da Bíblia; é dentro do âmbito desta história universal que o significado da Aliança do Sinai pode ser encontrada.

 

 

 A história começa com a criação do mundo por Deus e a formação do homem à Sua imagem. Mas o processo da criação não cessou quando o mundo e o homem se encontravam feitos, pois aquilo que fora criado tinha de ser desenvolvido e cuidado, e esta tarefa coube à Sua criatura. Uma vez feito à imagem do Criador, o homem deve ser conforme o caráter Divino e igualmente criar. Tem de trabalhar e cooperar com Deus na manutenção e no desenvolvimento da obra que Ele entregou aos seus cuidados.

 

 

 A base desta cooperação criadora é a aceitação do Criador, a qual deve exprimir-se na obediência à lei moral. Esta se divide em duas classes: (1) justiça, que trata do reconhecimento dos direitos humanos, e (2) retidão, que acentua a aceitação dos deveres.

 

 

 O primeiro preceito da lei de justiça foi comunicado à humanidade através de Noé quando, após o Dilúvio, Deus fez com ele uma aliança pela qual impunha o respeito pela santidade da vida humana. Para reforçar este respeito, Ele proibiu, por um lado, o consumo de sangue animal devido ao sangue ser o símbolo da vida e, como tal, ser tratado como sagrado, e, por outro lado, prescreveu a pena de morte para o derramamento voluntário de sangue humano.

 

 

 Estes preceitos foram obviamente oferecidos como modus vivendo para uma sociedade que tinha de ser recriada após ter sido muito afetada devido à "violência" (Gênesis 6:11), e de modo nenhum pretendiam ser o conteúdo total da lei de justiça. Mas esta, por mais largo que seja o seu âmbito, e na medida em que apenas procura salvaguardar os direitos humanos, não passa do aspecto negativo da lei moral. A justiça, por isso, é só reguladora, e não criadora. A criação, no plano humano como no Divino, só entra em completa atividade quando promovida pela retidão. Esta é uma verdade pela primeira vez compreendida e usada como base de ação por Abrahão. Em consequência, Deus fez com ele uma aliança, proclamando-o, e aos seus descendentes, os instrumentos para dar a conhecer à humanidade "o caminho do Eterno para fazer caridade e justiça" (Gênesis 18:19), para assim cumprirem o serviço universal para o qual ele e a sua semente haviam sido escolhidos.

 

Foi em ratificação da Aliança com Abrahão, em todas as suas implicações, que a Aliança de Deus com Israel no Sinai foi feita. Parte fundamental desta Aliança é a exortação Divina: "E vós sereis para Mim um reino de sacerdotes e um povo santo" (Êxodo 19:6). O encargo assim entregue era simultaneamente nacional e universal. Como "reino de sacerdotes", Israel devia prestar serviço à universalidade do gênero humano, enquanto como "povo santo" devia seguir uma maneira de viver especial - uma vida de santidade - que o marcaria como povo distinto entre as nações do mundo.

 

O âmbito e a substância da missão sacerdotal universal de Israel foram indicados na revelação inaugural no monte Sinai com a entrega dos Dez Mandamentos. A experiência psicológica envolvida nesta revelação do Sinai, como em todas as outras exposições da Divindade, não pode ser determinada, mas é única no fato de ter sido compartilhada por toda uma nação. Esta experiência nacional coletiva de Israel serviu para autenticar perante o povo as afirmações revelacionais dos patriarcas como indivíduos, assim como as de Moisés. Até então, o povo aceitara-as meramente como questão de tradição e fé, e no pior dos casos ignorava-as. A revelação do Sinai não deixou lugar a dúvidas, quer sobre as afirmações dos Patriarcas, quer sobre o caráter Divino da missão de Moisés.



Decálogo

 

Em conformidade com o padrão da Aliança de Deus com os Patriarcas, o Decálogo é precedido pela declaração: "Eu sou YHVH (o Eterno), teu Deus, que te tirei da terra do Egito..." (Êxodo 20:2), fazendo dos atos de redenção efetuados por Deus a favor de Israel a base dos seus direitos especiais sobre o povo para o Seu serviço universal, da mesma forma que a salvação de Abrahão de Ur, como vimos, foi a base dos direitos Divinos sobre o Patriarca.

 

O Decálogo possui uma universalidade única que torna a sua aplicação eminentemente relevante para a missão sacerdotal universal de Israel. As regras de conduta que prescreve são suficientemente compreensíveis para constituir as exigências primárias - religiosas e morais - para todos os povos em todos os tempos. Proíbe a deificação da natureza, assim como a feitura de imagens esculpidas; ordena a observância do Shabat ("sábado"), estendendo as bênçãos dos dias de descanso ao servo não israelita, e mesmo aos animais; a honra a prestar aos pais; o respeito pela propriedade, vida e honra da mulher, e a renúncia a qualquer palavra ou pensamento potencialmente inamistoso para o semelhante. Alguns destes mandamentos têm paralelo em certos antigos textos egípcios ou babilônios, mas em parte nenhuma é a piedade ordenada como obrigação e a conduta moral como dever. Tampouco pode encontrar-se em outro código qualquer coisa correspondente à proibição da luxúria e dos desejos invejosos.

 

Tão verdadeiras quanto as prescrições práticas do Decálogo são as suas afirmações doutrinais que servem de garantia e essas prescrições. Todas elas estão carregadas de um significado universal que as coloca dentro do âmbito do serviço da missão sacerdotal de Israel.

 

A declaração de abertura, acentuando os atos de redenção do Êxodo, exprime a verdade religiosa fundamental da atividade de Deus na História. A proibição de adorar a natureza e a sua correlativa, a de fazer "imagens esculpidas", estabelece o caráter distinto do monoteísmo de Israel, que o separa com nítida distinção de todas as outras formas de crença religiosa - seja politeísta ou monoteísta. Os deuses de todas as outras nações eram identificados com a natureza e, tal como a natureza finita, podiam receber forma; o Deus de Israel transcende todos os fenômenos, e qualquer reprodução plástica ou pictórica Dele só pode ser uma mentira e uma ofensa.

 

A Lei do Shabat proclama Deus como único Criador, contrariamente à noção que fixa o princípio da criação no poder regenerativo de qualquer elemento natural do qual a própria Divindade é considerada como tendo emergido. E, finalmente, o Decálogo contém cláusulas afirmativas da doutrina da retribuição - recompensa pela obediência e castigo pela rebeldia.

 

Mas, enquanto o Decálogo indicava a substância e o âmbito da "missão sacerdotal" de Israel, não fornecia os deveres e as obrigações específicas do povo como "povo santo". Estas foram desenvolvidas nas séries de revelações a Moisés que este transmitiu ao povo e que, incorporando o Decálogo, acabaram por tornar-se a Torá, vulgarmente conhecida como a Lei, da qual o Pentateuco é o registro escrito.

Prefácio

Este livro não é de modo algum uma história dos judeus nem tampouco um balanço das contribuições do povo judeu para a civilização e o progresso humanos. Trata essencialmente do judaísmo como modo de vida religioso e distinto, procurando apresentá-lo contra um cenário de 4000 anos de história, desde os tempos bíblicos até o estabelecimento do moderno Estado de Israel nos nossos dias.

Começando com a migração de Abrahão, o fundador da nação judaica, da Ur dos Caldeus, o livro prossegue traçando a origem, crescimento e desenvolvimento do judaísmo - as suas crenças, as suas doutrinas - éticas e religiosas -, esperanças, aspirações e ideias. Trata também dos movimentos espirituais e influências que contribuíram para dar forma à religião judaica nas suas variadas manifestações e descreve as contribuições sucessivas de uma série de profetas, legisladores, salmistas, sábios, rabinos, filósofos e místicos, devido aos quais o judaísmo se tornou a força religiosa dinâmica que é hoje.

Este livro não pretende ser exaustivo quer em âmbito quer em tratamento. Considerações de espaço obrigaram à exclusão de episódios e nomes que, de outra forma, nele se incluiriam; mas, mesmo dentro destas limitações, espera-se que poderá proporcionar ao leitor uma visão do panorama único do judaísmo, com o seu vasto tesouro de pensamento e ação que conseguiu integrar-se na religião, leis e moral de mais de uma civilização.

O autor está perfeitamente consciente de que nem todos os seus julgamentos e asserções sobre os vários acontecimentos, situações e personagens que estão presentes nestas páginas terão o acordo de todos os leitores. O ponto de vista tradicional, que ele adota francamente, determinou em particular a sua interpretação do período bíblico assim como a sua avaliação dos movimentos judaicos, antigos, medievais e modernos de que trata nesta obra. Ao mesmo tempo, procurou registrar com precisão os fatos que entendeu selecionar para os objetivos desta obra, assim como ser tão explícito quanto possível na apresentação que deles faz.

As notas de rodapé explicam as referências assim como trazem informação adicional relevante para o contexto e, ocasionalmente, fornecem argumentos em apoio de um ponto de vista adotado no texto. Contudo, tais notas foram mantidas no mínimo indispensável, para evitar aborrecer o leitor. Uma bibliografia selecionada foi também incluída para esclarecimento daqueles a quem a leitura deste livro possa estimular a aprofundar os seus estudos sobre o assunto.

As passagens das Escrituras são citadas de acordo com a numeração da Bíblia Hebraica [publicada em português pela Editora Sêfer, São Paulo, 2006 – N. do E.]. As referências aos tratados do Talmud da Babilônia são precedidas pela abreviatura TB; as do Talmud de Jerusalém, pela abreviatura TJ.

Esta obra é dedicada à minha esposa Gertrude

Isidore Epstein

Avaliação dos Clientes

    • Primeiro Livro
    • 27 de fevereiro de 2020
  • ELDER MACHADO LEITE
  • recomendo este produto
  • Para iniciar o conhecimento do Judaismo, ou para recordar uma visão geral, este livro é excelente. Muito didático. A leitura é facil e fluida.

    • Excelente livro
    • 16 de março de 2018
  • André
  • recomendo este produto
  • Didático e suscinto só de folhear algumas já  deu pra perceber que irei gostar muito deste livro 

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