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Quem Somos

EDITORA E LIVRARIA SÊFER
A Livraria Judaica do Brasil

Alameda Barros, 735    CEP 01232-001    São Paulo    SP
(próximo à estação Marechal Deodoro do metrô) (near Marechal Deodoro subway station, Red Line)

tel. 11 3826-1366
fax 11 3826-4508

sefer@sefer.com.br

Aberta de 2ª a 5ª, das 9 às 19h;
6ª e véspera de feriados judaicos, das 9 às 16h.

(Open Mondays – Thursdays, from 9 am. until 7 pm.
Fridays and Jewish Holiday's eve, from 9 am. until 4 pm.)




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Visita Virtual pela Livraria Sêfer 
Virtual Tour of Sêfer Bookstore and Judaica




Veja mais:



Assista as matérias sobre a inauguração oficial da Livraria Sêfer.

Programa Le Haim / parte 1

Programa Le Haim / parte 2

Programa Le Haim / parte 3

Assista a uma entrevista com Jairo Fridlin para a TV Menorá em março de 2011.

Menorah na TV 11-03-2011 - Jairo Fridlin




Entrar na Sêfer, a única livraria especializada em temática judaica do Brasil, é um pouco como abrir a caixa de um tesouro. Situada agora num prédio recém-construído no bairro de Higienópolis, em São Paulo, a Sêfer conta com um acervo de mais de 1.000 títulos em quatro idiomas (português, inglês, espanhol e hebraico), sobre os mais diversos assuntos que compôem o universo judaico, de obras religiosas a livros de ficção.

Além dos livros, a Sêfer oferece CDs e DVDs de música em hebraico e yidish nos mais variados gêneros, desde litúrgicos até música popular israelense.

E não pára por aí: dispõe de uma série de artigos judaicos, de talit e tefilin a cartões de ano novo, de mezuzá a taças de vinho.

A Sêfer nasceu em 1993, como uma pequena editora. Suas primeiras obras, que mantém-se até hoje como carros-chefe, colocaram os livros de oração ao alcance de milhares de judeus brasileiros que, por alguma razão, não lêem em hebraico. Através da transliteração - a pronúncia fonética das palavras que acompanha o texto original - e da tradução para o português, as rezas passaram a ser acompanhadas por todos, sem nenhuma dificuldade.

A loja da alameda Barros 735 - com estacionamento - vem se tornando uma autêntica livraria e ponto de encontro da comunidade. Jairo Fridlin, autor do sonho tornado realidade, não tem mais parado de editar novos títulos a cada ano, tornando acessíveis a centenas de milhares de brasileiros, judeus e não-judeus, os tesouros e a história do povo de Israel.

Quem não tem tempo também pode ir à Sêfer acessando esta nossa livraria virtual, que já atendeu mais de 50.000 pedidos e é auditada pela e-bit, que divulga na internet o nível de satisfação dos clientes atendidos.

Os clientes que compram na loja virtual da Sêfer ou através do Televendas recebem com rapidez os produtos em seus lares, o que confirma o lema de "O judaísmo mais perto de você" e transformou a Sêfer na livraria judaica do Brasil.


 Entrevista com o Prof. Jairo Fridlin publicada no jornal TRIBUNA JUDAICA

(Edição de 2 a 16 de abril de 2003)

TJ - Conte-nos um pouco de sua infância e juventude. Onde estudou? De onde vieram seus pais ou avós? Movimento Juvenil? etc..

Nasci e cresci em Santo André (SP) num lar judaico tradicional. Meu pai, Hersz, veio para o Brasil em 1933, da Polônia (Volínia); minha mãe, Bertha, já nasceu em Niterói (RJ) - seu pai veio da Rússia e sua mãe de Tsfat. Uma curiosidade: meu avô paterno Chaim veio de navio para o Brasil junto com o senhor Isaac, pai do meu futuro sogro, Abrahão Lindenbojm, ambos do shteitel de Rozyszcze, e acabaram se estabelecendo em Santo André. Tenho 3 irmãos: Paula e Sergio, que moram em Israel, e Vitor, em São Paulo. Sou casado com a Sheila e temos um casal de filhos: a Ilana e o Amir.
Aos 12 anos ingressei na Yeshiva de Petrópolis e fui aluno do Rabino Binjamini, uma das figuras mais importantes da minha vida. Depois, fui a Israel estudar na Yeshivat Netiv Meir, do Bnei Akiva, onde conclui o exame de Bagrut. Voltei para o Brasil em 1982, com muita vontade de retribuir - pois fui bolsista em boa parte dos meus anos de estudo - e dividir um pouco do que tive o privilégio de aprender, e aqui estou, ainda tentando.

TJ - Como surgiu a idéia de abrir uma editora somente de assuntos judaicos?

Quando voltei para Santo André, comecei a dar aulas na escola judaica local (Externato Oswaldo Aranha) e a reunir jovens e adultos para aprender a rezar na sinagoga. Resistências à parte - aquele famoso e desgasgante "conflito de gerações" -, desenvolvi um trabalho interessante de reaproximação entre a comunidade e a sinagoga. Mas como poucos adultos sabiam ler em hebraico, comecei a transliterar as rezas. E funcionou: a participação ativa gerou motivação e interesse, e conseguimos fazer a sinagoga renascer. No princípio, com a apoio dos meus pais, fiz um livrinho para Cabalat Shabat, depois veio o "Guia para as Grandes Festas", depois era hora de lançar um "Sidur de Shabat e Iom Tov" e um "Sidur da Semana", que hoje tornaram-se o "Sidur Completo". Em 1991 vieram os Machzorim para as Grandes Festas, e a coisa já estava tomando volume. Em 1993 abrimos a Livraria Sêfer para poder continuar o trabalho de distribuição dos meus livros e para resgatar das prateleiras esquecidas das livrarias os muitos títulos judaicos já publicados, mas que estavam relegados e sem nenhum destaque. Ampliamos o trabalho de mala-direta que antes era feito a partir do apartamento da minha sogra, Rachel, e demos um caráter mais profissional à venda e divulgação de títulos judaicos de várias editoras. Com o tempo, ampliamos a oferta com produtos que fazem parte do cotidiano judaico - mezuzá, kipá, talit etc.

TJ - Dez anos depois, quais as maiores dificuldades e os maiores prazeres que você enfrentou com a editora e livraria?

Não é fácil editar livros, ainda mais quando destinados a uma pequena parcela da população, no caso, o público judaico. Tive muito apoio institucional no início, mas também uma enorme resistência por parte de pessoas que não viam necessidade na democratização do conhecimento, como se ele pertencesse a alguns poucos. Alguns líderes compraram esta briga junto comigo, como o Sr. Leon Feffer Z"L, o Dr. José Knoplich (ex-presidente da Fisesp), o Sr. Marcos Zlotnik Z"L e o Sr. Marcelo Kochen (Chevra Kadisha), para citar apenas alguns. Parece que valeu a pena. Nossos livros de reza, Salmos e Hagadá de Pêssach estão presentes em quase todas as sinagogas, lares e escolas do Brasil, contribuindo para o fortalecimento da identidade judaica da comunidade. Esta é a minha maior alegria, junto ao sentimento de estar cumprindo aquilo a que me propus fazer.

TJ - Quais os produtos que mais saem? Que tipo de pessoas frequentam a livraria?

O "Sidur" e o "Machzor" Completos são os livros mais vendidos, mas a "Torá - A Lei de Moisés" que lançamos recentemente vai muito bem. Vários livros já estão na segunda edição: o "Livro Judaico dos Porquês", a "Enciclopédia do Humor Judaico", a "Ética do Sinai", o "Dicionário Português-Hebraico", o "Sidurzinho para Crianças", os "Salmos", o "Manual de Conversação em Hebraico" e a nossa "Hagadá de Pêssach". Atingimos hoje boa parte da comunidade judaica brasileira e somos uma referência para as livrarias evangélicas, que também vendem nossos livros. O público não judaico busca na Sêfer, além de livros básicos sobre o judaísmo, artigos judaicos, como a bandeira de Israel, chaveirinhos, Shofar ("as trombetas") e enfeites em geral. Todos - judeus e não-judeus - são muito bem recebidos na Sêfer, sem qualquer distinção.

TJ - Como você vê o mercado editorial brasileiro? Foi muito afetado pela crise?

É um mercado complicado. Enquanto as megalivrarias crescem, muitas das pequenas fecham suas portas... A Sêfer se enquadra na categoria das livrarias especializadas e luta bastante para superar os efeitos da crise econômica. Graças ao apoio de pessoas, que vêem nos livros a melhor forma de transmitir os ensinamentos judaicos às novas gerações, estamos editando muitos títulos novos, com destaque para os clássicos da filosofia judaica, como "O Caminho dos Justos", "Os Deveres do Coração", "19 Cartas sobre Judaísmo", o "Cuzarí", o "Guia dos Perplexos" etc. Isto nos permitiu romper barreiras e estar presente nas prateleiras das grandes redes de livrarias. Outro fator importante é que, hoje em dia, cada vez mais famílias judias optam por oferecerer um livro como brinde aos seus convidados em ocasiões festivas como Bar e Bat Mitsva, casamento etc, prestando assim um serviço de valor inestimável a toda a comunidade. Graças a isto, pudemos publicar obras como "Reflexões sobre a Torá", "Este é o meu D'us" e "Uma Letra da Torá".

TJ - Você deve ser muito procurado por pessoas que buscam a conversão. Como você as encaminha?

Uma das formas de atuação de um editor é lançar livros que discutam temas pungentes. Lancei em 1999 a obra "Bem-Vindo ao Judaísmo - Retorno e Conversão" do rabino ortodoxo Maurice Lamm justamente para subsidiar a discussão sobre este tema. Ele mereceria mais atenção por parte das lideranças comunitárias. No entanto, elas preferem se omitir. Este assunto envolve a análise corajosa de decisões estratégicas e educacionais tomadas no passado e suas conseqüências hoje na comunidade. Na minha opinião, houve erros que precisam ser corrigidos, mas, antes de mais nada, é preciso reconhecê-los, para que se possa aparar as distorções e garantir nossa continuidade como povo. Mas que fique claro: não sou contra a conversão nem ao retorno dos descendentes de marranos; só acho que ela deve seguir critérios honestos e iguais para todos, e ser pautada pela observância da Halachá (Lei Judaica) e estar subordinada à autoridade incontestável do Rabinato Chefe de Israel.

TJ - Como você analisa o atual momento político do Oriente Médio? Você ainda acredita em uma paz negociada?

Aprendi a acreditar na realidade dos fatos e não sucumbir aos devaneios da imaginação... Quando leio nos jornais e ouço na TV o que os líderes árabes pensam e falam sobre os judeus e Israel sem o menor constrangimento, e quando vejo uma manifestação de árabes raivosos descendo a Rua Pde. João Manoel com cartazes de "Judeus matam criancinhas" - não consigo me convencer de que essas pessoas, algum dia, vão aceitar a existência do Estado de Israel em parte alguma do Oriente Médio, e muito menos que os judeus serão os que vão definir o tamanho e o poder de um novo e eventual Estado árabe ao seu lado. Eles já deixaram muito claro que não nos querem lá, e usam a questão palestina apenas como o catalisador de seu ódio não dissimulado contra os judeus e o Ocidente. Se realmente fosse intenção deles constituir um Estado palestino, já poderiam tê-lo feito no passado recente em várias ocasiões. A essa altura do campeonato, negar o conflito de civilizações é tapar o sol com a peneira; acreditar na viabilidade de um minúsculo Estado Palestino na Judéia, Samaria e Gaza é utopia e uma ofensa aos árabes e aos milhões de quilômetros quadrados de terra que possuem.
Enquanto isso, nós saímos às ruas com faixas de "Paz e Amor" e não ousamos responder, no mesmo tom, as virulentas e infundadas alegações árabes que a mídia ajuda a disseminar às custas da satanização dos judeus, e que a esquerda, ideologicamente órfã e desnorteada, endossa e legitima de forma incoerente, como que "para agradar a torcida" e se mostrar "civilizada" e "politicamente correta". Vaidade e insensatez, como bem diria o rei Salomão.
Prefiro acreditar e defender a integridade de Israel - a tríade povo, cultura e Estado - e nossa justa causa, do que rastejar e nos humilhar atrás de migalhas de paz ilusórias, o que é encarado pelo inimigo como demonstração de fraqueza e incerteza quanto aos ideais do sionismo e ao nosso direito Divino, histórico e legal a um lar nacional judaico na Terra de Israel. Parafraseando Golda Meir, quando eles quiserem falar sério sobre paz, aí sim ofereceremos em troca... a nossa paz!

 

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