Jardim das Almas
  • Jardim das Almas

  • Ensinamentos do Rebe Nachman de Breslav sobre o sofrimento
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  • Páginas: 128

  • Jardim das Almas é uma das mais belas e aclamadas lições do Rebe Nachman de Breslav (1722-1810). Seus ensinamentos advêm do sofrimento do próprio Rebe - em consequência da trágica perda de seu filho ainda bebê - e oferece orientação e conforto para lidar com a dor e o sofrimento em nossas próprias vidas e daqueles que nos cercam.
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Jardim das Almas é uma das mais belas e aclamadas lições do Rebe Nachman de Breslav (1722-1810). Seus ensinamentos advêm do sofrimento do próprio Rebe - em consequência da trágica perda de seu filho ainda bebê - e oferece orientação e conforto para lidar com a dor e o sofrimento em nossas próprias vidas e daqueles que nos cercam.

Por que nós normalmente fechamos os olhos nos momentos de dor? Esse reflexo físico demonstra um anseio espiritual de transcender o sofrimento, focando nosso olhar interno no objetivo final desta vida. É a crença na bondade Divina que torna possível encontrar significado nos testes deste mundo, superar as adversidades e transformá-las em experiências capazes de nos elevar e alcançar uma alegria profunda. Esta edição traz ainda outros ensinamentos relacionados ao tema e preces elaboradas por esse grande conhecedor da alma humana.
Índice

Prefácio 
A erva amarga
1 - Uma Questão de Fé
2 - A Visão da Torá sobre o Sofrimento
3 - Um Ensinamento Nascido das Lágrimas
4 - Jardim das Almas
5 - Insights
6 - Outros Ensinamentos
7 - Preces

*   *   *

Excertos

Capítulo 5: Insights

1

É somente fechando nossos olhos 
completamente para esse mundo e 
olhando para o propósito eterno e final que podemos anular todo o sofrimento 
e chegar a uma oração perfeita.

Os rabinos nos ensinaram a dizer que “Tudo o que o Misericordioso faz é para o bem”. Mas, se tudo o que Deus faz com um indivíduo é para o bem dele, e se a dor e o sofrimento são grandes favores que o ajudam a alcançar a vida eterna, então por que somos ordenados a rezar quando estamos com problemas?
Certamente tudo o que Deus faz com uma pessoa é para o bem, mas mesmo assim deve-se rezar e implorar a Ele por alívio do sofrimento. Para entender o por quê, primeiro devemos reconhecer que o principal objetivo da criação do mundo é o homem, a quem foi dado o livre-arbítrio. Deus colocou tudo em nossas mãos, para que nós mesmos fizéssemos os recipientes por meio dos quais o amor Divino e suas bênçãos pudessem afluir para este mundo.
Um recipiente é utilizado para guardar algo e passar adiante para outra pessoa. Na literatura cabalista, os ensinamentos de Torá, as orações, as mitsvót e as boas ações são denominadas recipientes – canais limitados pelos quais a Luz Infinita de Deus pode ser revelada neste mundo. Enquanto nós não prepararmos esses recipientes aqui embaixo, a bondade Divina não pode afluir de cima até nós, pois, nesse caso, ela viria em excesso – assim como o óleo que, em demasia, apaga uma lâmpada. A bondade se tornaria então severidade, Deus nos livre.
Os recipientes para receber a bondade de Deus são preparados por meio do estudo da Torá e da reza, especialmente a reza. Assim, antes da criação do homem, “toda planta do campo antes que houvesse na terra e toda erva do campo antes que germinasse, porque não tinha feito chover o Eterno Deus sobre a terra e o homem não existia para cultivar a terra.” (Gênesis 2:5) Rashi explica que o homem ainda não estava lá para rezar [por chuvas] – as suas orações eram necessárias para iniciar a corrente de bênção Divina. 
Assim, antes da oração de uma pessoa, tudo o que lhe acontece, mesmo o sofrimento, é para seu bem. O sofrimento pelo qual ela passa é, na verdade, uma expressão do amor de Deus, já que, dado o comportamento mundano do homem, não há outra maneira da bênção e da vida descerem até ele em seu estágio de desenvolvimento. Se fôssemos abençoados com bondade pura e sem limites, a luz seria excessiva e faria mais mal do que bem.
Por meio da reza, nós adoçamos os julgamentos Divinos que restringem o fluxo de bondade e preparamos os recipientes por meio dos quais poderemos receber a bondade de Deus. Então somos capazes de anular os julgamentos severos, já que passamos a ter os recipientes para receber a bondade infinita de Deus sem termos que passar por sofrimentos.
Para prepararmos os recipientes, o primeiro estágio é elevar nossos olhos para o objetivo final, onde tudo é bom, e fazer de todas as nossas rezas uma unidade. É somente depois de nos cercarmos de bitul diante do propósito final, de sabermos e acreditarmos que tudo é para o bem, que podemos rezar para tudo aquilo que precisamos. A razão disso é que os recipientes com os quais recebemos as inúmeras bênçãos de Deus – filhos, saúde, riqueza, etc –, na verdade, são formados a partir da luz do resquício da experiência de bitul que permanece depois do retorno ao estado normal de consciência. Se tivermos preparados os recipientes com os quais receberemos a bondade e bênção de Deus, dali em diante tudo é para o bem. 
É isso que o Rebe Nachman quer dizer quando afirma que, depois de retornarmos do estado de bitul, saciamos a sede da alma causada pelo sofrimento por meio da Torá que recebemos desse resquício. E, na verdade, essa Torá vem até nós por meio da oração. Esse é o ponto mencionado diversas vezes pelo Rebe – cf. Licutê Moharan I:8 e I:19 – e que também é evidente aqui. O Rebe fala primeiramente sobre como transformar as orações em uma unidade por meio da contemplação da meta final, e depois conclui que é por meio dessa contemplação que adquirimos a Torá do resquício de bitul. 
O fato é que a reza e o entendimento da Torá são dependentes um do outro. Nós nos conectamos ao resquício do bitul por meio da oração. E, assim, nós trazemos das alturas a fonte de luz que depois se expande dentro de nós na forma de um entendimento profundo da Torá e com o qual amenizamos nosso sofrimento. Pois é por meio da oração e da Torá que criamos os recipientes com os quais recebemos o influxo de bênçãos de Deus – para o bem, a eternidade e a vida, e não para o mal e para a morte.
Nós somente podemos aprender como rezar por meio dos verdadeiros tsadikim. Do mesmo modo, nossos sábios disseram que qualquer pessoa que tenha alguém doente em casa deve ir a um tsadic. (Talmud, Tratado Baba Batra 116a) O motivo dessa orientação é que só um verdadeiro tsadic – o “mestre do campo” mencionado no ensinamento – sabe como olhar dentro da alma de cada um e ver quão distante o indivíduo se encontra da meta final, até que ponto a sua oração ainda não se consolidou em unidade e o que é necessário fazer para trazê-lo até o objetivo final. 

2

Quando alguém passa por uma dor 
muito forte, seu reflexo natural 
é fechar seus olhos firmemente.

Fechar os olhos no momento de dor é algo temporário e somente um dos aspectos de bitul. É preciso um grande mérito para ser capaz de alcançar um verdadeiro bitul por meio do sofrimento. O Rebe ressalta isso quando afirma que um maior entendimento de Torá é sinal de que o indivíduo soube lidar com seus sofrimentos de maneira apropriada. Daqui pode-se entender que nem todos alcançam um bitul completo por meio do sofrimento, somente os tsadikim e os indivíduos puros. É necessário ser muito forte e persistente e implorar que Deus o ajude a se entregar a Ele por meio do sofrimento.

*   *   *

Capítulo 7: Preces

Ajuda-nos a escapar 
de nosso sofrimento

Santíssimo! Por favor, afaste-me dos problemas e sofrimentos e esteja constantemente comigo em todas as ocasiões. E, caso a Tua justiça e bondade Divinas exijam que me envies sofrimentos, auxilia-me ao mesmo tempo, concedendo-me força e compreensão para olhar para o propósito benéfico do sofrimento. Permita-me unir-me totalmente e genuinamente a Ti no momento de dor, bem como anular-me e fechar totalmente meus olhos para os desejos deste mundo, até que eu consiga ver à distância e avistar o verdadeiro objetivo, o objetivo eterno. Permita que o sofrimento traga-me essa visão e, com isso, faça com que ele desapareça completamente.
Deus Misericordioso, o Senhor conhece a dor do meu coração e da minha alma. Tu sabes o quanto eu pequei com os meus olhos – meus olhos físicos, e os olhos do meu intelecto. Eu olhei para coisas proibidas e causei grande dano aos meus olhos. E tudo isso causou enorme perda à minha alma. Permiti que os piores pensamentos adentrassem minha mente, e deixei-me levar para bem longe dos limites da santidade – em todas as direções. Eu me aprofundei em assuntos muito superiores ao meu nível enquanto, ao mesmo tempo, admiti que os pensamentos e sentimentos mais vis adentrassem em minha mente. Pelo canto dos meus olhos olhei muito além dos limites da santidade. E, mais uma vez, e de novo, eu parei deliberadamente de pensar em Ti e na Tua sagrada Torá. Fiz isso centenas e centenas e centenas de incontáveis vezes, o hábito passou a ser minha segunda natureza.


Salva-me de mim mesmo!

Minha mente e minha alma estão muito comprometidas, pois perdi o poder da fala santificada. Considero impossível dirigir-me a Ti, não sei como apresentar minhas preces diante de Ti. E eu ainda não me arrependi totalmente dessas minhas falhas. Estou tão fraco espiritualmente que não encontro nenhum caminho de volta até Ti. Sinto-me tão distante de Ti, e minha mente encontra-se tão confusa! Sou perseguido por dentro e por fora – por mim mesmo e por todos os meus inimigos e adversários, tanto material quanto espiritualmente, incontáveis inimigos –, e por todo tipo de pessoa: tsadikim, pessoas comuns e pessoas más. “Ó Eterno, tão numerosos são meus adversários! Tantos são os que se levantam contra mim!” (Salmos 3:2)
Tenha pena de mim, um simples verme que sou! Sou tão falho e corrompido! Não há figura adequada para descrever todas as minhas falhas e culpas, a fraqueza de minhas mãos, a confusão de minha mente, a dor de meu coração, a aflição de minha alma e o terrível sofrimento físico e espiritual pelo qual estou passando. 
Tu nos advertiste a fechar completamente os olhos para este mundo, mas nós nos rebelamos e fomos ao extremo oposto: desperdiçamos todo o nosso tempo atrás do vazio e do orgulho deste mundo inferior. Não temos descanso de dia, e mesmo pela noite nunca paramos de pensar nos assuntos terrenos. Habituamos-nos a usar nossas mentes somente para pensar em como nos sustentar e para perseguir as vaidades mundanas deste mundo – gratificações materiais, status, e outros desejos. Deixamos de lado o verdadeiro objetivo da vida e nossos hábitos se tornaram tão ingratos que mesmo quando desejamos pensar naquilo que nos acontecerá no final, quando queremos contemplar o verdadeiro propósito da vida, achamos impossível fazê-lo. Não conseguimos focar nossas mentes na verdadeira finalidade nem mesmo por um momento. Mesmo quando tentamos estudar Torá e rezar, nossos pensamentos voam em todas as direções, e nos distraímos completamente com preocupações externas. 

Prefácio

O Rebe Nachman disse certa vez: 
Todos dizem que existem dois mundos: este mundo e o Mundo Vindouro. Nós acreditamos no Mundo Vindouro. Pode ser que este mundo também exista em algum lugar. Mas onde? Aqui? Se considerássemos os sofrimentos pelo qual passamos o tempo todo, isso aqui iria parecer o guehinam (“purgatório”).                  
Licutê Moharan II:119

A dor e o sofrimento nos acompanham de diferentes formas. Além dos nossos próprios desafios e os daqueles que estão ao nosso redor, toda a nossa geração ainda vive sob a sombra do Holocausto, um acontecimento que ainda gera uma série de perguntas desconcertantes e dolorosas. Para muitas pessoas, o sofrimento é um grande obstáculo para a fé. Elas dizem: “Como Deus pôde deixar isso acontecer? Se isso aconteceu, como pode existir um Deus?”
O próprio Rebe Nachman sofreu intensamente durante a maior parte de sua vida. Ele teve que confrontar perguntas difíceis. Mas ele não tinha medo delas porque, como ele mesmo disse, “eu sou aquele que sabe o que responder para um cético”. (Tsadic 418)
Qual é o significado de um destacado sábio da Torá e tsadic (pessoa justa) afirmar que este mundo de sofrimentos é um guehinam? Na verdade, essa é uma mensagem de esperança. O guehinam é um conceito impressionante, e ainda assim é parte da Criação de Deus. É o lugar para o qual as almas decaídas são mandadas – não para serem atormentadas de maneira vingativa e sem propósito, mas, sim, para serem purificadas e para que elas também possam se elevar e receber a bondade Divina.
Fé e esperança são os princípios fundamentais do capítulo central deste livro: a bela lição chamada de “Jardim das Almas” (Licutê Moharan I:65). Escrito a partir do seu próprio sofrimento, provocado pela perda de seu filho Shlomo Efraim ainda bebê, este livro oferece orientação e conforto para lidar com a dor e o sofrimento. O ponto crucial que daqui emerge é que o sofrimento nos é enviado com o objetivo de nos aproximar de Deus. Quando acreditamos e reconhecemos isso firmemente, é possível encontrar maneiras de utilizar a própria dor e as adversidades para nos aproximar do objetivo final nesta vida.
Também estão aqui incluídos outros ensinamentos do Rebe Nachman sobre temas análogos e algumas preces escritas por seu aluno mais próximo, o Rabino Natan – pois aquilo que mais precisamos fazer quando estamos confusos, desnorteados e diante da dor e do sofrimento é voltar-se a Deus e rezar.
Devido à grande distância existente entre o mundo de hoje e a fé, mesmo os fundamentos da Torá sobre dor e sofrimento soam estranhos a muitas pessoas. Assim, inserimos no início do livro o capítulo “Uma questão de fé”, que apresenta uma síntese de algumas das ideias centrais que sustentam o ponto de vista da Torá. Para aqueles interessados em maiores detalhes, o capítulo intitulado “A visão da Torá sobre o sofrimento” contém trechos do livro Derech Hashem (O Caminho de Deus), escrito pelo Rabino Moshe Chaim Luzzatto (o Ramchal), anotado pelo Rabino Aryeh Kaplan e reproduzido mediante autorização da Editora Maayanot, que o publicou em português. O Ramchal foi um brilhante sistematizador do pensamento judaico e os trechos aqui citados são a essência dos ensinamentos clássicos da Torá sobre esse assunto. 
Os ensinamentos do Rebe Nachman em Jardim das Almas estão repletos de esperança e anseio pela vinda do Mashíach (Messias), que em breve nos trará conforto, e por todo o bem que Deus nos reserva no futuro. É minha súplica que sejamos testemunhas da vinda do Mashíach em nossos dias e que logo vejamos como Deus “afastará a morte para sempre e enxugará as lágrimas de todas as faces”. (Isaías 25:8)

Avraham Greenbaum
Jerusalém, Menachem Av 5749
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