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1001 Provérbios em Iídiche

Autor: Fred Kogos
Editora: Sêfer
SKU: 458
Páginas: 160
Avaliação geral:

Agora já é possível se encantar com os ditos e provérbios que o iídiche criou ao longo de sua existência para registrar e revelar o estado de espírito e os humores de sua gente. Um trabalho paciente reuniu frases, expressões e palavras que o homem do povo foi criando para dizer o que sentia com fina ironia. Todos sabem que é sempre melhor ler e ouvir o original. Na tradução, diz-se, sempre se perde um pouco.

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Disponibilidade: Imediata

Descrição

Agora já é possível se encantar com os ditos e provérbios que o iídiche criou ao longo de sua existência para registrar e revelar o estado de espírito e os humores de sua gente.
Um trabalho paciente reuniu frases, expressões e palavras que o homem do povo foi criando para dizer o que sentia com fina ironia. Todos sabem que é sempre melhor ler e ouvir o original. Na tradução, diz-se, sempre se perde um pouco.
Mas não é o caso do livro 1001 PROVIRBIOS EM IÍDICHE, traduzido por David Kaleka, membro do grupo Os Raposas e a Uva.
Além de ser uma tradução a mais fiel possível, cuidou-se de procurar - e encontrar - provérbios correspondentes e de uso corrente no Brasil. Afinal, o povo é universal na sua sabedoria.
O livro é portanto uma rica coletânea de 1001 provérbios da cultura judaica, apresentados no idioma iídiche (transliterado) e em português e ilustrado por Ivo Minkovicius.
A sabedoria judaica é uma sutil tessitura tramada através dos séculos e que acabou se transformando numa magnífica tapeçaria de máximas, aforismos e ditos penosos que explicam o sinuoso curso da história judaica. Nelas são descritos desejos e esforços, tentativas e atribulações, as alegrias e as dores do povo judeu. Daí porque o estudo de provérbios em iídiche é, ao mesmo tempo, uma intrigante e fascinante aventura.
Estes provérbios abordam vários assuntos, pois ao tratar desde os fatos domésticos do cotidiano até as mais altas aspirações humanas, revelam a filosofia, sabedoria e cultura que contribuíram para preservar a identidade do povo judeu ao longo de milênios de sofrimento, aflição, expropriação, expulsão, perseguição e holocausto.

Índice e trechos

1
A badchen macht alemen frailach un alain ligt er ind drerd.
O bufão faz todos rirem, embora, ele também esteja numa pior.
(a tradução literal de badchen é pessoa culta e bem humorada que anima casamentos)

2
A baizeh tsung iz erguer fun slechter hant.
Uma língua ferina é pior que uma mão maldosa.

3
A barg mit a barg kennen zich nit tsuzamen kumen, ober a mentsh mit a mentsh kenen.
As montanhas não conseguem se encontrar; pessoas, sim.

4
A behaimeh hot a languen tsung un ken kain broche nit zoguen.
A língua comprida do animal não o faz recitar uma bênção.

5
A behaimeh hot a languen tsung un ken nisht reden; 
der mentsh hot a kurtseh un tor nisht reden.
O animal tem língua comprida mas não sabe falar; o homem a tem curta mas não deve falar.

6
A bisseleh chain iz shoin nit guemain.
Só um pouquinho de charme e você não será mais um qualquer.

7
A bitter hartz redt a sach.
Um coração amargurado já diz tudo.

8
A bocher a shadchen, a moid a bobbeh – konnen nisht zein.
Coisas que não existem: um homem “casamenteira” e uma donzela avó.

9
A chissoren, di kalleh iz tsu shain.
Um grave defeito é a noiva ser bonita demais.

10
A chossen a yaden gait nit on naden.
Não existe noivo culto sem dote.

Trechos

INTRODUÇÃO DO AUTOR

 

A sabedoria judaica é uma sutil tessitura tramada através dos séculos e que acabou se transformando numa magnífica tapeçaria de máximas, aforismos e ditos penosos que explicam o sinuoso curso da história judaica. Nelas são descritos desejos e esforços, tentativas e atribulações, as alegrias e as dores do povo judeu. Daí porque o estudo de provérbios em iídiche foi, ao mesmo tempo, uma intrigante e fascinante aventura.

Estes provérbios abordam vários assuntos, pois ao tratar desde os fatos domésticos do cotidiano até as mais altas aspirações humanas, revelam a filosofia, sabedoria e cultura que contribuíram para preservar a identidade do povo judeu ao longo de milênios de sofrimento, aflição, expropriação, expulsão, perseguição e holocausto.

Os judeus ridicularizam a si mesmos e aos outros em seus provérbios. Eles se regozijam com as boas novas e escondem sua dor diante das adversidades. Os provérbios podem ser a máscara que escondia ou fazia divertir, a muleta que servia de apoio, o indicador de um caminho, a esperança de dias melhores. Eles exibem o calor de um povo e, acima de tudo, um humor sem derrotas, aliás bem claro no seguinte provérbio: “Máscaras de sofrimento também fazem rir.”

Estes provérbios em iídiche são geralmente contidos e generosos em sua sátira. Eles representam a busca por um padrão social e um interior espiritual e propõem uma espécie de solução ética para a conduta humana. Esta proverbial sabedoria também sugere compreensão e filosofia. Como afirmou o Dr. A. A. Roback: “Os judeus se tornaram psicólogos, o que é lógico, pois assim podem aumentar suas chances de sobrevivência!”

E eis o que diz a respeito a Bíblia Sagrada: “Familiariza-te com os provérbios, pois deles receberás instruções.”


Fred Kogos


Prefácio

NOTA DO TRADUTOR

 

Traduzir estes 1001 provérbios foi diversão e desafio. Foi uma honra, um Kavod, que translitero do hebraico mesmo, porque em iídiche, teria que ser escrito nas suas várias pronúncias dos muitos países do leste europeu onde as suas raízes eram mais fortes. Foi um prazer pelo fato de poder tratar do iídiche, língua que se insiste em transformá-la em letra morta, mas que vai sobreviver. Foi uma volta à minha infância e juventude, ainda tão próximas, pois li o texto original aguçando a imaginação de que conversava com alguém, ou recordava vozes que acostumei a ouvir.
Os provérbios em iídiche revelam atitudes e cultura de um povo. Empurrados para uma diáspora desde o primeiro século da era cristã, os judeus se espalharam pelo mundo, em países de onde eram expulsos para locais onde eram perseguidos, e pelas mais mesquinhas razões. Aprenderam da vida destes países, conheceram seus habitantes – não necessariamente seus concidadãos – incorporaram usos e costumes, mas não abandonaram suas mais caras tradições, sua história e sua memória.
Por esta razão, muitos dos provérbios em iídiche reproduzem, na forma e no conteúdo, ditos populares dos países onde viveram. É que os provérbios migram de um país para o outro, levados como uma espécie de bagagem cultural. Se os provérbios, de um modo geral, colocam seu foco no desencanto e na sorte do homem, no caso dos judeus isto é ainda mais evidente. Riem de si próprios, ridicularizam a si mesmos, usam com parcimônia a figura divina e sem cerimônia a palavra de Deus transcrita na Torá.
Eles reproduzem a extração média das populações das cidades e as gentes e tipos mais comuns das pequenas aldeias: o esperto, o sabido, o tolo, o inteligente, o rico, o pobre, o temente a Deus, e outros tantos que fizeram um rico acervo de cultura popular.
Neste limiar de um novo milênio, muitos e muitos anos depois de criados pela inesgotável sabedoria do homem do povo, nenhum destes provérbios tem qualquer contraindicação. Ao contrário, podem ser usados sem constrangimento pois abordam os vários aspectos do sentimento, da personalidade, do estado de espírito e da alma e do bem-estar material.

David Kaleka

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