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  • Conselhos Extraordinários

Conselhos Extraordinários

Autor: Eliezer Papo
Editora: Sêfer
SKU: 3483
Avaliação geral:

O Rabino Eliezer Papo nos abençoa com sábios conselhos de ordem prática que se aplicam a todas as situações cotidianas e relacionamentos interpessoais. Profundo conhecedor da natureza humana, suas falhas e fraquezas, virtudes e potencial, o Rabino Papo tem o dom de falar à mente e ao coração, às pessoas simples e aos estudiosos. Suas palavras são impregnadas de amor e sua grande aspiração era que ele pudesse ser lido pelo maior número de pessoas.

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Disponibilidade: Imediata

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Descrição

Conselhos Extraordinários (Péle Ioêts) é um dos mais aclamados livros de Mussar, a Ética judaica, publicados até hoje.
Fiel ao título deste seu maravilhoso trabalho, o Rabino Eliezer Papo (1785-1828) nos abençoa com sábios conselhos de ordem prática que se aplicam a todas as situações cotidianas e relacionamentos interpessoais. Seus ensinamentos vêm da Torá, fonte primária, e de todas as suas ramificações - o Talmud, o Midrash, a Halachá, a Agadá, a Cabalá e o Chassidismo.
Profundo conhecedor da natureza humana, suas falhas e fraquezas, virtudes e potencial, o Rabino Papo tem o dom de falar à mente e ao coração, às pessoas simples e aos estudiosos. Suas palavras são impregnadas de amor e sua grande aspiração era que Conselhos Extraordinários pudesse ser lido pelo maior número de pessoas.
Que tão caro anseio seja atendido também nesta tradução inédita para o português.

Edição 2015 - encadernação: brochura. Capa mole sem orelha.

Índice e trechos

Índice

Introdução à Edição Brasileira

Introdução à Edição em Inglês

Apresentação

Índice Remissivo

 

amor a deus

amor próprio

amor pelos filhos

amor conjugal

amor aos eruditos da

torá e aos justos

amizade

luto

fé 

alimentação

verdade

terra de israel

responder amen

irmãos

união

epicurista

profissão

coletânea

hóspedes

fraude

 

bênçãos

sinagoga

casa de estudos

humilhação

filho

filha

ócio

pranto

edificação

fugir

jovem

carne

comunicação

animais

primícias

arbítrio

coração puro

 

arrogância

roubo

furto

coragem

exílio

estrangeiro

grandeza

cerca

gentio

regozijo

corpo

corte de cabelo

texto

reprimenda

 

apego a deus

estrada

boas maneiras

compreensão

fala

sermões

mover os lábios dos anciãos

leis

impressão

domicílio

preocupação

palavras dos sábios

pregador

 

 

louvação

embaraço

caminhar

severidade

reclusão

preparação

confiança

admitir

ornamento

madrugar

salvamento

conformidade

prazer

liderança

homilética

despertar espiritual

ensino da lei

acender as velas

falar a verdade

esquecimento

agressão física

vestir os necessitados

empréstimo

halachá, a lei judaica

compatibilidade

abdicação

confissão

assembléia

 

recordação

licenciosidade

cautela

rapidez

mérito

zôhar

menosprezo

zemirot

ancião

memorandos

 

adulação

fraqueza

sonhos

cobiça

encorajamento

educação

grupo social

companheiros

vida

sabedoria

profanação

enfermo

benevolência

suspeita

devoção

fermento

cálculos

importância

suspeito

noivo

dívida

deficiência

dias intermediários

destruição do templo

graça

 

razão das mitsvót

natureza

esforço

argumentos

erro

pureza

 

temor

conhecimento

inclinação

vantagem

descida

desespero

vinho

infância

fundação

conselheiro

beleza

sentar-se para estudar

pretensão

retidão

castigos

dias festivos

paz de espírito

 

honrar os pais

honrar os sábios

honrar o próximo

ira

intenção

honra

dia da expiação

compulsão

cohen (sacerdote)

resignação

dinheiro

apelido

escrita

mesquinhez

princípios gerais (1)

princípios gerais (2)

 

estudo

coração

mexerico

estudo pelo estudo

idiomas

vestimenta

 

governo

reverência

satisfação

mandamentos

benfeitor

pressa versus cautela

dízimo

ética

reflexão

costume

qualidades morais

contenda

primor

justiça e lei

doação

autoridade

circuncisão

venda

dirigente

prece vespertina

doçura

professores

morte

 

 

alento

generosidade

vingança

abluir as mãos

linguajar vil

limpeza

fidelidade

ciclo menstrual

juramentos

milagre

teste

alma

mulheres

súplicas

maravilhas

velas de shabat e chanucá

 

paciência

sucá

limites

segredos

livro

advocacia

preces penitenciais

ceia

dúvida

recusa

discrição

contentamento

serviço divino

humildade

riqueza

análise

preguiça

tristeza

ousadia

empenho

transgressão

ajuda

deleite

punição

conselho

avalista

pobreza

mau-olhado

testemunho

shavuót

 

procriação

purim

pêssach

sustento

medo

porções semanais da torá

redenção

 

caridade

clamor

testamento

pudor

franjas

sofrimento

infortúnio

imagem

expectativa

público

 

santidade

levantar-se

leitura

inveja

maldição

tradição

tempo fixo

parentes

sepultamento

sacrifícios

recitar o “shemá”

voz

 

compaixão

visão

persecução

correr

juros

rosh hashaná

multidão

hábito

canto de alegria

cura

médico

lavar-se

mestres

boa-vontade

guia

 

paz

ódio

shabat

sono

falsidade

auto-anulação

juras

nome dos céus

diligência

vizinho

canção

condutor das preces

zelo

riso

ouvir

louvor

pecar sem intenção

juízes e policiais

abate ritual

servente

salário

recompensa

bom nome

proporção

autoridade

emprestar

 

tefilín (filactérios)

torá

fé plena

pupilos

jejum

arrependimento

repreensão

retificação

estratagemas

eruditos da torá

salmos

tocador de shofar

nono dia de av

salvação

Índice

Introdução à Edição Brasileira

Introdução à Edição em Inglês

Apresentação

Índice Remissivo

 

amor a deus

amor próprio

amor pelos filhos

amor conjugal

amor aos eruditos da

torá e aos justos

amizade

luto

fé 

alimentação

verdade

terra de israel

responder amen

irmãos

união

epicurista

profissão

coletânea

hóspedes

fraude

 

bênçãos

sinagoga

casa de estudos

humilhação

filho

filha

ócio

pranto

edificação

fugir

jovem

carne

comunicação

animais

primícias

arbítrio

coração puro

 

arrogância

roubo

furto

coragem

exílio

estrangeiro

grandeza

cerca

gentio

regozijo

corpo

corte de cabelo

texto

reprimenda

 

apego a deus

estrada

boas maneiras

compreensão

fala

sermões

mover os lábios dos anciãos

leis

impressão

domicílio

preocupação

palavras dos sábios

pregador

 

 

louvação

embaraço

caminhar

severidade

reclusão

preparação

confiança

admitir

ornamento

madrugar

salvamento

conformidade

prazer

liderança

homilética

despertar espiritual

ensino da lei

acender as velas

falar a verdade

esquecimento

agressão física

vestir os necessitados

empréstimo

halachá, a lei judaica

compatibilidade

abdicação

confissão

assembléia

 

recordação

licenciosidade

cautela

rapidez

mérito

zôhar

menosprezo

zemirot

ancião

memorandos

 

adulação

fraqueza

sonhos

cobiça

encorajamento

educação

grupo social

companheiros

vida

sabedoria

profanação

enfermo

benevolência

suspeita

devoção

fermento

cálculos

importância

suspeito

noivo

dívida

deficiência

dias intermediários

destruição do templo

graça

 

razão das mitsvót

natureza

esforço

argumentos

erro

pureza

 

temor

conhecimento

inclinação

vantagem

descida

desespero

vinho

infância

fundação

conselheiro

beleza

sentar-se para estudar

pretensão

retidão

castigos

dias festivos

paz de espírito

 

honrar os pais

honrar os sábios

honrar o próximo

ira

intenção

honra

dia da expiação

compulsão

cohen (sacerdote)

resignação

dinheiro

apelido

escrita

mesquinhez

princípios gerais (1)

princípios gerais (2)

 

estudo

coração

mexerico

estudo pelo estudo

idiomas

vestimenta

 

governo

reverência

satisfação

mandamentos

benfeitor

pressa versus cautela

dízimo

ética

reflexão

costume

qualidades morais

contenda

primor

justiça e lei

doação

autoridade

circuncisão

venda

dirigente

prece vespertina

doçura

professores

morte

 

 

alento

generosidade

vingança

abluir as mãos

linguajar vil

limpeza

fidelidade

ciclo menstrual

juramentos

milagre

teste

alma

mulheres

súplicas

maravilhas

velas de shabat e chanucá

 

paciência

sucá

limites

segredos

livro

advocacia

preces penitenciais

ceia

dúvida

recusa

discrição

contentamento

serviço divino

humildade

riqueza

análise

preguiça

tristeza

ousadia

empenho

transgressão

ajuda

deleite

punição

conselho

avalista

pobreza

mau-olhado

testemunho

shavuót

 

procriação

purim

pêssach

sustento

medo

porções semanais da torá

redenção

 

caridade

clamor

testamento

pudor

franjas

sofrimento

infortúnio

imagem

expectativa

público

 

santidade

levantar-se

leitura

inveja

maldição

tradição

tempo fixo

parentes

sepultamento

sacrifícios

recitar o “shemá”

voz

 

compaixão

visão

persecução

correr

juros

rosh hashaná

multidão

hábito

canto de alegria

cura

médico

lavar-se

mestres

boa-vontade

guia

 

paz

ódio

shabat

sono

falsidade

auto-anulação

juras

nome dos céus

diligência

vizinho

canção

condutor das preces

zelo

riso

ouvir

louvor

pecar sem intenção

juízes e policiais

abate ritual

servente

salário

recompensa

bom nome

proporção

autoridade

emprestar

 

tefilín (filactérios)

torá

fé plena

pupilos

jejum

arrependimento

repreensão

retificação

estratagemas

eruditos da torá

salmos

tocador de shofar

nono dia de av

salvação

Prefácio

Introdução à Edição Brasileira

“Rabi Meir diz: Aquele que se dedica ao estudo da Torá com intenção pura, recebe grandes recompensas.... As pessoas se beneficiam com seu conselho e sabedoria, compreensão e coragem... e ele se torna uma fonte inesgotável e um rio que flui permanentemente.” (Pikê Avót 6,1)

Um rio carrega águas de várias origens – águas da chuva, fontes, neves derretidas e de seus afluentes. A fonte, por outro lado, é menor mas tem nascente própria. Assim também entre os estudiosos da Torá: existem os que agregam conhecimento do “mar da Torá” e outros que se tornam fonte de criatividade original. Contudo, o estudioso da Torá – ao contrário da fonte e do rio que podem eventualmente secar –, ele tem na Torá uma fonte permanente de idéias e ensinamentos inesgotáveis.

O livro Péle Ioêts, do Rabino Eliezer Papo, é, entre os livros de nossa biblioteca, um dos melhores exemplos para esta Mishná, além de ser escrito propriamente em forma de conselhos específicos.

Os ensinamentos deste livro abrangem desde conselhos políticos e sociais até propostas práticas e perspicazes para enfrentar as diversas situações que a vida nos reserva. Apresenta deduções das palavras da Torá em relação à forma de pensar e agir, e tem a coragem em se opôr às correntes de pensamento da sociedade quando estão equivocadas.

Poderíamos pensar que um estudioso da Torá, que se dedica ao estudo da Bíblia e do Talmud, vive distanciando do cotidiano e do mundo moderno. Mas o contrário é verdadeiro, pois a Torá é o plano segundo o qual Deus criou o mundo e a fonte Divina de sabedoria da vida. Assim, o entendimento da ação prática está presente nas profundezas do homem da Torá, sem falar em sua intensidade moral e espiritual.

Impressiona ainda como um livro escrito há dezenas de anos parece estar falando aos nossos dias! Muitos de seus conselhos impressionam pela aguda inteligência e sinceridade.

Em diversos tópicos, o autor cita a gravidade do fato de alguns Ashkenazim e Sefaradim se considerarem estranhos mesmo sendo irmãos de um mesmo povo – ensinamento muito atual para nossa geração.

Em vários lugares são citadas as diferenças entre as sociedades ocidental (cristã) e oriental (islâmica) naquela época, em especial no que diz respeito aos costumes morais, e o Rabino Papo nos guia pelos cuidados a serem tomados relação às suas influências. Seu país (na região dos Bálcãs) era então o ponto de encontro destas culturas, e hoje as diferenças notadas podem ser multiplicadas, sem dúvida.

A Torá engloba em si todas as sabedorias e ciências do mundo. Nossos sábios souberam extrair da Torá as respostas para os questionamentos de cada geração. Desde o Rabino Saadia Gaon – que dá respostas aos Caraítas em seu livro Emunót Vedeót –, passando por Rambam e outros – que deram respontas às dúvidas de sua geração na linguagem aristotélica da Idade Média –, nossos dias foram influenciados pelos segredos da Torá e sua parte mística. Desde o Ari za”l, o Ramchal, o Chassidismo e os discípulos do Gaon de Vilna, a influência cabalística trouxe ensinamentos que se contrapõe ao Racionalismo, respeitando as qualidades intelectuais mas mostrando, ao mesmo tempo, seu limite. Esta obra, embora classificada com um livro de Mussár, mostra muito bem a influência dos costumes cabalísticos do Ari za”l sobre nosso comportamento e sentimentos (veja págs. 231 e 250).

É uma constante no livro, também , a importância de pessoas escreverem seus ensinamentos e editarem livros, frizando que, mesmo se uma só pessoa for influenciada por tal esforço, este já terá sido muito válido (veja págs. 204 e 233).

É este conselho que nos incentiva a continuar a edição dos Clássicos do Judaísmo e outros livros que tragam benefícios a toda a comunidade.

Elul 5763.

Rabino Raphael Shammah



Introdução à Edição em Inglês

Todos nós precisamos de orientação moral e conselhos práticos para sabermos como conduzir nossas vidas; cada um de nós se vê às voltas com dilemas de ordem ética, conflitos e transformações sociais. Como manter, então, o espírito tranqüilo, buscar a sabedoria e honrar a religiosidade? Como cuidar dos relacionamentos interpessoais e controlar as emoções? Como cumprir nossa missão?

Da mesma forma que acontece com todos os aspectos da existência humana, também aqui o judaísmo coloca em nossas mãos o “mapa” que responde a dúvidas e leva à conduta reta. Ele abrange a vasta literatura sobre ética e moral judaicas produzidas – e, em determinados casos, resgatadas ou reabilitadas – pelo Mussár, que começou a tomar forma como movimento a partir do século 18 e até hoje conquista o intelecto de grandes estudiosos que iluminam nossas vidas com seu saber.

Vale destacar que algumas das obras que mais fielmente traduzem os princípios do que viria a ser conhecido como Mussár foram escritas centenas de anos antes do desenvolvimento formal do movimento. Entre elas estão “Os Deveres do Coração” (Chovat Halevavót), de Bachiá Ibn Pacuda e os escritos éticos de Maimônides. Outros trabalhos tendem a apresentar ensinamentos rabínicos sob o ponto de vista moral, como evidencia a obra do rabino Ioná Gerondi, e há aqueles que trazem uma abordagem mística, como o Sêfer Chassidim, do rabino Iehudá Hachassid e Reshit Chochmá, do rabino Eliahu de Vidas.

O Rabino Eliezer Papo, que viveu entre 5545 e 5588 (1785-1828), ocupa um lugar de máxima importância dentro da tradição do Mussár. Profundamente influenciado pelo rabino Chayim Iossêf Azulay, o rabino Papo pertenceu à escola rabínica cabalística do movimento. Nesta obra clássica, Péle Ioêts – “Conselhos Extraordinários” – ele extrai e explora ensinamentos profundos do judaísmo que têm suas origens na Bíblia, no Talmud, na Cabalá e na literatura rabínica. O resultado é uma obra literalmente extraordinária, vigorosa e comovente em suas mensagens, pois lida de forma única com as questões existenciais que habitam nossa mente e espírito.

Pouco se conhece sobre a vida do rabino Papo. Sabe-se que nasceu em Sarajevo, Bósnia, filho de um devotado rabino. Seu domínio dos textos judaicos clássicos leva a crer que tenha recebido uma educação esmerada. Ele serviu como rabino e mestre em Sarajevo e teve entre seus alunos o rabino Iehudá Alkalai, que tornou-se um grande erudito da Torá e um dos pioneiros do retorno judaico à Terra de Israel.  

Por volta de 5581 (1821), o rabino Eliezer Papo foi designado para atuar em Silistra, pequena comunidade da Bulgária próxima à fronteira com a Romênia. Serviu ali até falecer, cerca de sete anos mais tarde (5588). Durante sua permanência em Silistra, a cidade enfrentou uma série de desafios, incluindo uma epidemia. O rabino Papo dedicou os últimos anos de sua vida à luta contra estes desafios e, apesar das condições adversas, conseguiu manter a serenidade.

O rabino e sua esposa tiveram dois filhos e duas filhas. Ambos os filhos se tornaram autoridades rabínicas. Uma das filhas casou-se com um ilustre rabino cabalista e a outra, com um membro importante da comunidade local.

Iehudá, o filho mais velho do rabino Papo, acompanhou a publicação de muitas das obras de seu pai, incluindo o livro Elef Hamaguen (Salônica, 5588), um comentário sobre a Torá; Chessed Laalafim (Salônica, 5601) e um compêndio haláchico sobre o Ôrach Chayim, uma das divisões do Shulchan Aruch. Na introdução que escreveu para este compêndio, Iehudá descreve seu pai como um santo homem, sábio e erudito. Destaca também sua mãe como uma mulher extremamente devota e versada na leitura dos livros de Mussár existentes no vernáculo Judeo-Espanhol (Ladino). Uma curiosidade: o rabino Papo costumava discutir temas religiosos com a esposa e solicitava sua opinião sobre inúmeros assuntos.

O segundo filho, Menachem, supervisionou a publicação de Iaalzú Chassidim (Jerusalém, 5643), um comentário sobre o Sêfer Chassidim; de um texto medieval de Mussár e, também, de Bet Tefilá (Belgrado, 5620), um livro com preces originais para várias ocasiões.

Além das obras acima mencionadas, o rabino Papo escreveu ainda os seguintes livros: Orot Elim (Salônica, 5583), um trabalho de Mussár sob forma de comentário sobre passagens talmúdicas; Chessed Laalafim (Jerusalém, 5737), sobre o Iorê Deá, outra divisão do Shulchan Aruch; Chodesh Haaviv (Jerusalém 5743), um comentário sobre o tratado Berachót do Talmud; Dan Iadin (Jerusalém, 5738), coletânea de prédicas e Péle IoêtsResponsa (Jerusalém, 5747), trazendo decisões legais sobre as mais variadas questões.

Mas, sem dúvida, a obra que realmente trouxe reconhecimento ao rabino Papo foi Péle Ioêts, publicada originalmente em Constantinopla em 5585. O livro foi impresso também em Bucareste (5620), em Pressburg (5655), em Viena (5636), em Jerusalém (5663, 5747) e, mais recentemente, em Tel Aviv. Foi traduzido para o Ladino por seu filho Iehudá e, neste idioma, publicado em Viena (5630-5632) e em Salônica 5659). Uma edição em árabe foi lançada em Jerba, em 5692. O rabino Iehudá Hacohen Krausz respondeu pela tradução para o Yidish (Paks, 5648 e 5660), e uma versão condensada foi preparada pelo rabino Yits’chac Fischel Hamburger (Przemish, 5636).

O rabino Papo decididamente não aprovava palavras de louvor apresentando seus livros mas, não obstante, elas estão presentes em diversas edições de Péle Ioêts. A edição traduzida pelo rabino Krausz inclui uma carta do rabino Hilel Lichtenstein, de Kolomiya, que diz: “Este livro é bem aceito por todos e isto, por si só, já é um testemunho vívido da grande santidade e justeza do seu autor.” A mesma edição incluiu ainda uma nota elogiosa do rabino Simcha Bunim Sofer, Grão-Rabino de Pressburg, onde ele não deixa de expressar sua satisfação pelo fato do trabalho ter se tornado disponível também ao leitor de língua Yidish.

O Péle Ioêts foi extremamente bem recebido tanto nas comunidades Sefaradim quanto Ashkenazim. O rabino Papo escreveu o livro em hebraico, tornando-o acessível ao grande contingente de judeus fluentes no idioma. Mas viu nas traduções uma forma de colocá-lo ao alcance de um número ainda maior de leitores. Ao preparar esta edição em inglês, procurei honrar seu anseio.

Sobre a Obra

Servir a Deus da maneira correta: Péle Ioêts define assim o propósito da vida. Para atingirmos esta meta, diz o autor, é essencial vivermos de acordo com as leis e tradições da Torá da forma como foram transmitidas por nossos Sábios. A conduta abnegada e a dedicação no cumprimento das Mitsvót nos levarão a alcançar o objetivo e nos aproximarão de Deus.

A atitude do homem para com seu semelhante deve ser sempre regida pelos mais altos padrões da moralidade e ele tem por obrigação empenhar-se em cultivar virtudes como a devoção, a humildade, a compaixão e a tolerância. Para alcançar a virtude da justiça, precisa reexaminar regularmente suas iniciativas bem sucedidas e fazer o possível para aprimorá-las. Salienta ainda a necessidade do estudo da Torá e sustenta a idéia de que todos devemos nos dedicar também ao Mussár em regime diário.

O rabino Papo enfatiza com veemência a necessidade dos judeus se relacionarem entre si como membros da uma só família. Ele ficava desgostoso com o antagonismo entre Sefaradim e Ashkenazim, que consideravam uns aos outros “estrangeiros.” Para o rabino, os Sefaradim deveriam fazer o possível e o impossível para que os Ashkenazim se sentissem bem-vindos a seu meio e vice-versa.

Uma curiosidade: o rabino Papo acreditava ser mais fácil aderir aos valores judaicos do recato e da moralidade numa sociedade onde a maioria das pessoas comparte estes valores. Acreditava também que os judeus que viviam junto aos árabes tinham mais possibilidades de preservarem tais valores do que aqueles que viviam em meio a comunidades cristãs. Nestas, a “modernização” da sociedade levaria a um processo de desintegração dos valores religiosos, o que não ocorreria em países islâmicos.

Logo nas primeiras páginas, o leitor de Péle Ioêts se sentirá na presença de um autor profundo e devotado. O rabino Papo consegue ser a um só tempo humilde e incisivo, tolerante e exigente, amável e enérgico.

Para os que são fluentes em hebraico, ler Péle Ioêts no original é um verdadeiro deleite. O estilo do rabino Papo é acolhedor e atraente, e ele faz freqüentes alusões aos textos bíblicos e rabínicos. Seu domínio das fontes e agudeza de espírito encantam o leitor.

Esta edição abreviada e condensada traz a essência da edição original de Péle Ioêts. Mantive a ordem alfabética em hebraico adotada pelo autor. Meu objetivo é transmitir os principais ensinamentos da obra de acordo com seu espírito e seus ideais.

O rabino Papo espera que Péle Ioêts inspire, eduque e aproxime os judeus de Deus, da Torá e uns dos outros. Esta também é a nossa esperança.

Agradeço ao Altíssimo por me reservar o privilégio de editar esta obra, cujos ensinamentos certamente enriqueçerão a vida de um número cada vez maior de pessoas.

Rabino Marc D. Angel

Congregação Shearith Israel – Spanish Portuguese Synagogue

     of New York City (fundada em 1654)



Apresentação

Este livro maravilhoso, agora publicado em português, traz combinadas duas características que fizeram e fazem dele uma das obras clássicas da literatura judaica: a forma direta e calorosa com que o autor se dirige ao leitor, estilo que está na raiz de sua popularidade, e os conteúdos claros aliados a um grande número de conselhos práticos. 

“Conselhos Extraordinários” – edição condensada do clássico Péle Ioêts – representa um exemplo típico da literatura rabínica oriental: transmitida com suavidade e sutileza, sua profunda mensagem da ética tradicional atinge o grande público de maneira objetiva e didática, com os itens dispostos em ordem alfabética e a doce sintaxe que há tempo desapareceu da literatura religiosa.

É mister que a tradição sefaradita dos Bálcãs gerou grande produção literária, desconhecida em sua maior parte até pouco tempo atrás. Mesmo como disciplina acadêmica, foram poucos os que se dedicaram a pesquisar, resgatar e contar a riqueza daquelas comunidades, que, como muitas outras da Europa, desapareceram nos terríveis anos da perseguição nazista.

O autor deixou dois filhos e uma filha. O filho mais velho do Rabino Papo, Iehuda, editou várias obras de seu pai e mestre e, de tanto carinho que alimentava pelo livro Péle Ioêts, mudou seu sobrenome para Ben Péle, e assim justificou sua decisão:

“Este amado e agradável livro Péle Ioêts não deixou de tratar nenhum assunto maior ou menor da ética e do comportamento correto, e seu conteúdo permite reconhecer, ao menos parcialmente, seu grande autor, meu mestre e pai. Abençoado seja quem o estudar e meditar sobre ele. Já testemunhou o Rabino – meu mestre e pai, de abençoada memória – que quem quiser conquistar a sua parte no Mundo Vindouro tem que cumprir as palavras do livro Péle Ioêts para adquirir todas as virtudes e todo bom costume... e esta é a razão pela qual mudei nosso nome para Ben Péle... eu, meus filhos e meus descendentes para sempre.”

O Rabino Papo foi um autor prolífero, que tratou de todas as disciplinas dos estudos judaicos: exegese bíblica, talmúdica e Halachá. Mas, sem dúvida, especializou-se na disciplina do Mussár – a Ética judaica, tema ao qual dedicou seus mais famosos livros. Uma análise parcial de sua obra revela um Rabino de grande personalidade e extrema humildade, muito próximo da sua amada comunidade e dono de uma integridade excepcional.

Grande educador, discursou sobre o desenvolvimento das crianças e via como obrigação dos pais dar educação religiosa também para suas filhas. Criticou os educadores que fazem meninos passarem de ano por medo dos seus poderosos pais, conduta que contrariava a boa formação das crianças (Iaalzu Chasidim 164, 166).

Cobrou sempre um alto grau de integridade de sua comunidade, criticou as doações oriundas de fontes duvidosas (ibid 195), incitou aos seus leitores rabinos educarem o povo para fugirem dos jogos, da bebida etc. e afastar as pessoas das superstições.

Pediu inúmeras vezes que os judeus não se vingassem de seus irmãos judeus nem de seus vizinhos gentios, “e sim que sempre rezassem para que [os judeus] fizessem Teshuvá” (ibid 210, 215).  Rabi Papo dedicou a própria vida ao seu povo e rezava todos os dias pela paz entre os judeus. Suas inúmeras orações encontram-se em seu famoso livro Bêt Tefila. Eis uma de suas preces diárias (ibid 216):

“Que seja de Tua vontade, Eterno, meu Deus e Deus dos meus pais, que tenha satisfação de Tuas criaturas, e que não pequemos perante Ti ou perante uma das tuas criaturas. Que não nos aborreçamos e que não Te aborreçamos, e que façamos nossa vontade conforme a Tua, todos os dias de nossa vida, nós, nossos filhos e nossos descendentes. Ajuda-nos, ó Deus de nossa salvação pela honra do Teu Nome”

Que seus méritos nos protejam, Amen.

Rabino Daniel Touitou

Do testamento ético do Rabino Eliezer Papo ZT”L

“Assim, peço aos estudiosos de cada

geração que me concedam um verdadeiro                         

  favor  e se esforcem em recitar com       

  eloquência minhas palavras. E que a eles

    se juntem meus filhos e toda minha

      descendência, honrando-me com o

       estudo dos meus conselhos e orientação

       moral. Apliquem-se no estudo público

         do meu legado para que, logo a seguir,

            possa ser lido o Cadish correspondente.

             

  Deste modo, talvez, minhas palavras  

   façam eco dentro do espírito de quem

     as ouvir, levando esta alma a retornar

        ao caminho certo.

          E, se porventura, me for concedido o

            mérito de vislumbrar a Glória do Eterno

             e Seu Santuário, retribuirei, prestando

                favores aos meus benfeitores e rogando

                  por Sua Misericórdia.

                    Meus filhos, meu povo, ouçam-me

                      e suas almas reviverão.”  

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