Bem-Vindo ao Judaísmo
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  • Bem-Vindo ao Judaísmo

  • Retorno e Conversão - Nova edição!
  • Autor:
  • Páginas: 430

  • O rabino (ortodoxo) Maurice Lamm, busca esclarecer o candidato à conversão, ou récem-convertido, o que é o judaísmo, por que vale a pena juntar-se a ele, como fazê-lo corretamente, de acordo com a lei judaica e, finalmente, como superar problemas decorrentes desta corajosa decisão que é um antiquíssimo ritual, liberando-o de uma teia de conceitos errôneos popularmente difundidos, e trata ainda da aplicação da lei nas situações contemporâneas.
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O JUDAÍSMO ACEITA CONVERSÕES?


SIM, o judaísmo aceita conversões. Embora não seja uma fé proselitista como outras, também não é hermética e inacessível às pessoas sinceras que desejam unir seus destinos a ele. Para tanto, há certas condições e todo um protocolo a ser cumprido. Faltava, sim, um livro em português que desmistificasse o tema e colocasse todos os pingos nos is.

O livro traz inúmeros depoimentos de pessoas que passaram pelo processo, descreve-o minuciosamente e apresenta o bê-a-bá do judaísmo para quem vai iniciar esta longa jornada de aprendizado e novas vivências.

No final, traz um capítulo especialmente escrito para a edição brasileira a respeito dos "marranos" ou criptojudeus.

Este livro busca esclarecer o candidato à conversão, ou récem-convertido, o que é o judaísmo, por que vale a pena juntar-se a ele, como fazê-lo corretamente, de acordo com a lei judaica e, finalmente, como superar problemas decorrentes desta corajosa decisão. Segundo seu autor, o rabino (ortodoxo) Maurice Lamm, sua obra "busca desmisti-ficar um antiquíssimo ritual, liberando-o de uma teia de conceitos errôneos popularmente difundidos; procura esclarecer questões que, à primeira vista, podem parecer obscuras ou irrelevantes, e trata ainda da aplicação da lei nas situações contemporâneas. O que tentei fazer foi iluminar o caminho para aqueles que desejam se tornar filhos de Abrahão."

ÍNDICE

 
PREFÁCIO: Prepare-se para Embarcar
ANTES DE COMEÇARMOS
I.   Novos Significados para Antigas Palavras
“A.C./A.E.C. – “D.C./E.C.” · “Shabat” · “Noite” e “Dia” · “Bíblia” · “Fé”

II. Novas Palavras para Novas Idéias
Torá · Halachá · Mitsvá · Guer

PRIMEIRA PARTE
EXPERIÊNCIAS PESSOAIS: Dezessete judeus comentam suas conversões 


Introdução: Lições do Passado

 · A Correção de um Erro Cósmico

· A Mão que Afasta, a Mão que Acolhe

· O Constrangimento de Entrar numa Sinagoga pela Primeira Vez

· Eu Fui um Padre Católico

· Quando os Convertidos se Sentem Rejeitados

· Filho Judeu, Mãe Gentia

· Eu Sempre Me Perdia

· A Longa, Sinuosa Busca pela Verdade

· A Respeito de Não Ser Meio a Meio
· Sobre Ser Chamada de “Convertida” 

· Ser Honesto Consigo Mesmo Nunca É Fácil 

· Eu Não Sinto Falta de Nenhum Aspecto Religioso

· Eu Não Tinha o Menor Temor da Religião 

· “Mamãe Está Morrendo. Reconverta-se ao Catolicismo

· A Coisa Toda Parecia Impossível

Resumo: O Que os Convertidos Estão Dizendo 

PARTE DOIS
O Arcabouço      
1.     PARADOXOS DA CONVERSÃO JUDAICA

Introdução


2.     DANDO AS BOAS VINDAS AO CONVERTIDO

Um Cumprimento com a Cabeça ou um Abraço


3.     O PROTOCOLO DE CONVERSÃO: Uma Primeira Olhada

A Idéia Por Trás do Processo  · O Protocolo


4.     MOTIVOS HONRADOS

Conversões por Convicção  ·  Conversões por Acomodação  ·  O Motivo Ideal: Por Amor ao Céu   ·  O Motivo Predominante: Por Amor à Família


5.     UNIR-SE OU NÃO?

As Alegrias e os Fardos de Ser Judeu   ·  Os Fardos de um Judeu · Vale à Pena Suportar este Fardo?  ·  As Alegrias do Judaísmo


6.     ENTRANDO PARA A ALIANÇA

As Duas Alianças   ·  A Aliança Patriarcal · A Aliança Sinaítica · As Diferenças ·  Dois Marcos da Aliança Sinaítica ·  No Êxodo do Egito: o Pacto do Povo · O Começo na Comunidade · Na Revelação no Sinai: A Parceria entre Deus e o Ser Humano ·  Consequências da Aliança ·  A Moralidade Judaica · Conduta Religiosa · A Terra de Israel ·  Manter a Aliança ·  Antes de Assumir um Compromisso · Preparação para o Compromisso

 

PARTE TRÊS

O Protocolo


7.     O PROCESSO FORMAL 

A Necessidade de um Procedimento Formal   ·  As Palavras Afirmam · Os Atos Autenticam · Formal 

Não é Pro Forma · Duas Fases: Exploração e Afirmação · O Processo Reflete a Natureza do Judaísmo ·  Será que a Religião é o Único Passaporte? E Quanto ao Sionismo, Heroísmo Moral, Amor pelos Judeus? ·  Quanto à Manutenção de Altos Padrões para a Conversão

8.     O TRIBUNAL DE ADMISSÃO: BÊT DIN

A Função do Bêt Din

As Credenciais do Bêt Din
O Poder do Bêt Din

A Função da Conversão como Mitsvá

O Que o Bêt Din Perguntará ao Convertido?

9.     CIRCUNCISÃO: GÊNESE DE UMA NOVA VIDA

O Mais Prestigioso dos Símbolos

O Primeiro Símbolo

Estrutura da Observância

Mulheres: Na Aliança como na Criação

Níveis Mais Profundos de Significado

A Circuncisão Tem uma Função Motivadora · Deus e o Homem são Sócios na Criação da Humanidade 

A Circuncisão Cria uma Ligação · Simboliza a Permanência da Aliança entre Deus e o Homem ·

Nem Toda Circuncisão Implica em uma Aliança ·

A Aliança é Exclusivamente Judaica · A Hostilidade 

Provocou o Heroísmo · Exigente mas Consolidada 

LeChayim!

10.   IMERSÃO: O CANAL ENTRE DUAS ELEVAÇÕES

Imersão e Micve: As Definições                               

As Funções da Micve ·  A Natureza Duradoura da Micve ·  Níveis mais Profundos de Entendimento ·  Purificando o Passado · Adquirindo um Novo Status · Circuncisão e Imersão: o Elo, a Lição ·  Duas Questões que Tornam a Imersão Problemática ·  Exigências Haláchicas para a Imersão ·  A Micve · A Condução da Cerimônia · Preparativos Pessoais para a Imersão · A Ordem do Serviço · As Bênçãos · Finalmente: Parabéns!

11.   A OFERENDA DO CONVERTIDO AO TEMPLO

A Origem da Lei

O Sacrifício Antigo Hoje em Dia

A Oferenda Interior

A Oferenda como Passaporte

12.   RECÉM-NASCIDO – NOME NOVO

O Significado dos Nomes

Nomes para o Convertido

Nomes para os Pais dos Convertidos

A Cerimônia da Nomeação

13.   A CONVERSÃO DE MENORES DE IDADE

Compreendendo o Básico 

O Princípio da “Vantagem” · Pode a Disciplina Estrita ser Considerada Benéfica para a Criança?  · A Criança Tem o Direito de Rejeitar o Judaísmo? ·  A Cerimônia de Conversão de Menores de Idade

14.   O CÔNJUGE JUDEU: TORNANDO-SE JUDEU NOVAMENTE

 

PARTE QUATRO

RESPONSA: Respondendo Perguntas sobre a Vida e a Lei 

 

15.   PERGUNTAS SOBRE AS LEIS DE CONVERSÃO I

A Halachá Não é uma Questão de “Bom Senso”

O Protocolo de Conversão

Quando a Motivação é o Casamento

A Aceitação das Mitsvót

Se o Convertido é Alguém que Não Conhece as Mitsvót · Se o Convertido Rejeitar uma Mitsvá

O Bêt Din

Quem se Qualifica como Juiz? · O Bêt Din Exige Três Especialistas Eruditos? · Se somente Dois Estiveram Presentes na Aceitação Inicial · Se no Estágio Final de Compromisso Não Estiveram Presentes Três Juízes

A Circuncisão

Circuncisão na Infância. É Necessária a Retirada Simbólica de uma Gota de Sangue? · E Se a Circuncisão Implicar em Risco de Vida? · A Anestesia Pode ser Usada Antes da Circuncisão?

A Imersão

Como a Imersão é Testemunhada pelo Bêt Din?

Após a Conversão

Perguntas a Respeito do Convertido e a Palavra “Pais” Durante as Orações · Onde Começa a Prática Judaica?

16.  PERGUNTAS SOBRE AS LEIS DE CONVERSÃO II: 
Status Pessoal

O Convertido e o Casamento

Por que um Cohen Não Pode Casar-se com uma Convertida? · Outras Perguntas sobre Casamento entre Cohen e Convertidos · A Convertida Grávida · Um Casal de Gentios Deseja se Converter · Período de Espera antes do Casamento


17.   PERGUNTAS SOBRE RELAÇÕES INTERPESSOAIS I: 

As Comemorações do Judeu com a Família Gentia

Considerações sobre Questões Interpessoais

Questões Pessoais e a Halachá · Judeu e Não-Judeu ·  Cuidado: o Judaísmo Não é Só para Hoje · Mas Também Existe o Indivíduo

A Base para o Status Especial do Convertido

O Convertido como um Recém-Nascido · A Dimensão Espiritual · A Dimensão Histórica · A Dimensão Legal · Os Problemas Legais de Ser Recém-Nascido · Preocupações Religiosas do Recém-Nascido

Perguntas sobre Temas Religiosos

Comparecimento aos Serviços Religiosos Não Judaicos · Participação em Celebrações de Gentios ·  Ajuda e Visita a Pais Doentes · O Comparecimento a Ritos Cristãos de Passagem Feitos no Lar · O Comparecimento a Funerais Cristãos · Luto por Parentes Gentios · Participação em Feriados Nacionais


18.   PERGUNTAS SOBRE RELAÇÕES INTERPESSOAIS II: 

A Família Gentia nas Comemorações Judaicas

Pergunta sobre Religião

Pais Gentios Acompanhando um Convertido em um Casamento · Segurar o Dossel do Casamento · Fazer o Discurso · Participação na Cerimônia de Circuncisão · Comparecimento dos Pais do Convertido ao Bar ou Bat Mitsvá · Participação em Funerais Judaicos · Convidar Gentios ao Sêder e Outras Refeições Festivas

 

PARTE CINCO

QUEM SOMOS?

Uma Introdução ao Judaísmo para o Convertido 

 

19.   UM PRIMEIRO OLHAR SOBRE O JUDAÍSMO

Uma Visão Geral do Currículo Clássico

É Preciso Ter Experiência


20. QUEM SOMOS?
O Conceito de Povo Eleito

Os Judeus – Poucos, mas Eternos 

Mas o Judeu Sobreviveu


21.   QUEM É NOSSO DEUS? 
Os Treze Artigos da Fé

A Concepção Judaica de Deus

Deus é Um · Deus é o Criador · Deus como Redentor da Humanidade · Ele é um Deus Pessoal · Portanto, a História tem Significado · O Ser Humano Importa ·  Deus é Incognoscível, mas... · Rastreando os Atos de Deus

Recompensa e Castigo

Divindade pelo Amor à Divindade · Problemas da Crença na Retribuição · Quando Acontecem Coisas Ruins a Pessoas Boas 

Deve Haver um Meio Melhor de Lidar com este Problema

Desvios do Conceito Judaico de Deus 

Jesus Não é Deus · E Não é Seu Profeta Jesus ·  Não é o Messias

O Tratamento para a Dúvida


22.   O QUE É A TORÁ?

Pergunta: O que a Lei está Fazendo no Meio da 

Religião? · Resposta: Nem só de Fé Vive o Ser Humano 

Mitsvá: o Salto representado por uma Ação

A Quintessência do Judaísmo

Fé e Lei: O Debate entre o Judaísmo e o Cristianismo


23.   A CONTAGEM DO TEMPO NO JUDAÍSMO

Anos, Meses, Semanas e Dias no Calendário Judaico

Os Anos · Os Meses · Comemorando a Lua Nova: Rosh Chodesh · A Semana · O Dia 


24.   O DIA-A-DIA NO JUDAÍSMO

Bondade – Chessed

Três Fontes Primárias: A Primeira · A Segunda · A Terceira

Bondade Versus Caridade

O Estudo da Torá

A Lei Viva · O Estudo como Ato de Amor 

A Experiência da Oração

Caridade – Tsedacá

As Três Leis da Pobreza · Caritas Versus Tsedacá 
Vestimentas e seus Símbolos

Talit e Tsitsít · Tefilín · Kipá · Sha’atnez

Símbolos no Lar 

Mezuzá

As Leis de Cashrut

O Significado de “Casher” · Quais os Alimentos que são Casher? · Como se Prepara a Comida Casher? · Finalmente: Por Quê?


25.   A SEMANA JUDAICA

Shabat

Não é um Dia de Folga: É um Dia para se Fazer Muitas Coisas · A Santidade do Shabat: um Palácio no Tempo   · A Halachá Define Trabalho (ou Obra): Melachá ·  Celebração do Dia: A Idéia de Descanso, Menuchá   · Pura Alegria: Oneg · Saudando a Rainha · Despedida da Rainha: Havdalá · Preparação do Dia: Kevod Shabat · Parar para o Shabat: Uma Digressão Pessoal


26.   A COMEMORAÇÃO DO ANO NOVO JUDAICO I: 

Rosh Hashaná até Purim

Ano Novo: Rosh Hashaná

Costumes da Festividade
Os Dez Dias de Arrependimento, ou Retorno a Deus: 

Asseret Iemê Teshuvá

O Dia do Perdão: Iom Kipúr 

Na Entrada de Iom Kipúr · Pureza e o Ensaio para a Morte: o Kitel · A Liturgia

As Três Festas da Peregrinação

Festa das Cabanas: Sucót

A Festa de Sucót · Festa da Colheita · A Festa, por Excelência

O Dia da Grande Hoshána

Shemini Atséret e Simchát Torá

Chanucá

O que é Chanucá? · Celebração: com a Luz ou com a Espada? · Acendimento das Velas · Festa da Esperança   · Para o Convertido: uma Época de Crise

Tu Bi’Sheva


27.   A COMEMORAÇÃO DO ANO NOVO JUDAICO II: 

Purim até Rosh Hashaná 

Purim

As Quatro Mitsvót de Purim

Pêssach
Os Nomes de Pêssach · O Ômer · Chamêts e Matsá · O Que é Chamêts? · Preparando-se para Pêssach · A Condução do Sêder 

Lag Baômer

O Dia do Holocausto: Iom Hashoá

Dia da Independência: Iom Ha’atsmaut

Dia de Jerusalém: Iom Ierushaláyim

A Festa das Semanas: Shavuót

O Dia em que Deus deu a Torá · Quem Recebeu a Torá? · Costumes desta Festa

Tisha Be Av

Lamentações

Dois Dias de Jejum


28.   RITOS DE PASSAGEM
Nascimento

Circuncisão: Berit Milá

Bar Mitsvá, Bat Mitsvá

Amor e Casamento

O Estado do Casamento Hoje em Dia · Qualidades do Parceiro Ideal · Planejando o Casamento · O Casamento  ·  Pureza Familiar 

Divórcio Religioso 

Morte e Luto

O Modo Judaico de Encarar a Morte · Cinco Estágios de Luto  · O Cadish: Quando é Recitado?

 

PARTE SEIS

Bem-Vindo ao Lar 

29.   BEM-VINDO AO LAR: Estamos com as Luzes Acesas

O Começo do Retorno · O “Mazal” do Convertido ·O Retorno

A Volta para Casa


APÊNDICE 1:        Motivações para Converter-se: Jetro e Outros

APÊNDICE 2:        A Aliança: O Contrato Social e o Contrato Divino

APÊNDICE 3:        O Cristianismo Rejeitou a Circuncisão e Aceitou a Imersão

APÊNDICE 4:        A Metáfora da Água

APÊNDICE 5:        A Motivação do Casamento: Uma Breve Revisão

UMA BIBLIOGRAFIA PARA OS CONVERTIDOS 

APÊNDICE À EDIÇÃO EM PORTUGUÊS

ÍNDICE REMISSIVO


PREFÁCIO 
PREPARE-SE PARA EMBARCAR

I

Contemplar a conversão religiosa com tudo o que acarreta e tomar um caminho radicalmente diferente demonstra seriedade de propósito, desejo, disponibilidade para mudar e corajosa determinação. Estas qualidades definiram precisamente o primeiro judeu, Abrahão, que rompeu com as convicções de sua família e partiu sob as ordens de Deus para uma jornada que não sabia onde terminaria, mas que o levou, finalmente, à Terra Prometida. A seriedade, o desejo de mudar e a determinação são traços não apenas admiráveis, mas cruciais à viagem espiritual. Por si só, eles já capacitam o candidato à conversão a explorar a religião e o povo judeu.

A religião judaica não é simplesmente uma vocação; a conversão ao judaísmo não é apenas uma profissão de fé. A religião judaica é uma trama de idéias profundas e ricas percepções, que ao longo de sua história gerou as crenças fundamentais de toda a religião ocidental. Ela é a fonte dos ideais supremos e das mais dignas convicções do mundo civilizado – entre elas, o conceito de um Deus único; o sistema de jurisprudência; a estrutura da Ética e da Moral; a Bíblia e os Profetas; a noção de um livro de preces e de uma casa de orações; numerosas idéias, ideais e instituições e, não menos importante, de uma visão de mundo que tem dominado a cultura ocidental ao longo dos últimos 2500 anos.

Mais do que fazer uma declaração de fé, é preciso refletir ativamente para compreender esta nova dimensão religiosa, e é preciso possuir uma convicção inabalável para dizer “Esta é a minha verdade. Devo agora abraçar o Pacto de Abrahão”.

II

Você está preparado para adotar a religião judaica. Mas será que o judaísmo está pronto a recebê-lo? Sim. Mas sob certas condições. 

Se você seguir o protocolo da conversão e assumir o compromisso de adequar-se a um futuro religioso, atendendo assim às expectativas do judaísmo, seu desejo em se converter será honrado e apreciado. Com exceção de um período da história judaica, os judeus nunca se negaram a acolher convertidos sinceros. Um exemplo atual desta política de não “fechar a porta aos convertidos” é a discussão sobre conversão que tem assolado o mundo judaico, conhecida como “Quem é judeu?”. Nela, protagonistas de ambos os lados defendem seus pontos de vista com uma paixão virtualmente nunca vista em outras disputas. O debate lida com a questão de quem deve ser considerado pelo governo israelense como judeu legitimamente convertido, condição que confere automaticamente a cidadania do Estado de Israel, segundo a Lei do Retorno. Esta lei permite o ingresso a Israel de todos os judeus e gentios adequadamente convertidos, sem outras exigências.

Dentro da opressiva escuridão da disputa em torno de “Quem é judeu”, somos capazes de distinguir um insight com luz própria: existe uma zona de calmaria no centro da tempestade. Em meio a discussões apaixonadas, defesas eloqüentes e ardentes protestos, existe um inegável consenso, raramente percebido e quase nunca mencionado, mas que é a substância sobre a qual revolvem todos os argumentos: o povo judeu aceita convertidos. A pergunta é “quem” é judeu, e não “se” alguém pode tornar-se judeu.

Não há controvérsia quanto a isso atualmente. Uma pequena comunidade de judeus sírios decidiu não aceitar convertidos no momento, de modo a preservar sua unidade e possibilitar sua sobrevivência. Mas todas as outras comunidades, de um extremo a outro do espectro da população judaica mundial, aceita judeus “adequadamente” convertidos.

Na verdade, a discussão sobre a acolhida de convertidos por parte de Israel tem sido útil à comunidade judaica sob um outro aspecto. Tem ensinado, nas entrelinhas, que somente a partir da maneira que definirmos os convertidos seremos capazes de definir a nós mesmos enquanto judeus. Quando dizemos a você quem deve ser, estamos lhe dizendo quem somos. A crise na comunidade judaica é, na realidade, uma crise de auto-definição. Numa irônica distorção da história, os convertidos passaram a refletir a nossa identidade.

Você pode ficar desapontado ao tomar conhecimento de que a comunidade judaica não é unânime quanto ao protocolo da conversão e que, na verdade, são oferecidas várias rotas rumo à meta prometida. Este quadro pode parecer confuso e perturbador, mas retrata a pura e inflexível realidade. Você é bem-vindo, mas não por todos os caminhos.

Você precisa conhecer as opções que têm. Mas também deve compreender as conseqüências de cada uma delas. Se escolher a conversão pelo protocolo liberal, ela não será aceita pelos judeus tradicionalistas. É, portanto, obrigação moral do rabino mapear o terreno de modo que você possa saber de antemão aonde a estrada escolhida o levará. Este livro vai articular o processo histórico tradicional de conversão, que deu origem a outros processos praticados atualmente. O rabino que você escolher para conduzi-lo sentirá, sem dúvida, a mesma responsabilidade.

A escolha do caminho que o levará até o rebanho é, evidentemente, um direito seu e uma decisão exclusivamente pessoal. Deus o abençoa por suas nobres intenções e pelas qualidades que você traz consigo. Da mesma forma, se a maioria dos judeus, ou mesmo se alguns entre os judeus não puderem aceitar sua decisão por não ir de encontro às expectativas que alimentam em relação aos convertidos, entenda que isto é, evidentemente, um direito e uma decisão que lhes cabe. Também aqui, a liberdade é concedida, assim como o dever.

 III

Você deve compreender o que este livro não procura fazer. Ele não traz uma história sistemática ou cronológica das conversões, nem uma análise psicológica atualizada da motivação que leva à mudança de religião, ou uma tabela comparativa entre religiões concorrentes, ainda que mencione todos esses assuntos.

Este livro não foi planejado como um recurso de marketing da religião judaica e não tem, nem remotamente, o objetivo subliminar de persuadir gentios a abraçarem o judaísmo. Trata-se de um livro descritivo, sem conteúdo missionário. Nele, as convicções judaicas não são explicadas com o intuito de encorajar gentios à conversão, embora eu espere que a vitalidade e o élan do judaísmo brilhem ao longo das idéias apresentadas.

Este livro trata, originalmente, do processo de conversão tradicional. Busca desmistificar um antiquíssimo ritual, liberando-o de uma teia de conceitos errôneos popularmente difundidos; procura esclarecer questões que, à primeira vista, podem parecer obscuras ou irrelevantes, e lida ainda com a aplicação da lei tradicional nas situações contemporâneas.  

 

IV

 A GEOGRAFIA

A Parte I traz experiências de convertidos que passaram por todo o processo, narradas em primeira pessoa. Ao conhecer as alegrias que viveram e as dificuldades que enfrentaram, é possível que você encontre seus próprios sentimentos refletidos nos relatos. Talvez isto lhe permita sentir-se menos isolado e, talvez, as estratégias usadas por eles possam ser úteis também no seu caso.

A Parte II define o conceito e a estrutura da conversão – as solicitações que o judaísmo faz, os benefícios e restrições encontrados quando se passa a fazer parte do povo judeu, e o compromisso que você deve assumir para participar, como judeu, em conjunto com o povo judeu, da concretização dos propósitos do judaísmo.

A Parte III detalha o processo formal de conversão (o “protocolo”), e esclarece o significado e a relevância dos elementos que compõem este ritual praticado desde que as Tábuas da Lei foram entregues ao pé do Monte Sinai. Entre eles, estão a circuncisão, a imersão, o nome judaico que os convertidos devem passar a adotar, o conselho formado por três judeus observantes que têm o poder de autorizar ou negar a conversão, e outros.

A Parte IV, intitulada “RESPONSA”, versa sobre a lei judaica. Nela, são abordadas as dúvidas e problemas mais comuns enfrentados por convertidos. É explicado como a tradição judaica encara as questões referentes ao protocolo da conversão, quais são as leis de matrimônio específicas para convertidos e como famílias judias e de gentios devem interagir durante as respectivas comemorações religiosas.

A Parte V traz um apanhado geral daquilo que o candidato à conversão precisa saber para alcançar, no mínimo, uma compreensão básica do que é o judaísmo. Esta parte indica o caminho a ser trilhado em busca da luz, uma vez que foi dado o primeiro passo em direção à conversão. Inclui uma série de explicações básicas sobre crenças e práticas judaicas.

Intitulada “Bem-Vindo ao Lar: Estamos com as luzes acesas”, a Parte VI é endereçada a quem acaba de se converter e, também, a um cônjuge judeu que possa estar descontente. Talvez você se surpreenda ao saber que os convertidos estão, na realidade, retornando ao judaísmo.

A última parte do livro contém referências bibliográficas, textos complementares e índice remissivo.

·  ·  · 

Eu comecei este trabalho com certa apreensão por duas razões: as ambigüidades históricas que cercam o tema da conversão e as paixões suscitadas em âmbito público por meus colegas quanto à sua aplicação no mundo de hoje.

O que tentei fazer, ainda que um pouco hesitante, foi iluminar o caminho para aqueles que desejam se tornar filhos de Abrahão. Esta é minha obrigação como um de seus descendentes.

 

Maurice Lamm
Palm Springs, Califórnia
Janeiro de 1991
Shevat, 5751

Maurice Lamm é o autor de Jewish Way in Death and Mourning, Jewish Way in Love and Marriage e The Power of Hope. Ele escreveu e lecionou incessantemente sobre a ética na guerra e na paz, e sobre questões religiosas no âmbito de sanatórios e doentes terminais.

O Rabino Lamm ocupou uma cátedra no Curso Profissionalizante de Rabinos no Seminário Rabínico da Yeshiva University de Nova York e é presidente do National Institute for Jewish Hospice. Foi rabino-sênior da Beth Jacob Congregation, em Beverly Hills, da faculdade do Stern College for Women, e diretor de Campo dos Capelães Militares do National Jewish Welfare Board.

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