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O que é Cashrut?

Antologia do Pensamento Judaico sobre as Leis Dietéticas Judaicas
Autor: Eliahu Birnbaum e Shalom Rosenberg
Editora: Sêfer
SKU: 3371
Páginas: 96
Avaliação geral:

Compilação de artigos sobre o tema da Cashrut, com o objetivo de apresentar um amplo panorama sobre como as leis judaicas da alimentação são compreendida e por que elas são respeitadas por uma parcela significativa do povo judeu. O livro permite que o leitor siga por diferentes caminhos a partir dos artigos nele compilados.

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Descrição

Em O que é Cashrut?, Eliahu Birnbaum e Shalom Rosenberg compilaram e resumiram artigos de diversos autores sobre o tema da Cashrut, com o objetivo de apresentar um amplo panorama sobre como as leis judaicas da alimentação são compreendida e por que elas são respeitadas por uma parcela significativa do povo judeu. O livro permite que o leitor siga por diferentes caminhos a partir dos artigos nele compilados. Para alguns, a leitura reavivará o cumprimento de leis que já conhecem e praticam. Outros, quem sabe, encontrarão orientações que lhes abrirão novos horizontes rumo à valorização de suas vidas.

***

O que é Casher, Kasher, Kosher e Cashrut?
Agora já é possível saber tudo a respeito de Cashrut por meio desta antologia do pensamento judaico sobre as leis dietéticas judaicas, cujos textos foram selecionados pelo rabino Eliahu Birnbaum e pelo professor Shalom Rosenberg.
No final do livro, o trecho de um dos livros do rabino Maurice Lamm (Bem-Vindo ao Judaísmo) faz a seguinte pergunta: Qqual é o principal motivo destas leis? Ele diz uma coisa que é clara: qualquer que seja o motivo pelo qual Deus deu estas limitações sobre a comida para os judeus, sua meta funcional é tomar o povo distinto, evitando assim que se assimilem a outras populações e grupos religiosos. Funcionam também como lembretes constantes, especialmente ao viajar, de que um Deus exige uma dieta distinta. Um livro mais do que necessário.

Bernardo Lerer, Revista da Hebraica

* * *

Agora que tudo foi dito e feito, qual é o principal motivo destas leis? Ao longo dos anos, muitas pessoas eruditas têm procurado alguma explicação racional e lógica que se aplicasse às leis de Cashrut, para que fornecessem motivos racionais para esta observância tão fora do comum - entre as quais promover a saúde e evitar práticas pagãs. Mas nenhuma delas realmente explica esta prática multidimensional. Uma coisa é clara: qualquer que seja o motivo pelo qual Deus deu estas limitações sobre a comida para os judeus, sua meta funcional é tornar o povo distinto, evitando assim que se assimilem a outras populações e grupos religiosos. Funcionam também como lembretes constantes, especialmente ao viajar, de que um Deus distinto exige uma dieta distinta. Vive la différence!
Rabino Maurice Lamm
(extraído de "Bem-Vindo ao Judaísmo", Editora Sêfer.)

Índice e trechos

ÍNDICE

Prefácio

1. O que é  Cashrut?
O QUE É CASHRUT?
Herman Wouk
CASHRUT: UMA DIETA PARA A ALMA
Rabino Chayim HaLevy Donim

2. A Cashrut e o significado dos Mandamentos 
AS MITSVÓT
Shalom Rosenberg
A ESTRUTURA DAS MITSVÓT
Aaron Barth
A CASHRUT NO SÉCULO XXI
Rabino Chayim HaLevy Donim

3. A visão ética
OS DOIS CAMINHOS: ÉTICA E MÍSTICA
Shalom Rosenberg
CASHRUT, HUMANISMO E SENSIBILIDADE MORAL
Dennis Prager e Joseph Telushkin
CASHRUT: EDUCAÇÃO MORAL
Daian Dr. I. Grunfeld
O SOFRIMENTO DOS ANIMAIS
Seymour Freedman

4. A visão simbólica
O RITUAL E OS SÍMBOLOS
Erich Fromm
CASHRUT E VEGETARIANISMO
Louis A. Berman
GUID HANASHE COMO SÍMBOLO
Daian Dr. I. Grunfeld

5. A visão da fé
A FILOSOFIA DAS MITSVÓT: SEU CARÁTER ESPECULATIVO
Daian Dr. I. Grunfeld
O HOMEM DE FÉ
Rabino Chayim HaLevy Donim  

6. A visão mística
O INSTRUMENTO DA ALMA
Rabino Shimshon Raphael Hirsch  
SANTIDADE E PUREZA
Daian Dr. I. Grunfeld

7. A visão educativa
A EDUCAÇÃO DO HOMEM
Aaron Barth
ENTRE O PROFANO E O SAGRADO
Martin Buber
POR QUE SE PREOCUPAR?
Herman Wouk

8. Aspectos práticos
CASHRUT: OS ASPECTOS PRÁTICOS
Herman Wouk
A SHECHITÁ
L. A. Berman
ORIENTAÇÕES GERAIS
Rabino Chayim HaLevy Donim

Posfácio

Trechos

O QUE É CASHRUT?
Herman Wouk

“Casher significa puro”, segundo a propaganda de um grande fabricante desses produtos.


Vejam só como o espírito publicitário de nossos dias acaba favorecendo a imagem do judaísmo. Mas, como a publicidade costuma se dirigir a pessoas mais ingênuas, nesse caso, a exatidão foi, até certo ponto, sacrificada. Na verdade, é difícil resumir este conceito. Casher é uma palavra hebraica mais recente e não consta nos livros de Moisés. A tradução mais aproximada seria “adequada”, no sentido de “mais apropriada” ou “conveniente”. No entanto, essa expressão tem, antes de tudo, um sentido cerimonial. O preparo da comida pelas leis da Cashrut resulta em elevado grau de condições higiênicas. Todavia, um porco poderia ser criado em uma incubadora com antibióticos, banhado todos os dias, sacrificado num centro cirúrgico e ter seus restos esterilizados com raios ultravioletas sem que suas costeletas pudessem ser consideradas Casher. “Impuro”, no Levítico (o terceiro livro da Bíblia), é uma expressão cerimonial. É assim que a Torá chama os coelhos e os camelos: “São impuros para vós”, limitando esta obediência a Israel. As galinhas e as cabras, animais que podemos comer, são pouco mais limpos que os leões e as águias, mas estes é que são considerados impuros.  


Isso bem compreendido, a frase “Casher significa puro” pode parecer a comprovação de um fato. Por exemplo: é proibido comer carniça, definida como a carne de um animal que morreu de velhice, de doença, vítima de animais de rapina ou de alguma outra causa violenta. A garantia de que não se venderá como Casher uma carne nestas condições, sem dúvida tem importância higiênica, mesmo atualmente. Em épocas e regiões menos civilizadas, a dieta alimentar judaica sempre teve um elevado padrão sanitário. A lei da Cashrut legou aos judeus uma palavra para designar toda a comida impura ou não apropriada: Trefá ou despedaçada.


Examinemos um detalhe de um sistema simbólico que marca todas as ações da nossa vida. É o caso da alimentação, que os seres humanos praticam várias vezes ao dia. Os homens podem se esquecer de trabalhar, jogar, rezar e até de fazer amor, mas raramente se esquecerão de comer. Todas as religiões têm regras sobre a comida. Muitas indicam o que se pode e como se deve comer. Geralmente, sua rigidez é reservada a padres e freiras, sacerdotes, ascetas de um modo geral, lamas. O judaísmo impõe obediências relativamente suaves, mas valem para toda a comunidade. 


A Torá dá um único motivo para estas leis: a obediência (a elas) ajudará Israel a alcançar a santidade. Segundo um amigo agnóstico, não comer lagosta não era nenhuma solução para a ameaça de uma guerra atômica. De fato. Mas o mesmo se poderia dizer de casar, montar um lar, ter filhos ou realizar as tarefas diárias. Não posso pensar em nada que não pareça lamentavelmente absurdo diante da ameaça do extermínio atômico, com a única exceção da busca por Deus. Se as leis de uma religião relacionadas à dieta têm algum objetivo construtivo, devemos descobrir qual é. 

Prefácio

PREFÁCIO

“Não só de pão vive o homem... mas de tudo o mais que vem do Eterno.”


Esta frase do 5o livro de Moisés (Deuteronômio 8:3) foi interpretada de várias maneiras pelos comentaristas bíblicos. Para alguns, significa que, assim como o pão, tudo aquilo que alimenta o ser humano é uma dádiva do Eterno. Outros consideram que tanto a sobrevivência física – simbolizada pelo pão – quanto a motivação intelectual, espiritual e filosófica, indispensáveis para dar significado à vida, emanam de Deus. Para outros ainda, o alimento e também todos os acontecimentos da vida do ser humano são determinados pelo Eterno.


Cada uma destas formas de pensar tem valor e revela como, ao longo da história, as experiências humanas fazem surgir interpretações e explicações diferentes para todos os fenômenos que norteiam nossa vida.


Cada geração, vivendo em circunstâncias diferentes da anterior, incorpora novas informações. Ela altera o legado intelectual recebido e prepara o terreno para a geração seguinte, por sua vez, criar uma nova percepção do mundo e de seus valores. 


Entretanto, há mais de 3000 anos, o povo judeu recebeu leis que se mantêm até hoje, mesmo quando tentativas de buscar as razões que as fundamentam apresentaram diferentes respostas ao longo do tempo, às vezes até numa mesma geração. As leis alimentares da Cashrut, em particular, têm sido explicadas sob diferentes óticas: para alguns, elas reafirmam suas bases eternas; para outros, são anacrônicas e ultrapassadas.


As diversas tentativas feitas no passado para proibir sua prática gerou uma forte reação e levou o povo judeu a lutar corajosamente por este direito, como prova de sua importância para a afirmação do judaísmo e o fortalecimento da identidade judaica.


Ao pronunciarmos a bênção “Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que fazes brotar o pão da terra”, afirmamos nosso reconhecimento de que é Ele que nos provê de alimentos por intermédio de tudo o que criou no Universo. Gratos por tudo que Ele nos dá, submetemo-nos às leis que promulgou através da sagrada Torá e transformamos nossa alimentação num ato em Seu louvor.


E como se manifestaram a este respeito nossos sábios nos últimos 200 anos?


Este breve trabalho coletou e resumiu artigos de diversos autores sobre o tema da Cashrut, na ânsia de apresentar um panorama amplo sobre como é compreendida e por que é cumprida por uma parcela significativa do povo judeu.


Desafiamos o leitor a acompanhar os diferentes caminhos pelos quais estes artigos nos conduzem. Para alguns, a leitura reavivará o cumprimento de leis que já conhecem e praticam. Outros, quem sabe, encontrarão orientações que lhes abrirão novos horizontes rumo à valorização de suas vidas.

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