A dignidade da diferença
  • A dignidade da diferença

  • Como evitar o choque de civilizações
  • Autor:
  • Páginas: 228

  • O Rabino Sir Jonathan Sacks, um dos mais admirados pensadores religiosos de nossa época, faz um apelo em favor da tolerância em uma era de radicalismos. É claro e evidente o perigo para a humanidade no uso de justificativas religiosas para o terrorismo. Junto com as armas de destruição em massa, também as atitudes religiosas radicais ameaçam a segurança vital na Terra. Devemos aprender a nos sentir engrandecidos, e não ameaçados pela diferença.
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"A Dignidade da Diferença" é um apelo em favor da tolerância em uma era de radicalismos. Percebemos um claro e evidente perigo para a humanidade no aumento cada vez maior de tensões étnicas, nos embates entre as civilizações e no uso de justificativas religiosas para a prática do terrorismo. Quase sempre as páginas da história têm sido manchadas pelo derramamento de sangue em nome de Deus. Junto com as armas de destruição em massa, também as atitudes religiosas radicais ameaçam a segurança vital na Terra. Neste nosso mundo interconectado devemos aprender a nos sentir engrandecidos, e não ameaçados pela diferença.

Precisamos aprender a arte de dialogar da qual emerge a verdade, não como, nos diálogos socráticos, desmentindo a falsidade, mas, por meio do modo bem diferente, de permitir ao nosso mundo ser enriquecido pela presença de outros que pensam, agem e interpretam a realidade de maneira radicalmente oposta à nossa.

Precisamos dar atenção ao particular, e não apenas ao universal. Quando as civilizações universais entram em choque, o mundo estremece e se perdem vidas. Há muitas culturas, civilizações e crenças, mas Deus nos deu um mundo somente para nele vivermos juntos e esse mundo se torna cada vez menor.

Prefácio à segunda edição 
Prefácio à edição brasileira
Capítulo 1     Prólogo
Capítulo 2     Globalização e descontentamento
Capítulo 3     Exorcizar o espírito de Platão
Capítulo 4     Controle:  o imperativo da responsabilidade
Capítulo 5     Contribuição: o aspecto moral da economia de mercado
Capítulo 6     Compaixão: a ideia de tsedacá
Capítulo 7     Criatividade: o imperativo da educação
Capítulo 8     Cooperação: a sociedade civil e suas instituições
Capítulo 9   Conservação: a sustentabilidade ambiental
Capítulo 10   Conciliação: o poder de uma palavra para mudar o mundo
Capítulo 11   Uma aliança de esperança
Notas
Bibliografia
Prefácio à segunda edição

“A Dignidade da Diferença” é um apelo – o mais veemente possível – em favor da tolerância em uma era de radicalismos. Percebo um claro e evidente perigo para a humanidade no aumento cada vez maior de tensões étnicas, nos embates entre as civilizações e no uso de justificativas religiosas para a prática do terrorismo. Quase sempre as páginas da história têm sido manchadas pelo derramamento de sangue em nome de Deus. Junto com as armas de destruição em massa, também as atitudes religiosas radicais ameaçam a segurança vital na Terra. Neste nosso mundo interconectado devemos aprender a nos sentir engrandecidos, e não ameaçados pela diferença. É disso que trato aqui.
Da mesma forma que atraiu um grande interesse, a primeira edição provocou controvérsias na comunidade judaica, pois alguns sustentavam que certos trechos poderiam ser interpretados em contradição com a fé judaica. Eu me preveni a respeito dessa possibilidade deixando bem claro, no Prólogo, que escrevia na condição de um judeu ortodoxo, e, portanto, qualquer interpretação incompatível com as teses clássicas da fé judaica deve ser considerada incorreta.
Mas a advertência foi insuficiente. Alguns trechos, especialmente no Capítulo 3, foram mal compreendidos. Por esta razão, decidi reescrevê-los de modo a parecerem menos controversos. Como a tese central do livro é simples e, do ponto de vista judaico, colocado de forma a não sugerir controvérsias, o texto foi revisto englobando todas as questões não relacionadas à tese principal. Para aqueles interessados em estudar a fundamentação teológica do Capítulo 3, elaborei um resumo das fontes bíblicas e rabínicas, à disposição no nosso site www.chiefrabbi.org.
A questão discutida naquele capítulo – fundamental numa época ameaçada pelo choque de civilizações – trata de como a religião pode ser fator de paz muito mais do que fonte de conflito. Isso depende de como as crenças e culturas abrem espaço para o outro, aquele diferente da gente, cuja raça, cor e crença diferem da nossa. Será que a gente vê o “outro” como uma ameaça às nossas crenças e modos de vida, ou um instrumento para enriquecer a herança coletiva da humanidade? Eu tentei demonstrar como uma fé – o judaísmo – responde a essa questão: como, por meio de seu conceito de aliança dual – com a humanidade, depois do Dilúvio, e com um só povo, no Monte Sinai – procura conciliar com o universal (os direitos e deveres que partilhamos como seres humanos e o respeito pelo particular) as leis, costumes, narrativas, e tradições que fazem de nós mais isto do que aquilo, e que nos confere uma identidade própria, não universal.
O que faz do judaísmo algo significativo no contexto global é o fato de ter sido o primeiro monoteísmo do mundo, origem de sua própria fé e da qual surgiram o cristianismo e o islamismo. Se judeus, cristãos e muçulmanos discordam em várias coisas concordam em outras, entre elas a descendência comum, espiritual e biológica, de Abrahão. Para mim, se recuarmos até os primórdios e as raízes do monoteísmo bíblico, poderemos encontrar, para nossa surpresa, uma base teológica para o respeito à diferença, cujo fundamento não é o relativismo, mas o conceito da aliança.
No final da vida, Moisés libertou seu povo da escravidão, conduziu-o até o limiar da terra prometida e lhe propôs uma escolha definitiva: “Coloco diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe a vida e viverás com toda a tua descendência”. Esta é, ainda, a opção colocada para a humanidade. Vamos continuar sempre reapresentando os ódios do passado? Ou, desta vez, vamos fazer uma escolha diferente, em nome das crianças e do futuro delas? Nossa generosidade e nossa imaginação espiritual e moral devem crescer na mesma medida que a nossa capacidade de destruição.
Eu rezo para que esta afirmação se reproduza pelas vozes de muitas crenças.

*   *   *
Prefácio à edição brasileira

Escrevi A Dignidade da Diferença como resposta aos eventos de 11 de Setembro de 2001. O argumento que firmei na época, acredito, ainda é relevante.
Os problemas do século 21 continuam os mesmos. As desigualdades de renda entre as nações e no interior delas se mantêm. As metas estabelecidas pelas Nações Unidas para o Desenvolvimento do Milênio não estão sendo cumpridas. Todos os anos, dois milhões de crianças ainda morrem em razão da pobreza, da desnutrição ou de doenças que poderiam ser prevenidas. 
A distribuição desigual da riqueza fez as pessoas sair em buscar do lucro em curto prazo, à custa da sustentabilidade em longo prazo, provocando a crise financeira nos Estados Unidos e na Europa. A confiança nos líderes e instituições em todo o Ocidente declinou. Desestabilizada pelos ataques às Torres Gêmeas e ao Pentágono, a política internacional ainda não se  reequilibrou.
No entanto, as possibilidades são imensas. As novas tecnologias de comunicação possibilitam o acesso universal à informação e à educação por meios e modos até então inimagináveis. As redes sociais têm força suficiente para mobilizar multidões, derrubar tiranias, expor a injustiça, ampliar a capacidade de protestar e contribuir para levar a democracia para áreas do mundo que ainda não a conheceram. Os avanços no conhecimento médico e na tecnologia, da decodificação do genoma humano às novas descobertas da neurociência, abrem perspectivas de cura para males antes incuráveis ??e hereditários. As novas fontes de energia podem causar um impacto positivo no meio ambiente do nosso planeta. Graças ao comércio global, certas partes do mundo, antes presas fáceis da pobreza generalizada, estão crescendo.
Ou seja, vivemos um dos grandes momentos de mudança na história, e ainda mais dramática do que aquelas causadas pela invenção da imprensa ou pela revolução industrial. Há razões para temores e também para esperança. Mas o que prevalecerá?
Este livro sustenta o raciocínio de que tudo vai depender dos valores que atribuirmos aos problemas que enfrentamos. Precisamos de uma estrutura ética para a era global. A economia de mercado é uma forma poderosa de criação de riqueza, mas menos eficaz na distribuição igualitária e, por isso, uma de nossas tarefas é aumentar e lutar a favor da justiça social nas nações e entre elas. A dignidade humana depende tanto de direitos iguais no acesso à educação quanto da igualdade de riqueza e poder. Somos responsáveis não somente por nossa geração, mas por aquelas que nos sucederão. E isso explica a necessidade de uma ética ambiental. E assim por diante.
A visão ética que proponho aqui é tão antiga quanto bastante contemporânea. Ela tem origem na Bíblia Hebraica, e, portanto, minha esperança é de que judeus, cristãos e muçulmanos se identifiquem com ela. Mas descobri que os princípios que defendo encontram eco entre pessoas de outras religiões e tradições, e são receptivos por humanistas seculares. É o argumento mais forte possível na defesa da responsabilidade global para o bem comum de nossa humanidade compartilhada.
O raciocínio  mais importante que defendo – e que deu título ao livro – 
se baseia na ideia segundo a qual as diferenças culturais e religiosas não precisam provocar um choque de civilizações, mas, ao contrário, criar o princípio do respeito à diferença. Isto é, a verdade do âmago do monoteísmo abraâmico é que a unidade no Céu dá origem à diversidade na Terra. O desafio de uma ética religiosa para o século 21 é perceber que apesar de uma pessoa não ter sido criada à minha imagem – e cuja cor, credo ou cultura são diferentes dos meus – ela não se pareça menos com a imagem de Deus.
Há mais de dez anos, quando fui ao Ground Zero (de Nova York, onde havia as Torres Gêmeas), conscientizando-me do poder da fé religiosa em gerar  tanto o ódio quanto o amor, senti a imensa necessidade de buscar uma nova forma de pensar a respeito de um problema que tem apavorado a humanidade ao longo da história: como se relacionar com o próximo, o estranho, o diferente, aquele que não é como eu. Este livro é o resultado disso e nos anos seguintes ao seu lançamento fiquei impressionado pela receptividade positiva dele por pessoas de diversas religiões, ou de nenhuma religião, e em vários países.
Em parte, A Dignidade da Diferença é um argumento religioso contra o extremismo religioso. Mas, também, é a explorar a ideia da compactuação e seu poder de inspirar diferentes civilizações, seculares ou religiosas, a trabalhar juntas, assumindo responsabilidades coletivas pelo futuro humano e valendo
-se das nossas diferenças como fonte de esperança, e não de medo.
Por esta razão me sinto profundamente gratificado por esta nova tradução, de modo a tornar os conceitos aqui emitidos disponíveis para uma nova comunidade de leitores. Para mim, o poder das ideias é maior do que a ideia de poder. Se formos capazes de pensar em uma trilha em direção a um futuro mais justo e compassivo, então podemos começar a tomar as medidas práticas que nos conduzirão até lá. 
Minha esperança, portanto, é de que as páginas seguintes, que vos ofereço com amor e humildade, inspirem a ver as diferenças entre os grupos como nossa maior força, em vez de nossa mais profunda fraqueza. A diversidade não nos ameaça; ao contrário, nos faz crescer. Esta é uma verdade espiritual capaz de transformar tanto crentes quanto descrentes e nos ajuda reciprocamente a construir um mundo mais afetuoso e menos conflituoso.

Jonathan Sacks
Fevereiro de 2013
O Rabino Lord Jonathan Sacks foi, de 1991 a 2013, Rabino-Chefe da Grã-Bretanha e Comunidade Britânica. Educado em Cambridge e Oxford, lecionou em universidades e liderou congregações na Inglaterra, em Israel e nos Estados Unidos.
Autor de vários livros, entre eles Uma Letra da Torá, Para Curar um Mundo Fraturado, Celebrando a Vida, A Dignidade da Diferença, Tempo Futuro e Do Otimismo à Esperança, publicados em português pela Editora Sêfer, ele vive em Londres, Inglaterra.
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